Coreia do Sul tenta suspender licenças de médicos em greve

O governo da Coreia do Sul anunciou o início dos procedimentos para suspender as licenças de mais de 4.900 jovens médicos, em greve há quase três semanas em protesto contra uma reforma do setor.

Lusa /
O governo da Coreia do Sul procura suspender suspender as licenças de mais de 4.900 jovens médicos Reuters

Um dirigente do Ministério da Saúde sul-coreano, Chun Byung-wang, disse que, até sexta-feira, foram enviadas notificações administrativas a mais de 4.900 "médicos estagiários que desafiaram as ordens de regresso ao trabalho".

Estas notificações formais são o primeiro passo antes de uma suspensão administrativa de três meses.

Esta medida poderá ainda atrasar em mais de um ano o curso de especialização e quaisquer formações posteriores na carreira, já que os processos dos médicos vão ficar com a medida disciplinar e o motivo registados, o que vai afetar na procura de trabalho.

O ministro da Saúde sul-coreano, Cho Kyoo-hong, prometeu ser tolerante com os médicos que abandonem a greve antes de concluídos os procedimentos de suspensão.

Cerca de 12 mil estagiários, ou 93% do total, permaneciam ausentes dos postos, de acordo com os mais recentes dados oficiais do Ministério da Saúde, divulgados esta manhã.

A greve por tempo indeterminado foi lançada em protesto contra a reforma do setor promovida pelo governo da Coreia do Sul, que inclui o aumento do número anual de licenciados em medicina de 3.000 para 5.000.

A Associação Médica Coreana (KMA, na sigla em inglês) denunciou que estas medidas implicam uma carga insustentável para as universidades e não resolvem a falta de incentivos para escolher as especialidades mais mal pagas, como a pediatria, ou para preencher vagas em locais remotos.

 

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