Detetados excessivos níveis de chumbo na água em habitação pública em Hong Kong
Hong Kong, China, 13 jul (Lusa) -- Centenas de residentes de Hong Kong pediram ao governo novas medidas de controlo sobre o abastecimento de água corrente, dias depois de uma análise ter revelado níveis excessivos de chumbo na água de um complexo de habitação pública na cidade.
O excesso de chumbo foi detetado no fim de semana num dos cinco edifícios de um complexo habitacional na ilha de Kowloon, onde vivem cerca de 5.000 pessoas.
Os níveis de chumbo em três amostras retiradas em três andares foram de 10,8, 11,6 e 35,1 microgramas (mcg) por litro, sendo que, segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde, a quantidade de chumbo na água potável não deve ir além dos 10 microgramas por litro.
Os residentes afetados estão a pressionar o governo para que estenda as análises à água a todos os complexos de habitação pública.
Moradores pediram no domingo ao governo maior celeridade no processo.
Segundo as autoridades responsáveis pelo abastecimento de água da antiga colónia britânica, o chumbo poderá ser proveniente dos materiais de soldadura usados nas juntas dos canos dos pisos onde foram retiradas as amostras.
O uso de materiais que possam libertar chumbo está proibido para este tipo de instalações, pelo que o governo não descarta a possibilidade de empreender ações legais contra a empresa responsável pelas canalizações.
Está prevista a realização de testes a outros quatro edifícios de habitação pública, cujos trabalhos foram executados pela mesma empresa.
A exposição a longo prazo ao chumbo, quando se acumula em grandes quantidades no organismo, pode causar anemia, aumento da pressão arterial e danos cerebrais e renais, informou o departamento de Saúde.
Regina Ching, desse departamento, afirmou que os níveis de chumbo registados nas amostras não representavam um risco significativo para a saúde a não ser que tivessem sido consumidos durante toda a vida.
A água engarrafada esgotou nos supermercados localizados nas zonas afetadas.