Covid-19 na Alemanha. Aumento massivo de casos entre não vacinados

As pessoas não vacinadas estão a contribuir para o aumento em massa de novas infeções por Covid-19. A alerta é feito pelo ministro da Saúde alemão Jens Spahn, que pede um endurecimento de medidas para conter os novos surtos.

RTP /
Jens Spahn, ministro da Saúde alemão Markus Schreiber - Reuters

"Neste momento, estamos a enfrentar essencialmente uma pandemia entre os não vacinados e é massiva", disse Jens Spahn, advertindo para a pressão nos serviços de cuidados intensivos onde as camas começam a faltar.

O ministro da Saúde alemão apelou aos Estados federados germânicos para reverem as regras e torná-las mais rígidas para os não vacinados, em caso do surgimento de surtos.

O endurecimento das medidas poderão impedir a entrada em determinados locais públicos de pessoas não vacinadas ou exigir a realização de um teste à Covid-19.
Dois terços dos alemães vacinados contra a Covid-19A taxa de vacinação na Alemanha atingiu a marca de dois terços, de acordo com dados do Instituto Robert Koch.

66,8 por cento da população já foi totalmente vacinada contra o vírus mas ainda existem diferenças regionais consideráveis.

78,1 por cento das pessoas em Bremen têm proteção completa de vacinação, enquanto que o número na Saxônia é de 56,6 por cento.

41,2% dos jovens de 12 a 17 anos em todo o país já foram vacinados. Nenhuma vacina foi ainda aprovada para crianças mais novas.

Alguns Estados, como na Saxónia (leste) ou em Baden-Württemberg (sudoeste), estão prontos para avançar com medidas mais restritivas.

"Não se trata de assédio" contra os não vacinados, mas sim "evitar a saturação do sistema de saúde", sublinhou o ministro da saúde alemão.

A aceleração do reforço da vacinação, atualmente recomendada para maiores de 70 anos, seis meses após as tomas anteriores é também uma das prioridades defendida por Spahn.
Quarta onda"A quarta onda da pandemia infelizmente está a desenvolver-se como temíamos, porque o número de vacinados não é suficiente", acrescentou o presidente do instituto de vigilância sanitária alemão, Lothar Wieler.

O presidente do Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade responsável pela prevenção e controlo de doenças na Alemanha, lamentou ainda que as regras de acesso a locais públicos, como restaurantes ou teatros, nem sempre tenham sido suficientemente aplicadas.

A chanceler alemã cessante, Angela Merkel diz-se "muito entristecida" pelo facto de "dois a três milhões de alemães com mais de 60 anos ainda não estarem vacinados".

A incidência nacional nos últimos dias é 145,1, significativamente maior do que há um ano.

O Instituto Robert Koch registou mais de 20.000 novos casos em 24 horas e 194 mortes.
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