Mundo
Dezenas de mortos e 100 feridos na Nigéria em novos ataques do Boko Haram
Pelo menos seis mulheres bombistas suicidas fizeram-se explodir entre aldeãos que fugiam de combates entre soldados e milícias islamitas em Zabarmari, uma aldeia de pescadores nos arredores de Maiduguri, no nordeste da Nigéria. O contra-ataque das forças de segurança permitiu expulsar os militantes mas haverá dezenas de corpos ainda por recuperar.
O novo caso agrava o balanço de 200 mortos provocados por atentados e ataques do Boko Haram em vários locais desde quarta-feira.
O objetivo do grupo será desestabilizar as celebrações do mês do Ramadão nas comunidades islâmicas xiitas no norte da Nigéria.
Obedecem ainda às ordens do grupo estado Islâmico, no qual se filiaram, que mandou os seus seguidores aproveitarem o mês do jejum para intensificar a violência.
Sobreviventes recordam horror
Sexta-feira pelas 20h00, combatentes do Boko Haram entraram em grande número em Zabarmari. "desafiaram os soldados e submergiram-nos" afirma Haladu Musa, que fugiu dos combates. Os militares "foram forçados a retirar".
Os habitantes debandaram em fuga mas os islamitas enviaram seis mulheres bombistas que se misturaram com os aldeãos e se fizeram explodir entre eles. Dezenas de pessoas morreram, entre as quaisum soldado, e muitas mais ficaram feridas, confirmou este sábado um comunicado do exercito.
"São as explosões que ouvimos em Maiduguri", refere Musa. "A maior parte das vítimas foram mortas nos ataques suicidas. Foi o que provocou muitas perdas" de vida, acrescenta o sobrevivente.
Musa diz que os islamitas "incendiaram a quase metade da aldeia, incluindo o mercado e as tendas de vendas que tinham acabado de pilhar".
Mais de 100 feridos
Foi nessa altura que chegaram os reforços militares de Maiduguri, que conseguiram expulsar os militantes islâmicos "após um grande tiroteio", lembra Musa.
"Agora estamos à espera da retirada dos corpos que jazem nas ruas de Zabarmari.
O relato de Musa é confirmado pelo membro de uma milícia local privada, Danlami Ajaokuta, que assistiu aos combates e que fala num grande número de mortos.
"Houve um grande número de vítimas no ataque a Zabarmari por causa das mulheres kamikaze, que não paravam de se fazer explodir entre as pessoas em fuga".
A nossa grande preocupação agora é agora retirar e tratar dos feridos e depois recuperar os cadáveres dispersos por toda a aldeia", acrescenta Ajaokuta. Mais de uma centena de feridos terão sido já transportados para o hospital.
O objetivo do grupo será desestabilizar as celebrações do mês do Ramadão nas comunidades islâmicas xiitas no norte da Nigéria.
Obedecem ainda às ordens do grupo estado Islâmico, no qual se filiaram, que mandou os seus seguidores aproveitarem o mês do jejum para intensificar a violência.
Sobreviventes recordam horror
Sexta-feira pelas 20h00, combatentes do Boko Haram entraram em grande número em Zabarmari. "desafiaram os soldados e submergiram-nos" afirma Haladu Musa, que fugiu dos combates. Os militares "foram forçados a retirar".
Os habitantes debandaram em fuga mas os islamitas enviaram seis mulheres bombistas que se misturaram com os aldeãos e se fizeram explodir entre eles. Dezenas de pessoas morreram, entre as quaisum soldado, e muitas mais ficaram feridas, confirmou este sábado um comunicado do exercito.
"São as explosões que ouvimos em Maiduguri", refere Musa. "A maior parte das vítimas foram mortas nos ataques suicidas. Foi o que provocou muitas perdas" de vida, acrescenta o sobrevivente.
Musa diz que os islamitas "incendiaram a quase metade da aldeia, incluindo o mercado e as tendas de vendas que tinham acabado de pilhar".
Mais de 100 feridos
Foi nessa altura que chegaram os reforços militares de Maiduguri, que conseguiram expulsar os militantes islâmicos "após um grande tiroteio", lembra Musa.
"Agora estamos à espera da retirada dos corpos que jazem nas ruas de Zabarmari.
O relato de Musa é confirmado pelo membro de uma milícia local privada, Danlami Ajaokuta, que assistiu aos combates e que fala num grande número de mortos.
"Houve um grande número de vítimas no ataque a Zabarmari por causa das mulheres kamikaze, que não paravam de se fazer explodir entre as pessoas em fuga".
A nossa grande preocupação agora é agora retirar e tratar dos feridos e depois recuperar os cadáveres dispersos por toda a aldeia", acrescenta Ajaokuta. Mais de uma centena de feridos terão sido já transportados para o hospital.