Cuba e Panamá restabelecem relações diplomáticas
Cuba e o Panamá restabeleceram hoje relações diplomáticas, rompidas no ano passado, na sequência do indulto concedido ao activista anti-castrista Posada Carriles.
O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Felipe Perez Roque, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Panamá, Ricardo Durán, procederam, perante a imprensa, à troca de documentos consagrando a normalização das relações entre os dois países, na presença dos presidentes cubano, Fidel Castro, e panamiano, Martín Torrijos.
Os dois países romperam relações diplomáticas a 26 de Agosto de 2004, um dia depois de a antecessora de Torrijos, Mireya Moscoso, ter indultado Luis Posada Carriles, Guillermo Novo, Pedro Remón e Gaspar Jiménez.
Cuba acusa os quatro anti-castristas de terem planeado um atentado com explosivos contra o presidente Fidel Castro durante a X Cimeira Ibero-americana, realizada no Panamá em Novembro de 2000, bem como de outros actos de terrorismo.
Posada Carriles, actualmente encarcerado nos Estados Unidos, em El Paso, no Texas, é ainda acusado de ser o cérebro do atentado contra um avião civil cubano em 1973, que fez 173 mortos.
Depois de assumir o poder, a 1 de Setembro de 2004, o governo de Torrijos iniciou uma aproximação a Havana para a normalização das relações diplomáticas que resultou, em Dezembro passado, no seu restabelecimento a nível consular.
Torrijos efectua a sua primeira viagem a Cuba desde que assumiu a presidência, tendo chegado hoje à tarde a Havana, como um dos dignitários convidados a assistir à primeira graduação de 1.610 médicos da Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), entre os quais se contam 40 jovens panamianos.