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COVID-19
Covid-19. Índia encomenda 300 milhões de doses de vacina por validar
Para fazer face à escassez de vacinas e enfrentar uma segunda vaga da pandemia que continua a assolar o país, a Índia encomendou uma vacina contra a Covid-19 à Biological-E, que ainda não foi aprovada pelas autoridades de saúde para uso de emergência. Com menos de dez por cento da população vacinada com, pelo menos, uma dose, o Governo indiano anunciou que já pagou um adiantamento de mais de 200 milhões de dólares à empresa farmacêutica que ainda está a testar o fármaco.
Um dia depois de o Supremo Tribunal ter exigido ao Governo indiano que indicasse qual a total disponibilidade de vacinas contra a Covid-19 no país até ao fim do ano, o Ministério da Saúde anunciou que assinou um contrato com a empresa indiana Biological-E para adquirir 30 milhões de doses do fármaco experimental.
"Essas doses de vacina serão fabricadas e armazenadas pela Biological-E entre agosto a dezembro de 2021", esclareceu o Governo em comunicado, na quinta-feira.
A vacina não identificada da farmacêutica indiana está em testes de Fase III e revelou "resultados promissores" nas duas primeiras fases, segundo adianta o Ministério.
"O acordo com a Biological-E é parte do esforço mais abrangente do Governo da Índia para incentivar os fabricantes de vacinas nativos, oferecendo-lhes apoio na investigação e desenvolvimento, e também apoio financeiro", acrescenta a nota.
A contrato de cerca de 206 milhões de dólares é o primeiro que a Índia assinou para uma vacina que não recebeu aprovação de emergência por parte de nenhuma autoridade de saúde. É também o primeiro contrato antecipado com um produtor de fármacos indiano, revelando uma diferente postura por parte do Governo que, até agora, encomendava apenas vacinas já autorizadas.
A vacina não identificada da farmacêutica indiana está em testes de Fase III e revelou "resultados promissores" nas duas primeiras fases, segundo adianta o Ministério.
"O acordo com a Biological-E é parte do esforço mais abrangente do Governo da Índia para incentivar os fabricantes de vacinas nativos, oferecendo-lhes apoio na investigação e desenvolvimento, e também apoio financeiro", acrescenta a nota.
A contrato de cerca de 206 milhões de dólares é o primeiro que a Índia assinou para uma vacina que não recebeu aprovação de emergência por parte de nenhuma autoridade de saúde. É também o primeiro contrato antecipado com um produtor de fármacos indiano, revelando uma diferente postura por parte do Governo que, até agora, encomendava apenas vacinas já autorizadas.
A vacina que a Biological-E está a desenvolver é um fármaco de subunidade de proteína RBD - isto é, compreende apenas proteínas de pico que são injetadas no corpo para desencadear uma resposta imunitária - , está a aguardar aprovação e espera-se que esteja "disponível nos próximos meses".
"A vacina do Biological-E foi examinada e recomendada para aprovação após a devida diligência pelo Grupo Nacional de Peritos em Administração de Vacinas para Covid-19 (NEGVAC)", esclarece o Ministério da Saúde.
De acordo com a própria empresa, que produz também a vacina da Johnson & Johnson, as vacinas de subunidades de proteínas são consideradas, por muitos especialistas, como uma das vacinas mais seguras e testadas, ao contrário da tecnologia de RNA mensageiro relativamente nova.
Governo quer acelerar campanha de vacinação
Até agora, só 4,7 por cento dos 950 milhões de adultos indianos receberam as duas doses de uma vacina contra o coronavírus. O segundo país mais populoso do mundo está ainda a enfrentar uma segunda vaga da pandemia, que matou cerca de 170 mil pessoas só em abril e maio.
O anúncio deste novo contrato surge numa altura em que a produção atual de vacinas na Índia não é capaz de responder à crescente necessidade de inocular a população. A Índia tem em uso, atualmente, as vacinas da AstraZeneca produzidas pelo Instituto Serum da Índia, assim como a Covaxin, fabricada pela empresa local Bharat Biotech. Prevê-se que o Governo adquira ainda em junho e comece a vacinar a população com a vacina russa Sputnik V.
No entanto, a disponibilidade de vacinas é escassa, principalmente, desde que foi alargada a vacinação a todas os adultos no país. Alguns centros de vacinação já fecharam mesmo devido à falta de vacinas, o que levou o Supremo Tribunal a criticar a falta de planeamento das autoridades de saúde no processo de vacinação nacional.
Embora o Governo tenha istribuído vacinas gratuitamente aos idosos e aos profissionais de saúde, deixou a cargo de governos estaduais e hospitais particulares a administração de doses a pessoas entre os 18 e os 45 anos, sendo estas pagas.
"A política do Governo Central de realizar a vacinação gratuita dos grupos nas duas primeiras fases e substitui-la pela vacinação paga é, prima facie, arbitrária e irracional", acusou o Supremo Tribunal, na quarta-feira.
O Governo Federal da Índia, liderado pelo primeiro-ministro Narendra Modi, foi anteriormente criticado por não fazer grandes encomendas com antecedência. Agora Modi está a tentar aumentar a quantidade de doses disponívies, enquanto os números de infeções começam a diminuir, na esperança de preparar o país para uma terceira vaga da pandemia para a qual os especialistas têm alertado.
Ainda esta semana, o Governo afirmou que iria inocular até dez milhões de doses por dia nos meses de julho e agosto, bem acima das menos de três milhões diárias atuais.
A pressão para acelerar as vacinações aumenta também numa altura em que vários Estados se preparam para aliviar as restrições e pôr fim aos confinamentos, apesar dos números diários de infeções e mortes se manterem elevados.
No entanto, a disponibilidade de vacinas é escassa, principalmente, desde que foi alargada a vacinação a todas os adultos no país. Alguns centros de vacinação já fecharam mesmo devido à falta de vacinas, o que levou o Supremo Tribunal a criticar a falta de planeamento das autoridades de saúde no processo de vacinação nacional.
Embora o Governo tenha istribuído vacinas gratuitamente aos idosos e aos profissionais de saúde, deixou a cargo de governos estaduais e hospitais particulares a administração de doses a pessoas entre os 18 e os 45 anos, sendo estas pagas.
"A política do Governo Central de realizar a vacinação gratuita dos grupos nas duas primeiras fases e substitui-la pela vacinação paga é, prima facie, arbitrária e irracional", acusou o Supremo Tribunal, na quarta-feira.
O Governo Federal da Índia, liderado pelo primeiro-ministro Narendra Modi, foi anteriormente criticado por não fazer grandes encomendas com antecedência. Agora Modi está a tentar aumentar a quantidade de doses disponívies, enquanto os números de infeções começam a diminuir, na esperança de preparar o país para uma terceira vaga da pandemia para a qual os especialistas têm alertado.
Ainda esta semana, o Governo afirmou que iria inocular até dez milhões de doses por dia nos meses de julho e agosto, bem acima das menos de três milhões diárias atuais.
A pressão para acelerar as vacinações aumenta também numa altura em que vários Estados se preparam para aliviar as restrições e pôr fim aos confinamentos, apesar dos números diários de infeções e mortes se manterem elevados.
Esta sexta-feira as autoridades de saúde indianas indicaram que se registaram mais 2.713 mortes por Covid-19 e 132.364 casos da doença em últimas 24 horas.