Custos do atentado de 11 de Março de 2004 em Madrid

Os terroristas gastaram mais de 51.000 dólares (40.000 euros) para perpetrar os atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid, revela um relatório policial entregue ao juiz encarregado do caso, Juan del Olmo.

Agência LUSA /

A estação de rádio Cadena Ser informou que esta verba serviu para comprar os explosivos, alugar casas e comprar os telemóveis utilizados para fazer detonar as bombas em quatro comboios.

A emissora acrescenta que a Polícia estima que os terroristas dispunham de outros 66.500 dólares em dinheiro (52.295 euros) para manter operacional o comando.

Este dinheiro foi apreendido pela Polícia no andar da localidade madrilena de Leganes em que se suicidaram sete terroristas em Abril de 2004, assim como em várias buscas domiciliárias.

Segundo peritos policiais, o custo dos atentados foi "escasso" para os terroristas, que dispunham também de algumas reservas de dinheiro convertido em drogas.

Em concreto, tinham 1,9 milhões de dólares (1,5 milhões de euros) em haxixe e outro tanto em pastilhas de ectasy que se encontraram na casa de um dos suspeitos.

Segundo a informação disponibilizada na página web da Cadena Ser, a Polícia explica ao juiz no relatório, entregue em Abril passado, que não se contabilizam os gastos feitos para a compra das armas encontradas no andar de Leganes, nem o que se gastou com a aquisição de passaportes falsos.

Nos atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid, que se atribuiu ao terrorismo islâmico, morreram 192 pessoas e mais de 1.500 ficaram feridas.

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