Deslizamento de terras fez mais de 700 mortos
Na China as equipas de socorro travam uma corrida desesperada contra o tempo. Três dias depois dos gigantescos deslizamentos de terras que atingiram a cidade de Zhouqu no noroeste do país, o cálculo inicial de vítimas mais do que duplicou. Os números dão agora conta de mais de 700 mortos, mas o balanço poderá ser muito mais trágico, porque mais de mil pessoas continuam desaparecidas.
O homem de 52 anos seguiu de imediato para o hospital e o salvamento deu um novo alento aos esforços dos socorristas que ainda tentam encontrar pessoas vivas sob as toneladas de terra e pedras.
Soldados do exército chinês estão a trabalhar em equipas, por toda cidade, cavando com as suas próprias mãos nuas, em busca de sinais de vida.
Um dos locais da cidade onde se procuram sobreviventes é nos andares superiores de um prédio de apartamentos que foi esmagado pelos deslizamentos de terras.
Mais de 4500 soldados, bombeiros e pessoal médico foram enviados para a área, além de helicópteros e aviões. As autoridades enviaram tendas, comida e águia, mas há notícias de que alguns dos abastecimentos começam a escassear.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao visitou Zhouqu, para encorajar as equipas de socorro e confortar as populações afectadas.
Desastre ocorreu de madrugadaSegundo as autoridades, os deslizamentos de terras ocorreram na madrugada de Domingo depois de chuvas torrenciais terem atingido a área.
Os detritos transportados pelas cheias bloquearam o rio Bailong, que acabou por transbordar das margens, formando uma espécie de lago e lançando uma torrente pelas colinas abaixo.
A meio da noite uma das encostas adjacentes a Zhouqu cedeu e foi arrastada pela força das águas, lançando através da cidade uma enxurrada de lama que no seu percurso cobriu algumas das casas e destruiu outras.
Os locais por onde a enxurrada passou encontram-se agora cobertos por pedras e terras numa altura equivalente a um prédio de três ou quatro andares.
Nos últimos dias o exército chinês utilizou explosivos para romper o bloqueio do rio. Escavadoras estão a ser utilizadas para remover os detritos a fim de se proceder a uma drenagem controlada das águas da lagoa.
Como medida de precaução, foram retiradas milhares de pessoas das aldeias que ficam nas regiões por onde o rio passa, as quais poderão ser submersas, se a represa natural que se formou rebentar subitamente.
As cheias ocorrem numa altura em que a China se debate com as piores inundações em mais de uma década, que causaram até agora mais de um milhar de mortos e milhões de desalojados por todo o país.