Conselho de Segurança apoia Ban Ki-moon após ataque em Bagdad

O Conselho de Segurança da ONU manifestou hoje o seu apoio aos esforços do secretário-geral, Ban Ki-moon, para encorajar um diálogo político no Iraque, após o ataque de hoje, em Bagdad, perto do local onde se encontrava.

Agência LUSA /

Os membros do Conselho "felicitaram-se" com a visita de Ban a Bagdad, disse o embaixador da África do Sul, Dumisani Kumalo, que preside este mês a esta instância, numa declaração à imprensa após consultas.

Esta visita, que se inscreve no quadro de uma viagem ao Médio Oriente, não fora anunciada antecipadamente, por razões de segurança.

Os Estados membros "exprimiram o seu apoio inabalável aos esforços da ONU e do seu secretário-geral para promover um processo político real e sem exclusivos no Iraque, visando a reconciliação nacional e preservar a soberania e a integridade territorial do país", prosseguiu Kumalo.

"Condenaram firmemente o odioso atentado terrorista perpetrado contra o gabinete do primeiro-ministro iraquiano, onde o secretário- geral realizava com ele uma conferência de imprensa", acrescentou.

"Reafirmaram a necessidade de combater o terrorismo sob todas as suas formas e manifestações e por todos os meios, no respeito pelo direito internacional", conclui a declaração, redigida por iniciativa da Rússia.

Uma forte explosão na Zona Verde, ultrafortificada, de Bagdad interrompeu por breves instantes uma conferência de imprensa de Ban com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, pouco após a chegada de surpresa do chefe da ONU à capital iraquiana.

"Estou confiante. Vamos ver proximamente um futuro melhor, mais seguro, mais próspero e mais democrático para o povo e o governo iraquianos. Assistimos a uma melhoria da situação e sonho em aumentar a presença das Nações Unidas no Iraque", disse Ban, na conferência de imprensa.

Imediatamente depois, registou-se a explosão, provocada pela queda de um obus de morteiro no jardim da residência que serve de gabinete a Maliki, segundo os serviços de segurança. Desconhece-se se houve vítimas.

Este ataque simbólico traz à ribalta a situação no Iraque, país a braços com uma insurreição e com violências inter-religiosas, quatro anos após a invasão comandada pelos Estados Unidos.

Nas Nações Unidas, em Nova Iorque, fez recordar amargamente o atentado com um camião armadilhado contra o quartel-general das Nações Unidas em Bagdad, em Agosto de 2003, que matou 22 pessoas, entre as quais o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, representante especial do antecessor de Ban, Kofi Annan.

Desde esse ataque que a ONU mantém uma missão com efectivos reduzidos no Iraque, por razões de segurança, apesar de numerosas solicitações para que reforce a sua presença.

Depois do Iraque, Ban Ki-moon deverá deslocar-se ao Egipto, territórios palestinianos, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Líbano.

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