Mundo
Desastre de aviação em Madrid fez mais de 150 mortos
Um avião da transportadora espanhola Spanair despenhou-se esta quarta-feira quando tentava descolar do aeroporto de Barajas, em Madrid. Pelo menos 153 pessoas morreram no acidente.
O aparelho da companhia Spanair, um MD82 (McDonnell Douglas), transportava 172 pessoas, incluindo dez elementos da tripulação, e deveria assegurar a ligação entre Madrid e Las Palmas, nas Canárias.
O voo AJK 5022 era partilhado com a Lufthansa. Sete dos passageiros tinham bilhetes da transportadora aérea alemã.
Pouco depois do acidente, que se deu cerca das 14h45, as autoridades decretaram o estado de emergência no aeroporto de Barajas. A infra-estrutura chegou a estar encerrada ao tráfego aéreo, mas foi mais tarde reaberta.
Testemunhas no local deram conta da ocorrência de um incêndio num motor do lado esquerdo do avião, o que terá frustrado a descolagem. O aparelho ainda levantou alguns metros, mas acabou por cair já fora da pista, partindo-se em dois. As chamas envolveram a fuselagem.

O último balanço avançado esta noite pela ministra espanhola das Infra-estruturas, Magdalena Alvarez, fixa em 153 o número de vítimas mortais em Barajas.
Dezanove pessoas ficaram feridas, de acordo com o balanço do Governo espanhol.
O responsável pelo dispositivo de socorro no aeroporto de Barajas, citado ao início da noite na edição on-line do diário El País, afiançava que os "únicos sobreviventes" são os feridos evacuados do local do desastre.
As duas caixas negras do aparelho já foram recuperadas.
Operações de socorro
As operações de socorro e de segurança em Barajas foram garantidas por 230 paramédicos, 45 ambulâncias, 170 polícias municipais e 70 efectivos dos bombeiros do Ayuntamento de Madrid.
Os feridos foram transportados para o Hospital de la Paz, que dispõe de uma unidade de queimados. Outros hospitais da capital espanhola, nomeadamente as unidades Marañon, Ramon Y Cajal, Doce de Octubre, Infanta Elena e Niño Jesús, reforçaram as suas equipas médicas para receber as vítimas do acidente aéreo.
Descolagem com uma hora de atraso
O avião fez-se à pista 6 de Barajas, a menos de um quilómetro do terminal 4, com uma hora de atraso, ao que tudo indica devido a problemas técnicos.
Ver mapa maior
A manobra de descolagem terminou abruptamente com o avião a despenhar-se para lá da pista 6.
O combate às chamas que envolveram o aparelho da Spanair foi travado com recurso a 11 veículos dos bombeiros, apoiados por helicópteros.
O incêndio foi dado como extinto poucos minutos depois das 17h00.
"O avião está todo partido e cheio de corpos", relatava durante a tarde um trabalhador da AENA (Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea), em declarações ao jornal espanhol El País.
A direcção da transportadora Spanair activou um protocolo de emergência.
Os familiares dos passageiros do voo AJK 5022 foram recebidos por equipas de apoio psicológico numa sala disponibilizada para o efeito no aeroporto de Barajas.
Direcção da Spanair evita "especular"
Em conferência de imprensa, o director comercial da companhia Spanair foi sucinto nas primeiras explicações sobre o acidente.
A Spanair, disse Sergio Allar, "não pode especular" sobre as causas do desastre.
A transportadora sublinha que a investigação "é uma responsabilidade da aviação civil" e promete facultar "as informações disponíveis".
Zapatero desloca-se a Barajas
O primeiro-ministro espanhol interrompeu as suas férias em Doñana, Huelva, e deslocou-se para Madrid.
José Luis Rodríguez Zapatero esteve em contacto permanente com os ministros do Trabalho, do Fomento e do Interior, os primeiros membros do Executivo a deslocarem-se para o aeroporto de Barajas.
Também o líder da Oposição, Mariano Rajoy, decidiu interromper as férias e dirigir-se para o local do acidente.
