Deputados italianos afirmam que o seu salário é dos mais baixos entre a classe política

Os deputados italianos consideram que os seus salários estão no "escalão baixo" das retribuições dos dirigentes do país, pois de um salário de "quase 14.500 euros líquidos" só ficam disponíveis "entre cinco mil a seis mil euros mensais".

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Disso mesmo se queixou o deputado da coligação governamental "Olivo" Gabriele Albonetti, num debate sobre os gastos da Câmara dos Deputados, em que defendeu o trabalho realizado e rejeitou as críticas feitas nas últimas semanas pelo excessivo custo da política.

O debate suscitou grande atenção, por se ter realizado três dias depois de o Governo ter aprovado um projecto de lei contra o esbanjamento na política.

As únicas prerrogativas para os deputados, segundo Albonetti, são os transportes de comboio e avião dentro do território nacional, assim como as senhas para as portagens nas estradas italianas, "mas não para a gasolina", esclareceu, em resposta às críticas.

As pensões vitalícias para os ex-deputados também foram destacadas por Albonetti como "gastos obrigatórios" da Câmara de deputados que, com uma reforma "significativa" já decidida, implicará uma poupança de entre 30 a 40 milhões de euros".

Revelou ainda que haverá já alguns cortes em 2008, como as viagens de estudo, que significam uma poupança de dois milhões de euros.

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