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Destituído oficial espanhol por comemorar intentona golpista de 1981
O ministro espanhol do Interior, Jorge Fernández Díaz, destituiu o comandante do Grupo de Reserva e Segurança da Guardia Civil, tenente-coronel Antonio Tejero Díaz, por ter realizado no seu quartel um almoço comemorativo do golpe militar falhado em 23 de Fevereiro de 1981. O oficial destituído é filho do militar golpista que nesse dia entrou de pistola em punho no parlamento, à cabeça das suas tropas, e lançou aos deputados o histórico grito: "Todos al suelo!"
A comemoração realizou-se há quase um mês, em 18 de Fevereiro, sem ocasionar na altura qualquer reacção do Governo. O Governo de Mariano Rajoy explica a sua passividade durante esse extenso lapso de tempo dizendo que "ninguém nos informou". O corpo da Guardia Civil a que pertence o quartel alega que "a Guardia Civil não se espia a si própria. A informação é transmitida pelos chefes, que são quem goza da confiança dos comandos superiores". O problema, admite, é que "aqui a pessoa de confiança era o tenente-coronel Tejero".
Segundo notícia hoje publicada em El Pais, depois de um mês inteiro de inacção, um pedido de explicações ontem enviado pelo próprio diário espanhol à Guardia Civil desencadeou finalmente uma tomada de posição e, em poucas horas, o ministro afastou o oficial em causa.
Na comemoração tinha participado o ex-tenente coronel Antonio Tejero de Molina, protagonista do golpe, na altura condenado a 30 anos de prisão, e libertado condicionalmente em 1995. Participou também o ex-capitão Jorge Muñecas Aguilar, condenado a 5 anos de prisão, e hoje acusado da prática de torturas por um tribunal argentino que investiga os crimes do franquismo.
No almoço comemorativo poderão ter estado envolvidos outros oficiais, de patentes superiores. Um deles, o coronel da Guardia Civil César Álvarez Fernández, negou qualquer participação. Mas a identificação dos participantes é difícil e depende inteiramente de testemunhas, porque o tenente-coronel agora destituído tinha dado instruções à guarda do quartel para não proceder à identificação dos convidados.
A notícia de El Pais não cita quaisquer comentários dos militares implicados na comemoraçã, mas cita um de Ramón Tejero, pároco de Málaga, também filho do oficial golpista e irmão do oficial agora destituído: "Atribuo a demissãodo meu irmão a uma falta de vergonha do director-geral da Guardia Civil e do ministro do Interior".
Segundo notícia hoje publicada em El Pais, depois de um mês inteiro de inacção, um pedido de explicações ontem enviado pelo próprio diário espanhol à Guardia Civil desencadeou finalmente uma tomada de posição e, em poucas horas, o ministro afastou o oficial em causa.
Na comemoração tinha participado o ex-tenente coronel Antonio Tejero de Molina, protagonista do golpe, na altura condenado a 30 anos de prisão, e libertado condicionalmente em 1995. Participou também o ex-capitão Jorge Muñecas Aguilar, condenado a 5 anos de prisão, e hoje acusado da prática de torturas por um tribunal argentino que investiga os crimes do franquismo.
No almoço comemorativo poderão ter estado envolvidos outros oficiais, de patentes superiores. Um deles, o coronel da Guardia Civil César Álvarez Fernández, negou qualquer participação. Mas a identificação dos participantes é difícil e depende inteiramente de testemunhas, porque o tenente-coronel agora destituído tinha dado instruções à guarda do quartel para não proceder à identificação dos convidados.
A notícia de El Pais não cita quaisquer comentários dos militares implicados na comemoraçã, mas cita um de Ramón Tejero, pároco de Málaga, também filho do oficial golpista e irmão do oficial agora destituído: "Atribuo a demissãodo meu irmão a uma falta de vergonha do director-geral da Guardia Civil e do ministro do Interior".