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Detido ex-governador do Banco Central da Hungria e ex-ministro de Orbán

Detido ex-governador do Banco Central da Hungria e ex-ministro de Orbán

Gyorgy Matolcsy foi detido sob acusação de corrupção por lavagem de mais de 1200 milhões de euros.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Gyorgy Matolcsy sob custódia policial Reuters

O ex-governador do Banco Central da Hungria e ex-ministro da Economia, Gyorgy Matolcsy, foi detido sob acusação de corrupção por lavagem de mais de 1.200 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar.

No anúncio divulgado nas redes sociais, Magyar destacou especialmente o passado de Matolcsy no Governo do seu antecessor, Viktor Orbán, sublinhando que ele era o "braço direito" do ultranacionalista Orbán e reproduzindo uma declaração do ex-governante sobre o detido.

"Dele disse (Orbán): 'Tenho uma relação emocional muito forte com Gyorgy Matolcsy. Tenho muito que agradecer-lhe e aprendi muito com ele. Gyorgy Matolcsy é um economista que definiu uma era'", escreveu o primeiro-ministro húngaro, entre cujas prioridades no Governo do país está a eliminação de todas as estruturas de poder e redes de clientelismo criadas por Orbán durante o seu tempo no poder (2010-2026).

O caso remonta a 2025, quando Orbán ainda era chefe do executivo e o órgão de auditoria nacional começou a investigar um eventual desvio de património público por parte da Optima Investment, uma gestora criada pelo Banco Central sob a direção de Matolcsy em 2014, bem como as alegadas ligações entre a rede de investimento surgida das operações da Optima e o filho de Matolcsy, Ádám.

O ex-governador do Banco Central húngaro foi detido hoje de madrugada, e a decisão de o manter sob custódia foi tomada após um longo interrogatório, durante o qual se recusou a prestar declarações, indicou o seu advogado, Pál Bátki, ao portal de notícias Télex.

A detenção de Matolcsy decorreu no âmbito de uma grande operação levada a cabo pelo Ministério Público húngaro, que, neste momento, está a realizar "diligências processuais em diversos locais".

Os investigadores convocaram uma conferência de imprensa para hoje à tarde, a fim de falar de todas as informações recolhidas até ao momento.
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