Mundo
Dia de eclipse. Olhos abertos mas protegidos para ver segundos de escuridão em Portugal
São cerca de 26 segundos em que a Lua esconde completamente o Sol, logo depois surgem os primeiros raios de luz. "Uma experiência sensorial" que voltará a ser visível em Portugal apenas daqui a 118 anos. A única zona do país onde o eclipse solar vai ser total é no concelho de Bragança, especificamente numa pequena faixa do Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano.
Quanto ao resto do país, o eclipse solar é parcial - de 92 por cento a 99 por cento em território continental e entre 74 por cento e 77 por cento nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. O eclipse do sol vai começar perto das 18h30 desta quarta-feira (termina às 20h29) e o ponto alto acontecerá pelas 19h30.
Telejornal | 11 de agosto de 2026
Os astrónomos explicam que, apesar de todos os eclipses solares terem origem no mesmo fenómeno (a Lua passar à frente do Sol), a geometria do sistema Terra-Lua-Sol dá origem a três espetáculos completamente distintos. Há mais de 100 anos (desde 1912) que Portugal não conseguia estar na posição certa para ver um eclipse total do Sol.
A chave está na posição do observador e no tamanho aparente que a Lua apresenta em cada momento da sua órbita.
Cientistas da NASA preparados para observar o eclipse | EPA
O eclipse solar total é o mais espetacular e também o mais raro (os outros dois são o eclipse solar anular e o eclipse solar parcial). Telejornal | 11 de agosto de 2026
A escuridão total ocorre quando a Lua cobre completamente a fotosfera (a superfície brilhante visível do Sol). Neste caso, só quem estiver dentro de uma estreita faixa denominada "umbra" é que pode ser testemunha do eclipse total. Ou seja, o céu escurece, a temperatura pode descer vários graus e tornam-se visíveis os planetas e as estrelas mais brilhantes.
À Lusa Lina Canas, astrónoma e diretora do Centro Ciência Viva (CCV) de Constância – Parque de Astronomia, no distrito de Santarém – recorda os efeitos do eclipse total que testemunhou em 2016, nas ilhas Molucas, na Indonésia.
Então, o eclipse solar total foi “uma experiência sensorial completamente diferente, capaz de alterar temperatura, vento e comportamento dos animais”. “Nós sentimos a temperatura baixar, sentimos um vento a levantar” enquanto os animais alteraram o seu comportamento. Por exemplo, o regresso das aves aos ninhos com a escuridão a aproximar-se.
Por esta razão, o comportamento animal vai ser estudado durante o eclipse no Parque Natural de Montesinho.
De acordo com a DGS, os óculos de sol comuns, radiografias, vidros fumados, lentes ou outros materiais improvisados não oferecem proteção adequada para ver o eclipse, por não serem capazes de filtrar toda a radiação nociva para os olhos.
A exposição pode provocar danos nas células dos olhos e, em situações mais graves, a cegueira. A cegueira “pode ser irreversível” e a perda de visão pode não ser imediatamente aparente.
Foto: Reuters
A DGS já divulgou recomendações para a observação segura do eclipse solar.
Os astrónomos explicam que, apesar de todos os eclipses solares terem origem no mesmo fenómeno (a Lua passar à frente do Sol), a geometria do sistema Terra-Lua-Sol dá origem a três espetáculos completamente distintos. Há mais de 100 anos (desde 1912) que Portugal não conseguia estar na posição certa para ver um eclipse total do Sol.
Cientistas da NASA preparados para observar o eclipse | EPA
O eclipse solar total é o mais espetacular e também o mais raro (os outros dois são o eclipse solar anular e o eclipse solar parcial). Telejornal | 11 de agosto de 2026
A escuridão total ocorre quando a Lua cobre completamente a fotosfera (a superfície brilhante visível do Sol). Neste caso, só quem estiver dentro de uma estreita faixa denominada "umbra" é que pode ser testemunha do eclipse total. Ou seja, o céu escurece, a temperatura pode descer vários graus e tornam-se visíveis os planetas e as estrelas mais brilhantes.
À Lusa Lina Canas, astrónoma e diretora do Centro Ciência Viva (CCV) de Constância – Parque de Astronomia, no distrito de Santarém – recorda os efeitos do eclipse total que testemunhou em 2016, nas ilhas Molucas, na Indonésia.
Então, o eclipse solar total foi “uma experiência sensorial completamente diferente, capaz de alterar temperatura, vento e comportamento dos animais”. “Nós sentimos a temperatura baixar, sentimos um vento a levantar” enquanto os animais alteraram o seu comportamento. Por exemplo, o regresso das aves aos ninhos com a escuridão a aproximar-se.
Por esta razão, o comportamento animal vai ser estudado durante o eclipse no Parque Natural de Montesinho.
Sendo verdade que nunca é seguro olhar diretamente para o Sol, seja qual for o dia, durante o eclipse os avisos multiplicam-se. Isto porque a escuridão permite o olhar direto e também pode dar uma falsa sensação de segurança ocular.“O tempo de exposição ao Sol necessário para causar
danos na retina é de apenas alguns segundos”, destaca a Direção-geral de
Saúde (DGS).
De acordo com a DGS, os óculos de sol comuns, radiografias, vidros fumados, lentes ou outros materiais improvisados não oferecem proteção adequada para ver o eclipse, por não serem capazes de filtrar toda a radiação nociva para os olhos.
A exposição pode provocar danos nas células dos olhos e, em situações mais graves, a cegueira. A cegueira “pode ser irreversível” e a perda de visão pode não ser imediatamente aparente.
Foto: Reuters
A DGS já divulgou recomendações para a observação segura do eclipse solar.
- A observação do eclipse deve ser feita exclusivamente com óculos certificados para eclipse solar, em conformidade com a norma ISO 12312-2 e com marcação CE;
- A DGS recomenda cuidados especiais com as crianças, referindo que os bebés e as crianças pequenas não devem olhar diretamente para o Sol, mesmo utilizando óculos para eclipse;
- As crianças que utilizem óculos certificados devem ser sempre acompanhadas por um adulto, que confirme a utilização correta durante toda a observação;
- Sempre que possível, devem ser privilegiadas formas indiretas e seguras de observar o eclipse, como transmissões em direto ou projeções da imagem do Sol.