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COVID-19
Covid-19. Estudo encontra anomalia nos pulmões que pode explicar falta de ar após infeção
Um estudo piloto realizado no Reino Unido identificou danos pulmonares microscópicos, não identificados em exames de rotina, que podem explicar a falta de ar sentida por alguns pacientes meses após a infeção por covid-19.
O estudo piloto envolveu 36 pacientes, mas focou-se em onze pessoas que não precisaram de ser hospitalizadas durante a infeção por covid-19, mas sentiram falta de ar meses após a contaminação.
Os investigadores identificaram uma anomalia nos pulmões, não identificada nos exames de rotina, que pode ser o motivo para a falta de ar sentida nesses pacientes após o período de infeção – um fenómeno apelidado de “long covid”.
Os cientistas, de Oxford, Sheffield, Cardiff e Manchester, usaram uma técnica especializada de imagem de ressonância magnética na qual os pacientes respiram gás xenônio enquanto estão deitados num scanner. O gás comporta-se de uma maneria muito semelhante ao oxigénio, mas dá a possibilidade de ser controlado visualmente à medida que se move dos pulmões para a corrente sanguínea, permitindo perceber como os pulmões estão a funcionar – enquanto as tomografias apenas mostram a estrutura dos pulmões.
O estudo comparou, de seguida, os exames com gás xenônio em três grupos de pessoas: pacientes diagnosticados com “long covid” que não necessitaram de internamento quando infetados; pessoas que foram hospitalizadas com covid-19 mas não tiveram “long covid” e um grupo de pessoas saudáveis.
Os resultados do estudo mostram que a transferência de gás dos pulmões para a corrente sanguínea foi “significativamente menos eficaz” nos pacientes com “long covid”, mesmo quando os outros exames estavam normais. As pessoas que foram internadas no hospital com covid-19 apresentaram anomalias semelhantes.
“Esses pacientes nunca estiveram no hospital e não tiveram uma doença aguda grave quando tiveram a infeção por covid-19”, disse o professor Fergus Gleeson, radiologista da fundação NHS dos hospitais universitários de Oxford e investigador-chefe do estudo. “Alguns deles estão a apresentar sintomas um ano após a infeção”, explicou.
“É o primeiro estudo a demonstrar anomalias pulmonares em [pessoas com covid prolongada] que estão sem fôlego”, disse Emily Fraser, assessora de hospitais universitários de Oxford e coautora do estudo.
Claire Steves, docente no King's College London, que não esteve envolvida no estudo, defende que estas descobertas são muito relevantes, dado que “sugerem que a capacidade do pulmão de fazer a sua função – oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono – pode ser comprometida, mesmo que a estrutura do pulmão pareça normal”.
Steves, assim como Fraser, sublinham, no entanto, que são necessários mais estudos para esclarecer o significado clínico da descoberta, nomeadamente como as aparentes anomalias se relacionam com a falta de ar. Um estudo maior e mais detalhado já está em curso para confirmar os resultados.
Os investigadores identificaram uma anomalia nos pulmões, não identificada nos exames de rotina, que pode ser o motivo para a falta de ar sentida nesses pacientes após o período de infeção – um fenómeno apelidado de “long covid”.
Os cientistas, de Oxford, Sheffield, Cardiff e Manchester, usaram uma técnica especializada de imagem de ressonância magnética na qual os pacientes respiram gás xenônio enquanto estão deitados num scanner. O gás comporta-se de uma maneria muito semelhante ao oxigénio, mas dá a possibilidade de ser controlado visualmente à medida que se move dos pulmões para a corrente sanguínea, permitindo perceber como os pulmões estão a funcionar – enquanto as tomografias apenas mostram a estrutura dos pulmões.
O estudo comparou, de seguida, os exames com gás xenônio em três grupos de pessoas: pacientes diagnosticados com “long covid” que não necessitaram de internamento quando infetados; pessoas que foram hospitalizadas com covid-19 mas não tiveram “long covid” e um grupo de pessoas saudáveis.
Os resultados do estudo mostram que a transferência de gás dos pulmões para a corrente sanguínea foi “significativamente menos eficaz” nos pacientes com “long covid”, mesmo quando os outros exames estavam normais. As pessoas que foram internadas no hospital com covid-19 apresentaram anomalias semelhantes.
“Esses pacientes nunca estiveram no hospital e não tiveram uma doença aguda grave quando tiveram a infeção por covid-19”, disse o professor Fergus Gleeson, radiologista da fundação NHS dos hospitais universitários de Oxford e investigador-chefe do estudo. “Alguns deles estão a apresentar sintomas um ano após a infeção”, explicou.
“É o primeiro estudo a demonstrar anomalias pulmonares em [pessoas com covid prolongada] que estão sem fôlego”, disse Emily Fraser, assessora de hospitais universitários de Oxford e coautora do estudo.
Claire Steves, docente no King's College London, que não esteve envolvida no estudo, defende que estas descobertas são muito relevantes, dado que “sugerem que a capacidade do pulmão de fazer a sua função – oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono – pode ser comprometida, mesmo que a estrutura do pulmão pareça normal”.
Steves, assim como Fraser, sublinham, no entanto, que são necessários mais estudos para esclarecer o significado clínico da descoberta, nomeadamente como as aparentes anomalias se relacionam com a falta de ar. Um estudo maior e mais detalhado já está em curso para confirmar os resultados.