Deslizamento de lixeira na Guiné-Conacri faz mais de 30 mortos

Deslizamento de lixeira na Guiné-Conacri faz mais de 30 mortos

Aumenta a revolta entre a população da Guiné-Conacri após a tragédia do último domingo. O deslizamento de terras no maior aterro de resíduos da capital, Conacri, provocou 31 mortos e 22 pessoas ficaram feridas, de acordo com os dados oficiais do governo local.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: RTP

O primeiro estrondo ouviu-se pelas duas da manhã. Seguiu-se um segundo deslizamento consecutivo que arrastou pessoas e destruiu várias casas. Cerca de 350 civis tiveram de ser realojados.

A grande lixeira a céu aberto de Dar es Salam, na capital do país, não resistiu às chuvas intensas dos últimos dias, que acabaram por provocar o colapso. Morreram 31 pessoas e outras 22 ficaram feridas. 
 
Revoltados com a resposta do executivo, que consideram ter sido insuficiente, os sobreviventes têm relatado os momentos de pânico que viveram no último domingo.

À Agence France-Presse, o ativista Abou Hamza descreveu os esforços da população local para evitar a tragédia: “Convidámos os responsáveis dos serviços competentes, mas não levaram a situação a sério”.

Em comunicado, o Governo garante que “foram tomadas as medidas necessárias para assegurar cuidados médicos aos feridos e assistência aos afetados pela tragédia”.

As operações de busca pelos restantes desaparecidos prosseguem no local. “Foram mobilizados importantes meios humanos e materiais para procurar eventuais pessoas ainda soterradas, socorrer as vítimas e recuperar os corpos”, explicou.

O encerramento do aterro estava previsto para o mesmo dia em que ocorreu a derrocada, mas já voltou a ser anunciado, devido ao perigo que representa para a população.

Dias antes do incidente, os moradores receberam ordem de saída, mas, segundo as autoridades, muitos foram os que permaneceram no local até ao momento da tragédia.
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