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Costa quer trabalhar com parceiros na defesa do oceano para evitar confronto de blocos

Costa quer trabalhar com parceiros na defesa do oceano para evitar confronto de blocos

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu hoje que a Europa deve trabalhar com os seus parceiros e com as instituições multilaterais na proteção do oceano, para evitar "uma confrontação entre blocos".

Lusa /
Khaled Elfiqi - Reuters

"O mundo precisa do engajamento europeu e a Europa deve aproximar-se dos seus parceiros. Deve dialogar com as instituições multilaterais para abordar os nossos desafios comuns. Dialogar com uma vasta rede de parceiros a fim de evitar uma confrontação entre blocos. Reconhecer que o norte e o sul são ambos plurais", disse António Costa em Paris, na sessão de abertura da iniciativa SOS Oceano.

Defendendo o papel da Europa na proteção do oceano, o dirigente europeu disse que é preciso adotar uma abordagem científica, única forma de apoiar as avaliações, decisões e ações e tomar medidas a favor dos oceanos apelando "à urgência de soluções climáticas e geopolíticas".

Na sua intervenção, Costa apelou também à ratificação e entrada em vigor do Tratado de Alto Mar, que visa promover a conservação e utilização sustentável da biodiversidade marinha em áreas que não pertencem a uma jurisdição nacional.

"Tivemos um papel decisivo na conclusão do Tratado de Alto Mar. É tempo de proceder à sua ratificação e entrada em vigor", disse, recordando que o Conselho Europeu apelou recentemente à ação e ambição a nível mundial para acelerar a ratificação deste instrumento.

Recordou que a UE tem a maior zona económica exclusiva do mundo, incluindo os territórios ultramarinhos, que abrigam 80 % da biodiversidade marinha da Europa e afirmou que 40% dos europeus vivem em zonas costeiras, que geram cerca de 40% do PIB da união.

"A segurança económica, a segurança energética e a segurança alimentar da União dependem todas dos oceanos", alertou.

Lembrou ainda que a economia azul emprega 3,6 milhões de pessoas na UE, em setores como a pesca, o turismo, as atividades portuárias, a construção naval, a energia oceânica e o transporte marinho, e sublinhou que 75% do comércio externo e 40% do comércio interno da UE são feitos por mar.

Para Costa, a UE "avança na boa direção", mas é preciso não aliviar os esforços.

"Não sejamos a geração que fechou os olhos. Sejamos a que escolheu agir", disse ainda.

Organizado pela França e pela Fundação Oceano Azul, com a colaboração da Bloomberg Philantropies, o evento SOS Ocean pretende lançar a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, prevista para junho em Nice, e responde a um apelo do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que no verão passado, em Tonga, lançou um `SOS` para os oceanos.

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