Política
Demissão de secretário-geral do MAI. IL e Chega querem ouvir ministro na AR
"Esta atuação de Luís Neves mostra que se alguém se lhe mete na frente e exige transparência ou afasta ou tenta condicionar", afirmou André Ventura.
A saída de Ricardo Carrilho do cargo de secretário-geral do Ministério da Administração Interna é tornada pública no mesmo dia em que órgãos de comunicação social noticiam divergências entre Ricardo Carrilho e Luís Neves sobre o SIRESP, a rede de comunicação de emergências do Estado português.
A tutela justifica a cessação de funções com o facto de estar em curso uma “reorganização da Secretaria-Geral, com a preparação de uma nova estrutura orgânica”, mas a Iniciativa Liberal questiona a “coincidência temporal” e quer chamar com urgência ao Parlamento o ministro Luís Neves e o agora antigo secretário-geral do MAI.
Também o grupo parlamentar do Chega informou que pediu a audição urgente no Parlamento do ministro da Administração Interna, para prestar esclarecimentos "sobre as circunstâncias da saída de Ricardo Carrilho e as divergências noticiadas relativamente à gestão e fiscalização do SIRESP".
No requerimento, o partido liderado por André Ventura diz que este "novo episódio levanta sérias dúvidas sobre o que se passa" no ministério. O Chega entende que está em causa um "conflito que, segundo as notícias divulgadas, envolve o controlo e fiscalização de um sistema essencial à segurança dos portugueses" e defende que a explicação apresentada para a exoneração "é insuficiente" e que o afastamento do secretário-geral "não pode ficar esclarecido através de um comunicado". O líder do Chega acusou hoje o ministro da Administração Interna de afastar toda a gente que "exija transparência" e questionou o primeiro-ministro "até quando vai permitir que estas atitudes de Luís Neves continuem de forma arrogante". "Esta atuação de Luís Neves mostra como sempre que alguém se lhe mete na frente e exige transparência, ou exige verdade, ou afasta, ou intimida, ou tenta condicionar", afirmou André Ventura, à margem de uma concentração de agricultores em frente à Assembleia da República.
O Bloco de Esquerda quer igualmente ouvir o MAI no Parlamento sobre a demissão do secretário-geral. Ouvido pela rádio pública, o deputado único Fabian Figueiredo fala em "trapalhadas" relacionadas com o SIRESP.
"O ministro tem muitas explicações para dar. É já a segunda demissão no ministério por causa da trapalhada do SIRESP", afirma o dirigente bloquista. "O comunicado do ministro não é minimamente esclarecedor. Por isso, sim. Queremos ouvir o senhor ministro da Administração Interna e o senhor secretario-geral demissionário", sublinha.
“Face às notícias vindas a público, o que está em causa é muito mais do que essa reorganização”, sublinha em declarações à RTP Antena 1 o deputado liberal Rui Rocha, defendendo que são precisos esclarecimentos.
“Parece-nos que o que se passou não foi propriamente uma reorganização, mas é um diferendo dentro do próprio ministério da Administração Interna e da Secretaria-Geral do MAI quanto à relação que existe a propósito do SIRESP”.
Rui Rocha recorda que não é a primeira que vêm a público alegadas “divergências dentro do próprio MAI” sobre a rede SIRESP e fala em “mais um episódio” que exige respostas.
“Não podemos ter o dinheiro dos portugueses em matéria tão sensível a ser gerido sem que o Parlamento tome notícia e tome conhecimento do que está em causa”, sublinha o liberal, que diz querer saber se “o interesse do país e dos portugueses está a ser devidamente acautelado nesta matéria”.
No requerimento dirigido à presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, os liberais pedem a “realização com carácter de urgência” das audições a Ricardo Carrilho e Luís Neves. Entendem que “a coincidência temporal, a natureza dos alertas reportados e o interesse público inerente à segurança das comunicações de emergência tornam indispensável esclarecer os motivos da decisão e a atuação da tutela”.
Chega com "sérias dúvidas", BE fala de "trapalhadas"
Também o grupo parlamentar do Chega informou que pediu a audição urgente no Parlamento do ministro da Administração Interna, para prestar esclarecimentos "sobre as circunstâncias da saída de Ricardo Carrilho e as divergências noticiadas relativamente à gestão e fiscalização do SIRESP".
No requerimento, o partido liderado por André Ventura diz que este "novo episódio levanta sérias dúvidas sobre o que se passa" no ministério. O Chega entende que está em causa um "conflito que, segundo as notícias divulgadas, envolve o controlo e fiscalização de um sistema essencial à segurança dos portugueses" e defende que a explicação apresentada para a exoneração "é insuficiente" e que o afastamento do secretário-geral "não pode ficar esclarecido através de um comunicado". O líder do Chega acusou hoje o ministro da Administração Interna de afastar toda a gente que "exija transparência" e questionou o primeiro-ministro "até quando vai permitir que estas atitudes de Luís Neves continuem de forma arrogante". "Esta atuação de Luís Neves mostra como sempre que alguém se lhe mete na frente e exige transparência, ou exige verdade, ou afasta, ou intimida, ou tenta condicionar", afirmou André Ventura, à margem de uma concentração de agricultores em frente à Assembleia da República.
O Bloco de Esquerda quer igualmente ouvir o MAI no Parlamento sobre a demissão do secretário-geral. Ouvido pela rádio pública, o deputado único Fabian Figueiredo fala em "trapalhadas" relacionadas com o SIRESP.
"O ministro tem muitas explicações para dar. É já a segunda demissão no ministério por causa da trapalhada do SIRESP", afirma o dirigente bloquista. "O comunicado do ministro não é minimamente esclarecedor. Por isso, sim. Queremos ouvir o senhor ministro da Administração Interna e o senhor secretario-geral demissionário", sublinha.