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Deputado húngaro anti-semita adere ao sionismo e emigra para Israel
O deputado Csanad Szegedi, do partido de extrema-direita Jobbik, começou por ser ferozmente judeofóbico. Agora mudou de ideias e decidiu ir viver para Israel.
Szegedi, depois de ter lançado ao longo da sua carreira política violentas diatribes contra os judeus, descobriu que ele próprio era judeu, segundo os critérios correntes na extrema-direita a que pertencia. Demitiu-se então, pediu a nacionalidade israelita e anunciou no passado fim de semana em Budapeste, no decuros de uma conferência da Organização Sionista Mundial, a intenção de emigrar para Israel.
Numa entrevista ao diário israelita Jerusalem Post, o ex-deputado, de 34 anos, realça a mais-valia que o seu conhecimento do anti-semitismo por dentro pode trazer ao combate internacional contra o mesmo.
Com efeito, antes de descobrir o que chama as suas raízes judaicas, Szegedi distinguia-se por ser um dos mais violentos agitadores do seu partido, tendo participado na fundação da "Guarda Húngara", uma milícia que usa uniformes negros para imitar a milícia do partido nazi húngaro dos anos 1940 "Flechas Cruzadas", que colaborava estreitamente com a Alemanha nazi.
Szegedi subiu na hierarquia do partido Jobbik, foi seu vice-presidente até 2012 e representou-o no Parlamento Europeu. Em Junho de 2012, no entanto, descobriu que os seus avós maternos eram judeus: a avó sobrevivera ao internamento em Auschwitz e o avô estivera em campos de trabalho forçado.
Szegedi converteu-se então num judeu praticante, afastou-se do Jobbik e, reciprocamente, foi denunciado pelo partido, que explicou o seu afastamento, não por ser judeu, mas pelo envolvimento que teria num alegado caso de corrupção.
Numa entrevista ao diário israelita Jerusalem Post, o ex-deputado, de 34 anos, realça a mais-valia que o seu conhecimento do anti-semitismo por dentro pode trazer ao combate internacional contra o mesmo.
Com efeito, antes de descobrir o que chama as suas raízes judaicas, Szegedi distinguia-se por ser um dos mais violentos agitadores do seu partido, tendo participado na fundação da "Guarda Húngara", uma milícia que usa uniformes negros para imitar a milícia do partido nazi húngaro dos anos 1940 "Flechas Cruzadas", que colaborava estreitamente com a Alemanha nazi.
Szegedi subiu na hierarquia do partido Jobbik, foi seu vice-presidente até 2012 e representou-o no Parlamento Europeu. Em Junho de 2012, no entanto, descobriu que os seus avós maternos eram judeus: a avó sobrevivera ao internamento em Auschwitz e o avô estivera em campos de trabalho forçado.
Szegedi converteu-se então num judeu praticante, afastou-se do Jobbik e, reciprocamente, foi denunciado pelo partido, que explicou o seu afastamento, não por ser judeu, mas pelo envolvimento que teria num alegado caso de corrupção.