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Covid-19. Protestos contra recolher nos Países Baixos terminam com 240 detidos
Pela segunda noite consecutiva, as cidades de Amesterdão e Eindhoven várias pessoas protestaram contra as novas medidas de confinamento para tentar travar a progressão do novo coronavírus nos Países Baixos. Os manifestantes saquearam lojas, provocaram vários incêndios. A polícia, que usou canhões de água para dispersar os protestos, deteve 240 pessoas.
As manifestações começaram depois de o Governo holandês ter anunciado novas medidas de confinamento, entre as quais o recolher obrigatório noturno pelo menos até 9 de fevereiro. Este recolher obrigatório é o primeiro no país desde a Segunda Guerra Mundial.
O governo de Mark Rutte, demissionário, propôs um recolher obrigatório entre as 20h30 e as 4h30 local, mas a proposta aprovada é de recolher obrigatório noturno, entre as 21h00 e 4h30. Os infratores enfrentam uma multa de 95 euros.
Na noite de sábado, as autoridades já tinham detido 25 pessoas em todo o país e multado 3.600 por violação do recolher obrigatório.
Os voos provenientes do Reino Undo, África do Sul e América do Sul estão proibidos para tentar travar a entrada das novas variantes no país.
Desde o início da pandemia, os Países Baixos já reportaram 944 mil casos de infeção pelo novo coronavírus e 13.464 óbitos.
Protestos também na Dinamarca
Uma manifestação contra as restrições impostas para conter a pandemia, organizada por um grupo radical, em Copenhaga, originou novos incidentes na noite de sábado e resultou em cinco detenções, relataram a polícia e os meios de comunicação locais.
Várias centenas de pessoas reuniram-se ao início da noite antes de marcharem com tochas pela capital dinamarquesa, gritando "liberdade para a Dinamarca, já chega", contra as medidas tomadas para evitar a propagação da Covid-19.
O governo de Mark Rutte, demissionário, propôs um recolher obrigatório entre as 20h30 e as 4h30 local, mas a proposta aprovada é de recolher obrigatório noturno, entre as 21h00 e 4h30. Os infratores enfrentam uma multa de 95 euros.
Na capital, Amesterdão, a polícia recorreu a canhões de água numa das principais praças da cidade para dispersar os manifestantes que participavam no protesto que não tinha sido autorizado pelas autoridades. Quase 200 pessoas foram detidas.
Foto. Eva Plevier - Reuters
Também na cidade de Eindhoven, as autoridades policiais usaram um canhão de água e gás lacrimogéneo para dispersar as centenas de manifestantes, que incluía apoiantes do grupo de extrema-direita e anti-imigração PEGIDA. Pelo menos 55 pessoas foram detidas nesta cidade no sul do país.
Foto. Rob Engelaar -EPA
O rádio holandesa NOS avança que na manhã desta segunda-feira ainda são visíveis os estragos provocados pelos distúrbios.
Foto. Rob Engelaar -EPA
O presidente da Câmara de Eindhoven afirma que os “estragos são enormes e sem precedentes”. “Essas pessoas estão completamente perturbadas. Isto foi violência excessiva”, afirmou John Jorritsma que está convencido que os manifestantes não vieram apenas de Eindhoven.
Centro de testes incendiado
Na vila de Urk, a 80 quilómetros da capital, um centro de testes de despiste ao SARS-CoV-2 foi incendiado na noite de sábado.
“O incêndio no centro de Urk vai além de todos os limites” afirmou o ministro da Saúde.
Foto. Jeroen Jumelet - EPA
Na noite de sábado, as autoridades já tinham detido 25 pessoas em todo o país e multado 3.600 por violação do recolher obrigatório.
O presidente do Conselho de Segurança Nacional, Hubert Bruls, compreende a frustração dos manifestantes mas recorda que “se cumprirmos agora, teremos a nossa liberdade mais cedo”.
Primeiro-ministro condena violência
O primeiro-ministro holandês já condenou os protestos das últimas noites no país e defendeu a atuação das autoridades policiais.
“É inadmissível. As pessoas normais só podem olhar para isto com repugnância. O que passou pela cabeça dessas pessoas?”, afirmou Mark Rutte.
O primeiro-ministro holandês já condenou os protestos das últimas noites no país e defendeu a atuação das autoridades policiais.
“É inadmissível. As pessoas normais só podem olhar para isto com repugnância. O que passou pela cabeça dessas pessoas?”, afirmou Mark Rutte.
"É violência criminosa e será tratado dessa forma, O que temos visto não tem nada a ver com luta pela liberdade. Não aplicamos todas estas medidas por mera diversão. Fazemo-lo porque estamos a lutar contra o vírus. E é o vírus que nos está a tirar a liberdade neste momento”.
Rutte recorda que 99 por cento da população cumpre as mediadas de confinamento impostas.
“A polícia agiu de forma adequada”, acrescentou.
Os bares e restaurantes em todo o país estão encerrados desde outubro. As escolas e o comércio não essencial estão fechados desde dezembro. “A polícia agiu de forma adequada”, acrescentou.
Os voos provenientes do Reino Undo, África do Sul e América do Sul estão proibidos para tentar travar a entrada das novas variantes no país.
Desde o início da pandemia, os Países Baixos já reportaram 944 mil casos de infeção pelo novo coronavírus e 13.464 óbitos.
Protestos também na Dinamarca
Uma manifestação contra as restrições impostas para conter a pandemia, organizada por um grupo radical, em Copenhaga, originou novos incidentes na noite de sábado e resultou em cinco detenções, relataram a polícia e os meios de comunicação locais.
No protesto foi ainda queimado um manequim com a imagem do rosto da primeira-ministra, Mette Frederiksen.
Foto. Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix - Reuters
Várias centenas de pessoas reuniram-se ao início da noite antes de marcharem com tochas pela capital dinamarquesa, gritando "liberdade para a Dinamarca, já chega", contra as medidas tomadas para evitar a propagação da Covid-19.
O grupo no Facebook chamado "Homens de Negro Dinamarca" organiza, há mais de um mês, manifestações contra a "coerção" e a "ditadura" do semiconfinamento no país.
Foto. Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix - Reuters
Apesar do tom radical dos manifestantes, a maior parte da marcha decorreu de forma pacífica, com um forte dispositivo policial. As tensões surgiram à medida que os manifestantes começaram a dispersar, quando foram arremessadas garrafas às forças de segurança.
C/ Agências