Coreia do Sul termina instalação de escudo antimíssil apesar dos protestos

A Coreia do Sul completou esta quinta-feira a instalação do sistema antimíssil THAAD no seu território com a colocação de quatro intercetores de projéteis adicionais para melhorar a defesa em caso de um ataque da Coreia do Norte. Em Seongju, dezenas de pessoas ficaram feridas num protesto contra a instalação do escudo antimísseis.

RTP /
Jung Ui-Chel - Reuters

"O Governo instalou provisoriamente as plataformas de lançamento adicionais do sistema THAAD das Forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul para proteger a vida e a segurança das pessoas das cada vez mais intensas ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte", disse o ministro de Defesa de Seul em comunicado.

O ministério explicou que a instalação é provisória, sendo tomada uma decisão sobre o seu destacamento permanente quando forem realizados estudos de impacto ambiental. O Presidente Moon Jae-in tinha paralisado, em junho, a instalação dos quatro dispositivos, por falta destes estudos, obrigatórios por lei.
Protesto contra sistema THAAD

Na localidade de Seongju, dezenas de pessoas ficaram feridas em confrontos com a polícia, num protesto contra a instalação do escudo antimísseis.

Os confrontos ocorreram, durante a noite de quarta-feira, entre 400 residentes da cidade de Seongju, próxima do local que acolhe o sistema de Defesa Terminal de Área de Grande Altitude, e as forças de segurança destacadas na zona.

Cerca de oito mil polícias foram destacados para uma zona próxima do local, onde dezenas de civis e agentes ficaram feridos e foram transportados para hospitais, sem que se saiba o número exato ou a gravidade dos ferimentos, segundo a agência Yonhap.

O Governo sul-coreano tinha congelado a instalação de quatro plataformas de lançamento do THAAD no passado mês de junho, por considerar que o anterior executivo, que aprovou a sua instalação em julho de 2016, não realizou os estudos de impacto ambiental a que a lei sul-coreana obriga.

No entanto, perante o contínuo desenvolvimento do programa de armamento da Coreia do Norte, o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, pediu em agosto que fosse estudada a instalação das quatro plataformas que faltavam.

Os residentes temem que a sua cidade se converta num alvo primário dos ataques de Pyongyang, além de recear os efeitos que os seus radares tenham para a saúde e para as suas plantações.

c/ Lusa
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