Deserções no Exército dos EUA crescem todos os anos

As deserções no Exército dos Estados Unidos aumentaram consideravelmente desde o começo da guerra no Iraque, em 2003, revela um relatório do Departamento de Defesa difundido na sexta-feira pela CBS.

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Após seis anos de conflito armado no Afeganistão e no Iraque, o número de soldados que abandonaram as fileiras é o mais alto desde 1980, indica o relatório.

No ano fiscal de 2007, que terminou a 30 de Setembro, desertaram 4.698 soldados, quase 2.500 mais do que no ano anterior.

Uma parte considerável dos desertores foge para o Canadá para ficar ao abrigo de sanções disciplinares e penais.

O Exército dos EUA define como deserção a ausência sem aviso de um militar durante mais de 30 dias.

Com mais de 100.000 efectivos no Iraque, o Exército dos EUA assegura grande parte do esforço militar naquele país e pertence-lhe o grosso das 3.863 baixas fatais entre soldados estrangeiros desde o início da ocupação.

Segundo os peritos, os números das deserções são inferiores aos registados durante a Guerra do Vietname, há mais de 30 anos. No entanto, nesse tempo, existia o serviço militar obrigatório, enquanto actualmente todos os militares são voluntários.

A Administração de Veteranos de Guerra revelou na semana passada que mais de 100.000 militares e ex-militares norte-americanos se encontram em tratamento por problemas de saúde, a maioria dos quais sofre de "stress" pós-traumático.

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