Em Barajas foi constituído um gabinete de crise formado por elementos do Ministério do Fomento, do Ayuntamento e da Comunidade de Madrid, da Presidência do Governo e da Protecção Civil.
Os corpos das vítimas estão a ser transportados para um pavilhão do aeroporto.
O voo AJK 5022 era partilhado com a Lufthansa. Sete dos passageiros tinham bilhetes da transportadora aérea alemã.
Pouco depois do acidente, que se deu cerca das 14h45, as autoridades decretaram o estado de emergência no aeroporto de Barajas. A infra-estrutura chegou a estar encerrada ao tráfego aéreo, mas foi mais tarde reaberta.
Testemunhas no local deram conta da ocorrência de um incêndio num motor do lado esquerdo do avião, o que terá frustrado a descolagem. O aparelho ainda levantou alguns metros, mas acabou por cair já fora da pista, partindo-se em dois. As chamas envolveram a fuselagem.

O último balanço avançado esta noite pela ministra espanhola das Infra-estruturas, Magdalena Alvarez, fixa em 153 o número de vítimas mortais em Barajas.
Dezanove pessoas ficaram feridas, de acordo com o balanço do Governo espanhol.
O responsável pelo dispositivo de socorro no aeroporto de Barajas, citado ao início da noite na edição on-line do diário El País, afiançava que os "únicos sobreviventes" são os feridos evacuados do local do desastre.
As duas caixas negras do aparelho já foram recuperadas.
Operações de socorro
As operações de socorro e de segurança em Barajas foram garantidas por 230 paramédicos, 45 ambulâncias, 170 polícias municipais e 70 efectivos dos bombeiros do Ayuntamento de Madrid.
Os feridos foram transportados para o Hospital de la Paz, que dispõe de uma unidade de queimados. Outros hospitais da capital espanhola, nomeadamente as unidades Marañon, Ramon Y Cajal, Doce de Octubre, Infanta Elena e Niño Jesús, reforçaram as suas equipas médicas para receber as vítimas do acidente aéreo.
Descolagem com uma hora de atraso
O avião fez-se à pista 6 de Barajas, a menos de um quilómetro do terminal 4, com uma hora de atraso, ao que tudo indica devido a problemas técnicos.
Ver mapa maior
A manobra de descolagem terminou abruptamente com o avião a despenhar-se para lá da pista 6.
O combate às chamas que envolveram o aparelho da Spanair foi travado com recurso a 11 veículos dos bombeiros, apoiados por helicópteros.
O incêndio foi dado como extinto poucos minutos depois das 17h00.
"O avião está todo partido e cheio de corpos", relatava durante a tarde um trabalhador da AENA (Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea), em declarações ao jornal espanhol El País.
A direcção da transportadora Spanair activou um protocolo de emergência.
Os familiares dos passageiros do voo AJK 5022 foram recebidos por equipas de apoio psicológico numa sala disponibilizada para o efeito no aeroporto de Barajas.
Direcção da Spanair evita "especular"
Em conferência de imprensa, o director comercial da companhia Spanair foi sucinto nas primeiras explicações sobre o acidente.
A Spanair, disse Sergio Allar, "não pode especular" sobre as causas do desastre.
A transportadora sublinha que a investigação "é uma responsabilidade da aviação civil" e promete facultar "as informações disponíveis".
Zapatero desloca-se a Barajas
O primeiro-ministro espanhol interrompeu as suas férias em Doñana, Huelva, e deslocou-se para Madrid.
José Luis Rodríguez Zapatero esteve em contacto permanente com os ministros do Trabalho, do Fomento e do Interior, os primeiros membros do Executivo a deslocarem-se para o aeroporto de Barajas.
Também o líder da Oposição, Mariano Rajoy, decidiu interromper as férias e dirigir-se para o local do acidente.
Em Barajas foi constituído um gabinete de crise formado por elementos do Ministério do Fomento, do Ayuntamento e da Comunidade de Madrid, da Presidência do Governo e da Protecção Civil.
Os corpos das vítimas estão a ser transportados para um pavilhão do aeroporto.