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Destituição de Dilma Rousseff nas mãos do Senado brasileiro

Destituição de Dilma Rousseff nas mãos do Senado brasileiro

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou na última noite o pedido de afastamento de Dilma Rousseff da Presidência por 367 votos a favor e 137 contra. A sessão fica marcada por tensão e emoção.

Mário Aleixo - RTP /
Deputados celebram no final da votação Ueslei Marcelino - Reuters

Numa sessão em que eram necessários os votos de pelo menos 342 deputados para aprovar a abertura do impeachment de Dilma Rousseff, também houve sete abstenções e duas ausências.
Após a votação, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse que o Senado deve acelerar a apreciação da denúncia.


Agora o pedido de destituição segue para o Senado, onde também terá de ser aprovado por maioria simples.

Se tal acontecer, Dilma Rousseff será afastada do cargo e o seu vice-presidente, Michel Temer, assumirá a Presidência do Brasil.

A sessão de votação, que durou quase 10 horas, começou às 18h00 de domingo, em Lisboa, e ficou marcada, no início, por conflitos entre deputados e tensão em torno da mesa da presidência.

João Botas, Luís Moreira - RTP

A possibilidade de impugnação do mandato de Dilma Rousseff surgiu na sequência da revelação das chamadas "pedaladas fiscais", atos ilegais resultantes da autorização de adiantamentos de verbas de bancos para os cofres do Governo para melhorar o resultado das contas públicas.
Reações imediatas

O advogado-geral que representa o Governo brasileiro, José Eduardo Cardozo, mostra-se revoltado com a decisão dos deputados e fala de motivações políticas.

Ao mesmo tempo garante a persistência de Dilma Rousseff em não baixar os braços perante o que considera ser um autêntico golpe de Estado.

O ministro-chefe do gabinete da Presidente do Brasil, Jaques Wagner, disse que confia nos senadores para travarem o pedido de destituição de Dilma Rousseff, um processo que ameaça "interromper 30 anos de democracia".

O advogado-geral da União manifestou ainda "indignação e tristeza" pela aprovação pelos deputados do pedido de afastamento de Dilma Rousseff da Presidência, uma decisão "puramente política".

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados do Brasil avisou que "a guerra" contra o vice-presidente, Michel Temer, será "lenta, gradual, segura e prolongada", após a aprovação do processo de destituição da Presidente.
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