Mundo
Crimeia faz caminho de regresso à Rússia e agita águas do Mar Negro
O Kremlin prepara-se para dar um sinal de apoio à vontade manifesta no território da Crimeia, depois de os ucranianos da região se terem pronunciado em referendo este fim de semana a favor da anexação do território à Rússia. É mais um ingrediente que entra no caldeirão que está a mexer com as sensibilidades internacionais, com União Europeia e Estados Unidos a recusarem legitimidade ao processo de escolha da península da Ucrânia afeta a Moscovo. Bruxelas acenou já esta segunda-feira, no início da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, com um segundo pacote de sanções, que poderá visar figuras russas importantes nos negócios.
As autoridades da Crimeia já fizeram seguir para Moscovo o pedido de junção à Rússia: “[O Parlamento da Crimeia] remeteu à Federação Russa o pedido para que a República da Crimeia seja aceite como sua parte integrante com o estatuto de república”.
Mas o tabuleiro diplomático ultrapassa esse eixo direto entre o Kremlin e o Mar Negro. O braço-de-ferro acentua-se entre Moscovo e Bruxelas/Washington, com uma promessa do vice-presidente do Parlamento russo de que a câmara baixa votará amanhã uma declaração de apoio aos resultados do referendo, que se cifraram num claro 96,6% de apoio à separação da Ucrânia e pedido de anexação à Rússia.
Também para esta terça-feira está prevista uma intervenção do próprio Presidente Vladimir Putin na Duma. “O discurso do Presidente Putin está previsto para as 15 horas [locais; 11:00 GMT]”, avançou o vice-presidente Ivan Melnikov, citado pela agência Interfax.O vice-Presidente norte-americano, Joe Biden, viaja na próxima semana para a Polónia e a Lituânia, onde deverá apalpar terreno e discutir com os aliados na região a intervenção militar russa na península da Crimeia.
Para já, também a Crimeia quis deixar uma mensagem firme de que o processo de separação da Ucrânia está em andamento e é imparável.
O presidente do Parlamento fez saber que as unidades militares ucranianas estacionadas na península vão ser desmembradas: “As unidades vão ser dissolvidas. Esses [militares] que quiserem permanecer e viver aqui, poderão fazê-lo. Depois iremos examinar a questão daqueles que querem prestar juramento [às novas autoridades]”, explicou Volodymyr Konstantinov.
A resposta de Kiev assumiu a forma da convocatória de 40 mil reservistas através de um decreto presidencial que visa reforçar as hostes do exército, face a esse cenário cada vez mais real da secessão do seu território no Mar Negro.
A pressão internacional deverá igualmente fazer-se intensificar em relação à Rússia. Numa primeira fase, a União Europeia suspendeu a negociação para a isenção de vistos com a Rússia, decisão que antecipava a sanções de carácter económico contra Moscovo.
Esta segunda-feira está agendada uma reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros, onde os ministros dos Negócios Estrangeiros terão em cima da mesa o dossier da Crimeia e esse novo pacote de sanções dirigido a dezenas de cidadãos russos e ucranianos.
Mas o tabuleiro diplomático ultrapassa esse eixo direto entre o Kremlin e o Mar Negro. O braço-de-ferro acentua-se entre Moscovo e Bruxelas/Washington, com uma promessa do vice-presidente do Parlamento russo de que a câmara baixa votará amanhã uma declaração de apoio aos resultados do referendo, que se cifraram num claro 96,6% de apoio à separação da Ucrânia e pedido de anexação à Rússia.
Também para esta terça-feira está prevista uma intervenção do próprio Presidente Vladimir Putin na Duma. “O discurso do Presidente Putin está previsto para as 15 horas [locais; 11:00 GMT]”, avançou o vice-presidente Ivan Melnikov, citado pela agência Interfax.O vice-Presidente norte-americano, Joe Biden, viaja na próxima semana para a Polónia e a Lituânia, onde deverá apalpar terreno e discutir com os aliados na região a intervenção militar russa na península da Crimeia.
Para já, também a Crimeia quis deixar uma mensagem firme de que o processo de separação da Ucrânia está em andamento e é imparável.
O presidente do Parlamento fez saber que as unidades militares ucranianas estacionadas na península vão ser desmembradas: “As unidades vão ser dissolvidas. Esses [militares] que quiserem permanecer e viver aqui, poderão fazê-lo. Depois iremos examinar a questão daqueles que querem prestar juramento [às novas autoridades]”, explicou Volodymyr Konstantinov.
A resposta de Kiev assumiu a forma da convocatória de 40 mil reservistas através de um decreto presidencial que visa reforçar as hostes do exército, face a esse cenário cada vez mais real da secessão do seu território no Mar Negro.
A pressão internacional deverá igualmente fazer-se intensificar em relação à Rússia. Numa primeira fase, a União Europeia suspendeu a negociação para a isenção de vistos com a Rússia, decisão que antecipava a sanções de carácter económico contra Moscovo.
Esta segunda-feira está agendada uma reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros, onde os ministros dos Negócios Estrangeiros terão em cima da mesa o dossier da Crimeia e esse novo pacote de sanções dirigido a dezenas de cidadãos russos e ucranianos.