Democratas acusam justiça de ocultar dados que ligam Trump a alegados abusos de menores

Democratas acusam justiça de ocultar dados que ligam Trump a alegados abusos de menores

Democratas da câmara baixa do Congresso dos EUA acusaram hoje o Departamento de Justiça de ocultar ficheiros relacionados com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, que ligam o Presidente Donald Trump ao alegado abuso sexual de uma menor.

Lusa /

"Parece que os ficheiros do Departamento de Justiça que incluem alegações muito graves contra o presidente dos Estados Unidos feitas por uma sobrevivente estão desaparecidos", referiu o congressista da Califórnia, Robert Garcia, num vídeo publicado nas redes sociais.

Especificamente, Garcia mostrou no vídeo um documento que lista uma série de entrevistas e documentos do FBI (polícia federal) com alegadas conversas com uma mulher que acusou Trump de abuso sexual há décadas, quando ainda era menor de idade.

Os democratas da comissão de supervisão da Câmara dos Representantes (câmara baixa) acusaram o Departamento de Justiça de "reter ilegalmente" estes documentos e anunciaram, em comunicado, que vão iniciar uma investigação paralela para determinar o paradeiro dos ficheiros não divulgados.

"Encobrir provas diretas de uma possível agressão por parte do Presidente dos Estados Unidos é o crime mais grave possível nesta conspiração da Casa Branca", sublinhou García, instando o Departamento a divulgar todos os ficheiros ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação, recentemente aprovada pelo Congresso.

Um documento do FBI, divulgado como parte dos arquivos de Jeffrey Epstein e datado de outubro de 2020, relata o testemunho não verificado de um motorista de limusina que levou Trump para o Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth em 1995.

O motorista disse ao FBI que, durante a viagem, o magnata norte-americano fez declarações "muito perturbadoras" ao telefone, nas quais mencionava Epstein e fazia referência a "abusar de alguma rapariga".

O homem indicou que chegou a ponderar parar a limusina e puxar o agora presidente para fora para o confrontar devido à gravidade das suas palavras.

De acordo com os registos, o motorista contou a uma mulher que conhecia o que ocorreu com Trump e esta admitiu que "Donald J. Trump a violou juntamente com Jeffrey Epstein" num hotel de luxo, depois de ter sido levada para lá por outra mulher.

O Departamento de Justiça afirmou que alguns dos documentos relacionados com Epstein continham "acusações falsas e sensacionalistas" contra o Presidente Trump, aludindo ao facto de as alegações terem sido registadas no FBI pouco antes das eleições de 2020.

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