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Covid-19. Certificado de teste ou de vacinação obrigatórios a partir de hoje no Reino Unido
Preocupado com o aumento de contágios da variante Ómicron, Boris Johnson propôs algumas novas medidas restritivas de combate à pandemia da Covid-19. Embora a enfrentar bastante contestação, incluindo por parte do Partido Conservador, o primeiro-ministro conseguiu que, na terça-feira, fosse aprovado o novo pacote de restrições. A partir desta quarta-feira passa a ser obrigatório, por exemplo, apresentar certificado de vacinação em bares e discotecas, em eventos desportivos e em recintos com mais de 500 pessoas.
O “Plano B” de Boris Johnson - que incluiu novas regras quanto ao uso de máscara, de isolamento, de “pass covid” e vacinas obrigatórias para os profissionais de saúde - foi aprovado na terça-feira, com 99 votos contra dos conservadores e 243 a favor, com apoio de uma maioria trabalhista.
"Os testes também serão uma ferramenta fundamental para controlar a propagação, devido ao provável aumento da transmissibilidade da Ómicron", informa um comunicado oficial das autoridades de saúde britânicas.
Além disso, o isolamento profilático deixa de ser obrigatório em caso de contacto com um caso positivo, se a pessoa estiver vacinada com as duas doses de vacina, sendo apenas exigido que faça testes regulares nesse período.
"Como existe uma já comprovada transmissão comunitária de Ómicron, pretendemos introduzir testes diários a pessoas que tiveram contacto com casos positivos confirmados, em vez do período de autoisolamento de dez dias", lê-se no mesmo documento.
Apesar da rebelião dos últimos dias contra o primeiro-ministro britânico e a oposição clara dos parlamentares do seu partido, a Câmara dos Comuns aprovou a obrigatoriedade de apresentar um teste negativo ou certificado de vacinação diversos espaços públicos fechados, como bares e discotecas, em eventos desportivos e com mais de 500 pessoas, como espetáculos ou festivais.
Também passa a ser obrigatório, a partir desta quarta-feira, o uso de máscara em espaços fechados como igrejas, cinemas e teatros, e que os profissionais de saúde do Sistema Nacional de Saúde estejam vacinados.
"Os testes também serão uma ferramenta fundamental para controlar a propagação, devido ao provável aumento da transmissibilidade da Ómicron", informa um comunicado oficial das autoridades de saúde britânicas.
Além disso, o isolamento profilático deixa de ser obrigatório em caso de contacto com um caso positivo, se a pessoa estiver vacinada com as duas doses de vacina, sendo apenas exigido que faça testes regulares nesse período.
"Como existe uma já comprovada transmissão comunitária de Ómicron, pretendemos introduzir testes diários a pessoas que tiveram contacto com casos positivos confirmados, em vez do período de autoisolamento de dez dias", lê-se no mesmo documento.
O Governo britânico recomenda ainda, sempre que possível, o trabalho remoto e a redução de contactos sociais.
No passado domingo, o Reino Unido elevou o nível de alerta de três para quatro, devido a um "aumento rápido" de contágios da variante Ómicron, e começou a apelar à população britânica para que tome um "reforço" da vacina.
As autoridades britânicas já identificaram mais de 4.700 casos de infeção por esta nova variante do SARS-CoV-2. Na segunda-feira havia dez pessoas hospitalizadas e uma morte confirmada devido à Ómicron, no mesmo dia em que o ministro da Saúde, Sajid Javid, previa que esta se tornasse dominante em Londres nas 48 horas seguintes.
"Golpe significativo" dos conservadores
Antes da votação na quarta-feira, o primeiro-ministro apelou aos parlamentares para que apoiassem as medidas do Governo, destinadas a combater o aumento de infeções dos últimos dias. Mas, motivados pelos escândalos em que o primeiro-ministro se tem envolvido, os parlamentares do Partido Conservador, partido de Boris Johnson, ameaçaram opor-se às propostas e votar contra no Parlamento britânico.
Noventa e seis deputados do Partido Conservador votaram contra a necessidade de certificados de vacinação para entrar em recintos com mais de 500 pessoas e revoltaram-se contra o que consideram ser a forma “desastrosa” que Johnson escolheu para lidar com os escândalos que o têm envolvido nos últimos dias.
Os analistas políticos consideram que esta é a “maior rebelião” que Johnson enfrenta desde que assumiu o Executivo britânico.
