Covid-19. Brasil ultrapassa 390 mil mortos e abril é o mês mais letal da pandemia

O Brasil registou domingo mais 1.305 mortes devido à covid-19 e ultrapassou os 390.000 óbitos, com abril a ser considerado o mês mais letal desde o início da pandemia, segundo divulgou o governo.

Lusa /
O alerta geral está dado pelas autoridades mas o povo, com frequência, parece não entender a gravidade da situação EPA

O país, um dos mais afetados pela crise sanitária, acumula um total de 390.787 mortos relacionados com a covid-19, desde o início da pandemia, em 12 de março de 2020, de acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registou 32.572 novas infeções, pelo que o total de contagiados ascende a 14.340.787, embora estes números possam ser superiores devido à redução de pessoal responsável por recolher os dados nos fins de semana, os quais serão consolidados na terça-feira.

O Brasil enfrenta uma mortífera segunda vaga da pandemia, muito pior que a primeira, e abril apresenta-se como o mês mais letal, com 69.282 vítimas mortais contabilizadas até agora, contra 66.573 mortos registados em março.

Apesar da grave situação, centenas de cariocas voltaram domingo às praias do Rio de Janeiro, embora a permanência na areia esteja apenas autorizada nos dias úteis.

Da mesma forma, foram registadas aglomerações também em São Paulo, que flexibilizou parte das medidas restritivas que estavam em vigor desde 6 de março e autorizou a reabertura na véspera de bares, restaurantes, museus, cinemas e parques, entre outras atividades económicas.Escassez de vacinas
Com mais de 210 milhões de habitantes, o Brasil está confiante com o avanço da vacinação, iniciada em meados de janeiro, para conter a rápida escalada de óbitos e casos de covid-19, mas está a enfrentar dificuldades devido à escassez de novas doses e matérias-primas para a produção local.

Este fim de semana, o Ministério da Saúde reduziu em 14,5 milhões a previsão de entrega de imunizantes esperada para maio, o que se traduz em menos 31% do calculado inicialmente.

Isto porque o volume de componentes ativos recebidos nos últimos meses foi menor que o esperado e, além disso, porque algumas vacinas estão pendentes da autorização da agência reguladora da saúde para que sejam utilizadas no país.

Entretanto, um quarto das cidades brasileiras viu-se obrigada a suspender os processos de vacinação, de acordo com uma informação divulgada pela Confederação Nacional de Municípios.

Desde o início da campanha de vacinação, cerca de 28,9 milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina, o que representa 13,6% dos brasileiros, enquanto menos de 6% da população foi inoculada com a segunda dose.
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