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Covid-19. União Europeia negoceia mais cinco alternativas de vacinas
A farmacêutica AstraZeneca suspendeu, esta semana, os testes da fase final, após um dos voluntários ter ficado doente. Trata-se de uma das vacinas que deverá chegar a Portugal, no âmbito de um procedimento conjunto da União Europeia. Mas a Comissão Europeia tem em carteira de negociações pelo menos mais cinco possíveis vacinas.
Sabe-se que a situação pandémica em que o mundo vive nos últimos meses só vai melhorar quando for descoberta uma vacina que proteja a população e previna o contágio em massa da Covid-19. E, considerando os esforços dos vários países e diversos laboratórios na corrida para o desenvolvimento de um tratamento seguro e eficaz, parece que os resultados pretendidos podem estar perto.
Há, neste momento, 179 protótipos de vacinas contra a Covid-19 em estudo, estando já 34 a ser testadas em humanos e oito na terceira fase dos ensaios clínicos (a última fase de estudo que visa demonstrar a segurança e eficácia da vacina experimental). A vacina que, em termos de resultados, estava mais avançada em todo o mundo era a do laboratório AstraZeneca.
A União Europeia tinha, aliás, apenas contrato assinado com a AstraZeneca, até há poucos dias. O acordo entrou em vigor a 27 de agosto, mas, entretanto, a biofarmacêutica suspendeu os testes da fase final da vacina que está a desenvolver, em parceria com a Universidade de Oxford, após uma suspeita de reação adversa séria num participante do estudo.
Há, neste momento, 179 protótipos de vacinas contra a Covid-19 em estudo, estando já 34 a ser testadas em humanos e oito na terceira fase dos ensaios clínicos (a última fase de estudo que visa demonstrar a segurança e eficácia da vacina experimental). A vacina que, em termos de resultados, estava mais avançada em todo o mundo era a do laboratório AstraZeneca.
A União Europeia tinha, aliás, apenas contrato assinado com a AstraZeneca, até há poucos dias. O acordo entrou em vigor a 27 de agosto, mas, entretanto, a biofarmacêutica suspendeu os testes da fase final da vacina que está a desenvolver, em parceria com a Universidade de Oxford, após uma suspeita de reação adversa séria num participante do estudo.
Mas a Comissão Europeia tem em vista mais alternativas de potenciais vacinas e está em fase avançada de negociações com, pelo menos, cinco laboratórios. Na quarta-feira, o executivo comunitário anunciou que concluiu as negociações com uma "sexta empresa" para adquirir uma vacina contra a Covid-19.
"A Comissão Europeia concluiu as negociações exploratórias com a BioNTech-Pfizer para adquirir uma potencial vacina contra Covid-19", anunciou em comunicado.
O contrato com a BioNTech-Pfizer "prevê a possibilidade de todos os Estados-Membros da UE adquirirem a vacina, assim como doar a países de rendimentos médios e baixos ou reencaminhar para países europeus".
Está previsto também, com este contrato, que a Comissão Europeia tenha "um quadro contratual em vigor para a compra inicial de 200 milhões de doses em nome de todos os Estados-Membros da UE, além de uma opção de compra de mais 100 milhões de doses, a serem fornecidas assim que a vacina for comprovada para ser seguro e eficaz contra a covid-19".
A BioNTech-Pfizer é a sexta empresa com a qual o execuntivo comunitário concluiu conversações, após a Sanofi-GSK a 31 de julho, Johnson & Johnson a 13 de agosto, CureVac a 18 de agosto e Moderna a 24 de agosto.
No total, os acordos preliminares da Comissão Europeia incluem a compra de 1.205 milhões de doses dessas seis vacinas experimentais contra covid-19: 300 milhões da candidata de Oxford e AstraZeneca, outros 300 milhões do protótipo da multinacional francesa Sanofi e da britânica GSK, 225 milhões do protótipo da empresa alemã de biotecnologia Curevac, 200 milhões da desenvolvida pela norte-americana Johnson & Johnson, os 200 milhões da BioNTech e Pfizer e mais 80 milhões de doses da norte-americana Moderna.
A Comissão Europeia está, portanto, "a celebrar acordos de compra antecipada com os produtores de vacinas, reservando ou dando aos Estados-membros o direito de comprar um determinado número de doses de vacina por um determinado preço, à medida que a vacina estiver disponível".
A União Europeia pretende, assim, "garantir que todas as pessoas que precisam de uma vacina a recebem, em qualquer parte do mundo e não apenas em casa".
A União Europeia pretende, assim, "garantir que todas as pessoas que precisam de uma vacina a recebem, em qualquer parte do mundo e não apenas em casa".