Coreia do Sul diz que cimeira entre Kim e Trump é possível "a qualquer momento"
Os serviços secretos da Coreia do Sul consideram possível "a qualquer momento" uma cimeira entre os líderes do Norte e dos EUA, porque existem "sinais de diálogo" entre os dois países, afirmou hoje um deputado.
"No que diz respeito à cimeira entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, uma análise considera que se deve partir do princípio de que esta pode ocorrer a qualquer momento", declarou aos jornalistas o deputado Youn Kun-young, à saída de uma reunião com os serviços secretos.
"Embora não tenham sido apresentados factos relativos a contactos concretos entre as duas partes, existem sinais de diálogo", acrescentou Youn, após a reunião, à porta fechada, com dirigentes do Serviço Nacional de Informações sul-coreano.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, que se encontrou com Kim Jong-un por três vezes durante o primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021), surpreendeu todos a 19 de agosto, ao afirmar que se iria reunir novamente com o líder norte-coreano até ao final do ano.
Além disso, encurtou os exercícios militares conjuntos anuais com a Coreia do Sul, que, segundo Trump, enviam "um sinal totalmente inadequado e hostil" a Pyongyang.
Trump orgulha-se de ter uma relação privilegiada com Kim Jong-un, cujo país é considerado uma grande ameaça à segurança dos Estados Unidos pelos serviços secretos norte-americanos.
Por enquanto, a Coreia do Norte não deu publicamente qualquer sinal de aceitar este convite ao diálogo.
Pouco depois do anúncio do Presidente norte-americano, Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano, afirmou que "não tinha qualquer conhecimento" de qualquer comunicação entre o irmão e Donald Trump.
A Coreia do Norte realizou posteriormente testes de lançamento de cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance e condenou, esta semana, como uma ameaça, as manobras navais programadas para este mês entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.