Davos. UE vai apoiar Ucrânia "o tempo que for necessário", garante Von der Leyen

A Europa continuará a apoiar a Ucrânia "o tempo que for necessário" para a proteger da Rússia, prometeu esta terça-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante um discurso no Fórum Económico Mundial em Davos.

RTP /
A perspetiva de uma recessão global iminente como consequência da guerra na Ucrânia foi abordada em Davos. Arnd Wiegmann - Reuters

"O nosso apoio inabalável à Ucrânia nunca diminuirá. Seja a ajudar a restaurar o abastecimento de eletricidade, aquecimento e água, seja a preparar esforços de reconstrução de longo prazo", declarou.

A perspetiva de uma recessão global iminente como consequência da guerra na Ucrânia foi abordada em Davos na segunda-feira, enquanto os participantes reunidos para a abertura da reunião anual do Fórum Económico Mundial contabilizavam o custo provável para as suas economias e negócios.

Dois terços dos economistas dos setores público e privado agora entrevistados em Davos disseram esperar uma recessão global este ano, com cerca de 18% a considerá-la "extremamente provável" - mais do dobro da sondagem anterior, realizada em setembro de 2022.

Discursando na 53.ª reunião anual do Fórum Económico Mundial, Ursula von der Leyen dedicou grande parte da sua intervenção à "transição verde" rumo a uma economia neutra em carbono.

Fazendo um balanço dos esforços que as grandes economias mundiais estão a fazer a nível de investimento em tecnologias limpas, von der Leyen assumiu a preocupação da Europa com o plano de subvenções norte-americano, no montante de 369 mil milhões de dólares.

A dirigente alemã fez também várias referências às práticas da China, defendendo que, "quando o comércio não é justo", as respostas da UE "devem ser mais fortes".

"A China fez da promoção do fabrico e inovação de tecnologias limpas uma prioridade chave no seu plano quinquenal. Lidera a produção global em setores como os veículos elétricos e os painéis solares, que são fundamentais para a transição. Mas a corrida à neutralidade de carbono deve ser baseada em condições de igualdade", disse, acrescentando que esse não é o caso.

c/ agências
PUB