O líder trabalhista, Sir Keir Starmer, disse à BBC que os votos contra dos conservadores representaram um "golpe muito significativo para a autoridade já danificada do primeiro-ministro".
“Isto vem confirmar que ele está fraco demais para cumprir as funções básicas do Governo”.
Por sua vez, Gillian Keegan admitiu que os parlamentares conservadores enfrentaram decisões "difíceis", ainda tendo apenas "informações parciais" dos especialistas sobre a variante Ómicron.
"Decidimos que precisávamos de ganhar tempo. Nós precisamos, de facto, de desacelerar este vírus inacreditavelmente transmissível", acrescentou.
O considerado “conservador rebelde”, Sir Geoffrey Clifton-Brown afirmou à imprensa britânica que a escala da revolta é um desafio à liderança de Johnson e que "deve estar em jogo" no próximo ano.
"Ou ouve e responde e faz as coisas de maneira diferente - ou ignora o que lhe foi dito e segue em frente de qualquer maneira, e assim isto vai repetir-se", advertiu também o ex-chefe conservador Mark Harper.
Já Sir Charles Walker, disse à BBC que os parlamentares conservadores ainda apoiavam Johnson mas que a rebelião era um "grito de dor" sobre estas medidas específicas, que o partido considera como um ataque às liberdades pessoais e que não impedem a disseminação da Covid-19.
Os conservadores mostram, assim, estar a perder a confiança no primeiro-ministro britânico.
Recorde-se que, na semana passada, a comunicação social britânica divulgou um vídeo gravado numa festa de natal organizada pelos funcionários de Downing Street, numa fase grave da propagação da covid-19, quando eram proibidos quaisquer encontros fora do agregado familiar e em que se registavam cerca de 200 mortos por dia.
Antes da votação na quarta-feira, o primeiro-ministro apelou aos parlamentares para que apoiassem as medidas do Governo, destinadas a combater o aumento de infeções dos últimos dias. Mas, motivados pelos escândalos em que o primeiro-ministro se tem envolvido, os parlamentares do Partido Conservador, partido de Boris Johnson, ameaçaram opor-se às propostas e votar contra no Parlamento britânico.
Noventa e seis deputados do Partido Conservador votaram contra a necessidade de certificados de vacinação para entrar em recintos com mais de 500 pessoas e revoltaram-se contra o que consideram ser a forma “desastrosa” que Johnson escolheu para lidar com os escândalos que o têm envolvido nos últimos dias.
Os analistas políticos consideram que esta é a “maior rebelião” que Johnson enfrenta desde que assumiu o Executivo britânico.
O líder trabalhista, Sir Keir Starmer, disse à BBC que os votos contra dos conservadores representaram um "golpe muito significativo para a autoridade já danificada do primeiro-ministro".
“Isto vem confirmar que ele está fraco demais para cumprir as funções básicas do Governo”.
Por sua vez, Gillian Keegan admitiu que os parlamentares conservadores enfrentaram decisões "difíceis", ainda tendo apenas "informações parciais" dos especialistas sobre a variante Ómicron.
"Decidimos que precisávamos de ganhar tempo. Nós precisamos, de facto, de desacelerar este vírus inacreditavelmente transmissível", acrescentou.
O considerado “conservador rebelde”, Sir Geoffrey Clifton-Brown afirmou à imprensa britânica que a escala da revolta é um desafio à liderança de Johnson e que "deve estar em jogo" no próximo ano.
"Ou ouve e responde e faz as coisas de maneira diferente - ou ignora o que lhe foi dito e segue em frente de qualquer maneira, e assim isto vai repetir-se", advertiu também o ex-chefe conservador Mark Harper.
Já Sir Charles Walker, disse à BBC que os parlamentares conservadores ainda apoiavam Johnson mas que a rebelião era um "grito de dor" sobre estas medidas específicas, que o partido considera como um ataque às liberdades pessoais e que não impedem a disseminação da Covid-19.
Os conservadores mostram, assim, estar a perder a confiança no primeiro-ministro britânico.
Recorde-se que, na semana passada, a comunicação social britânica divulgou um vídeo gravado numa festa de natal organizada pelos funcionários de Downing Street, numa fase grave da propagação da covid-19, quando eram proibidos quaisquer encontros fora do agregado familiar e em que se registavam cerca de 200 mortos por dia.