Defesa da Colômbia anuncia milhares de capturas e mortes em um mês de De la Espriella

Defesa da Colômbia anuncia milhares de capturas e mortes em um mês de De la Espriella

O Ministério da Defesa da Colômbia anunciou ter capturado 14.914 pessoas e matado ou detido, pelo menos, 23 líderes de grupos armados no primeiro mês da Presidência de Abelardo de la Espriella.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Jaime Saldarriaga - Reuters

"As forças de segurança responderam com uma operação que resultou em: 14.914 detenções, 23 líderes neutralizados, 1.485 armas de fogo apreendidas, 1.320 hectares de culturas ilícitas erradicadas e 49,3 toneladas de estupefacientes apreendidas", indicou o Ministério da Defesa, na segunda-feira, num comunicado em que apresentou um balanço das operações realizadas pelas Forças Armadas desde que De la Espriella tomou posse.

No balanço, destacam-se bombardeamentos realizados pelas forças armadas nas últimas semanas contra a guerrilha do Exército de Libertação Nacional na região de Catatumbo (nordeste), assim como operações aéreas realizadas na selva do Guaviare contra fações das dissidências de Alexander Díaz Mendoza, conhecido por Calarcá, e de Néstor Gregorio Vera, conhecido por Iván Mordisco, o homem mais procurado do país.

"O poder aéreo de uma nação existe para ser utilizado. O Governo nacional está ciente da vantagem militar que as operações de alta precisão proporcionam no âmbito do conflito e da luta contra a criminalidade", sublinhou o Ministério da Defesa.

As operações aéreas causaram a morte de cerca de 30 pessoas, entre as quais pelo menos quatro menores, de acordo com os relatórios do Instituto de Medicina Legal, entidade responsável pela análise forense dos corpos.

Além disso, entidades como a Provedoria do Povo têm questionado o novo Governo pela forma como o Presidente tem vindo a comunicar os resultados operacionais, entre os quais uma operação na selva do Guaviare em que morreram 24 dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, e cujo balanço De la Espriella fez com base nos cadáveres encontrados no local.

A Provedoria assegurou que não ignora nem questiona a legitimidade das operações militares, mas sim a forma como o "Estado exerce o poder e comunica os seus resultados", sublinhando que "mesmo na guerra, existem limites" e os mortos devem ser "respeitados e tratados com dignidade".

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