Detido homem suspeito de mandar raptar empresária em Maputo

Detido homem suspeito de mandar raptar empresária em Maputo

O serviço de investigação criminal moçambicano deteve um homem suspeito de mandar raptar uma empresária nacional em 2023, em Maputo, com as autoridades a prometerem mais esforços para "erradicar" este tipo legal de crime, foi hoje avançado.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) comunica que, no âmbito das ações de prevenção e combate aos crimes de rapto, deteve um cidadão de nacionalidade moçambicana que era procurado pela prática dos crimes de rapto e associação criminosa, em cumprimento de um mandado de captura", disse o porta-voz do Sernic, Hilário Lole.

Em conferência de imprensa, em Maputo, o porta-voz do Sernic disse que o cidadão com nacionalidade moçambicana, mas que nasceu e residia na vizinha África do Sul, a partir de onde mandava executar os raptos, foi detido na terça-feira, na capital moçambicana, quando participava num funeral.

Segundo a polícia, o homem terá mandando raptar, em 16 de maio de 2023, um cidadã nacional ligada ao ramo empresarial, com as autoridades a indicarem que foram igualmente identificados outros envolvidos no mesmo crime que permanecem na vizinha África do Sul.

"Das investigações, apurou-se que o detido é apontado como mandante deste rapto a partir da República de África do Sul, onde permanecia a maior parte do tempo, juntamente com outros integrantes identificados nos autos. O detido encontra-se sob custódia policial e será apresentado ao juiz de instrução criminal para o primeiro interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coação", disse Hilário Lole.

Para a polícia moçambicana, a detenção simboliza os esforços na luta contra o crime organizado, com as autoridades a prometerem continuar a monitorizar e a neutralizar os envolvidos visando "erradicar os crimes de rapto".

"O Sernic agradece e apela à colaboração dos cidadãos na denúncia e partilha de todas as informações de utilidade operativa, sempre no intuito de não permitir a ocorrência de crimes", apelou Lole.

A detenção do cidadão suspeito ocorre numa altura em que as autoridades moçambicanas procuram consolidar o combate aos raptos. Em julho, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou que o país não registava casos conhecidos de rapto há cerca de nove meses, atribuindo essa evolução ao reforço das ações de prevenção e investigação.

Desde outubro do ano passado, quando um empresário português foi raptado em Maputo e posteriormente libertado, não são conhecidos publicamente novos casos deste tipo de crime. Segundo dados anteriormente divulgados, os raptos fizeram 15 vítimas em 2024 e 10 em 2025, sobretudo empresários.

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