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Crise em Ceuta. Sánchez critica atitude "egoísta" de alguns países da UE
O primeiro-ministro espanhol solicita uma reunião de emergência dos ministros da Administração Interna dos 27 Estados-membros da UE.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, enviou, este sábado, uma carta às instituições europeias a reclamar da atitude "egoísta" de alguns países em relação à crise migratória em Ceuta e a convocar uma reunião dos ministros da Administração Interna dos 27 Estados-membros da UE.
"A reação dos governos europeus nas últimas horas tem sido bastante assimétrica. A maioria demonstrou o seu apoio e solidariedade, oferecendo a sua ajuda. Outros, contudo, optaram por atacar Espanha e a exigir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen", escreveu Sánchez na carta dirigida aos responsáveis das instituições europeias.
"Tal atitude — motivada por preconceitos, desinformação, ignorância ou interesses políticos — não só é contrária ao direito europeu, ao direito humanitário e aos princípios de solidariedade que nos unem, como contraria os interesses de longo prazo da Europa", acrescenta.
"No atual contexto internacional, a União Europeia não se pode dar ao luxo de adotar este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal", declara.
Por este motivo, Sánchez pediu à presidência irlandesa do Conselho da União Europeia que convoque, “com máxima urgência”, uma reunião por videoconferência com os ministros do Interior dos 27 Estados-membros.
A situação em Ceuta desencadeou uma crise diplomática na Europa, com a Itália e França a reforçarem, já este sábado, o controlo das suas fronteiras com Espanha.
Na quinta-feira, a Itália anunciou a intenção de suspender a Espanha do Espaço Schengen, medida que recebeu o apoio da Finlândia e da Dinamarca.
Espanha classificou a proposta como "demagógica" e o seu alcance como incerto, com os especialistas jurídicos a afirmarem que é impossível implementá-la dentro do atual quadro legal.
Da parte de Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro admitiu ter razões para reforçar as fronteiras terrestres e marítimas com Espanha, mas rejeitou suspender o espaço Schengen.
"A reação dos governos europeus nas últimas horas tem sido bastante assimétrica. A maioria demonstrou o seu apoio e solidariedade, oferecendo a sua ajuda. Outros, contudo, optaram por atacar Espanha e a exigir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen", escreveu Sánchez na carta dirigida aos responsáveis das instituições europeias.
"Tal atitude — motivada por preconceitos, desinformação, ignorância ou interesses políticos — não só é contrária ao direito europeu, ao direito humanitário e aos princípios de solidariedade que nos unem, como contraria os interesses de longo prazo da Europa", acrescenta.
"No atual contexto internacional, a União Europeia não se pode dar ao luxo de adotar este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal", declara.
Por este motivo, Sánchez pediu à presidência irlandesa do Conselho da União Europeia que convoque, “com máxima urgência”, uma reunião por videoconferência com os ministros do Interior dos 27 Estados-membros.
“Esta reunião deverá permitir-nos estabelecer uma resposta comum a situações deste género e reafirmar que a segurança das nossas fronteiras externas é uma responsabilidade partilhada por todos os Estados-Membros, e não apenas pelos que se encontram na linha da frente da União”, argumenta Sánchez.
Sánchez garante que, em menos de 48 horas, as autoridades espanholas recuperaram o controlo da fronteira, prestaram assistência humanitária e repatriaram a maioria dos cerca de 50 mil migrantes que entraram irregularmente em Ceuta, numa operação coordenada com Marrocos.
22 países da UE exigem "resposta imediata e coordenada"
Vinte e dois líderes da União Europeia, incluindo o primeiro-ministro italiano e a chanceler alemã, apelaram igualmente a uma "videoconferência de emergência" dos ministros da Administração Interna europeus para avaliar e responder à crise em Ceuta.
Vinte e dois líderes da União Europeia, incluindo o primeiro-ministro italiano e a chanceler alemã, apelaram igualmente a uma "videoconferência de emergência" dos ministros da Administração Interna europeus para avaliar e responder à crise em Ceuta.
"Não podemos permitir que travessias massivas e descontroladas, a exploração da migração ou outras ameaças híbridas criem a impressão de que é possível entrar ilegalmente na União Europeia e que essa entrada ilegal possa ser transformada em residência legal", afirmaram os 22 signatários de uma carta aberta.
"Os acontecimentos dos últimos dias exigem uma resposta europeia imediata e coordenada", referem na carta dirigida à presidência irlandesa da UE, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A União Europeia reúne este sábado de emergência para analisar a crise migratória em Ceuta."Os acontecimentos dos últimos dias exigem uma resposta europeia imediata e coordenada", referem na carta dirigida à presidência irlandesa da UE, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A situação em Ceuta desencadeou uma crise diplomática na Europa, com a Itália e França a reforçarem, já este sábado, o controlo das suas fronteiras com Espanha.
Na quinta-feira, a Itália anunciou a intenção de suspender a Espanha do Espaço Schengen, medida que recebeu o apoio da Finlândia e da Dinamarca.
Espanha classificou a proposta como "demagógica" e o seu alcance como incerto, com os especialistas jurídicos a afirmarem que é impossível implementá-la dentro do atual quadro legal.
Da parte de Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro admitiu ter razões para reforçar as fronteiras terrestres e marítimas com Espanha, mas rejeitou suspender o espaço Schengen.