Mundo
Dia decisivo para a missão da sonda espacial Rosetta
Tal como bela adormecida, a sonda europeia Rosetta deve despertar esta segunda-feira de um sono profundo. Depois de passar os últimos 31 meses em "hibernação", espera-se que a nave espacial dê sinal de vida, permitindo aos seus operadores o passo seguinte na missão iniciada há uma década, que visa pousar pela primeira vez um dispositivo robótico num cometa. Neste momento a sonda encontra-se a 800 milhões de quilómetros da Terra, próximo da órbita de Júpiter.
Se tudo correu como planeado, o despertador interno da nave terá soado quando eram, exatamente, 10h00 em Portugal , dando início a uma série de procedimentos e testes pré-programados. Estes incluem o aquecimento dos instrumentos de navegação e encontrar a localização da Terra no Espaço, para poder apontar na direção do planeta azul a antena parabólica, de 2,20 metros de diâmetro.
Só então a sonda fará a “chamada” que os cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) aguardam com ansiedade. Uma chamada que, mesmo à velocidade da luz, demorará cerca de 47 minutos a chegar à Terra.
“Não sabemos qual é o estado da nave”, disse o chefe de operações da ESA, Paolo Ferri. "Dois anos e meio é muito tempo, trata-se de aparelhos eletrónicos e mecânicos complicados, tomámos todas as precauções possíveis, mas não podemos excluir a possibilidade de podermos vir a ter problemas”, acrescentou.
As atividades pré-transmissão não têm uma duração definida e os controladores no centro de operações da ESA em Darmstadt, na Alemanha, ignoram a hora exata de chegada do sinal. Espera-se apenas que alcance a Terra entre as 17h30 e as 18h30 desta segunda-feira.
Só então se saberá se tudo correu como planeado. O primeiro sinal de vida da Rosetta deverá ser captado no radiotelescópio de Goldstone, na Califórnia, pertencente à NASA.
Se o sinal não chegar na hora prevista, os especialistas vão aguardar até terça-feira de manhã, após o que tentarão enviar para a sonda uma série de comandos que forçarão a Rosetta a despertar. No entanto a preferência é a de deixar tempo suficiente à nave para que esta leve a cabo as suas tarefas automaticamente.
Se tudo correr bem, nas próximas semanas, os 21 instrumentos científicos que seguem a bordo da sonda serão ativados e verificados. O destino final é o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que nesta altura se encontra ainda a dois milhões de quilómetros de distância.
A missão
Só no próximo mês de agosto é que a Rosetta deve concluir a aproximação àquele corpo celeste. Em novembro está previsto o lançamento de um veículo robótico, o qual deve aterrar ainda nesse mesmo mês na superfície gelada do cometa.
Uma vez na superfície, o veículo robótico começara a sua missão científica, que consiste em determinar as a características do núcleo do cometa e os elementos químicos que o constituem, bem como o estudo das atividades deste corpo celeste e a sua evolução ao longo do tempo.
A missão é inédita e difere substancialmente de uma anterior missão da Agencia Espacial dos Estados Unidos (NASA) que consistiu em disparar um projétil contra um cometa em 2005, para que os cientistas pudessem analisar o pó e gases resultantes do impacto.
A Rosetta foi lançada em 2004 a bordo de um foguetão Ariane 5 eu partiu de Kouruou, na Guiana Francesa.
A sonda foi colocada em hibernação em junho de 2011 a fim de poupar energia, por se considerar que a trajetória prevista a levaria para tão longe do Sol que os painéis solares apenas poderiam produzir um mínimo de eletricidade.
De facto, a rota seguida pela sonda foi tudo menos linear, já que envolveu várias aproximações à Terra e a Marte a fim de ganhar impulso com a força gravitacional destes planetas.
Antes de ser posta em hibernação a sonda completou com êxito duas missões secundárias, que envolveram o sobrevoo de asteroides. Só logo à tarde se saberá se está pronta para iniciar a sua derradeira e mais importante missão.
Só então a sonda fará a “chamada” que os cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) aguardam com ansiedade. Uma chamada que, mesmo à velocidade da luz, demorará cerca de 47 minutos a chegar à Terra.
“Não sabemos qual é o estado da nave”, disse o chefe de operações da ESA, Paolo Ferri. "Dois anos e meio é muito tempo, trata-se de aparelhos eletrónicos e mecânicos complicados, tomámos todas as precauções possíveis, mas não podemos excluir a possibilidade de podermos vir a ter problemas”, acrescentou.
As atividades pré-transmissão não têm uma duração definida e os controladores no centro de operações da ESA em Darmstadt, na Alemanha, ignoram a hora exata de chegada do sinal. Espera-se apenas que alcance a Terra entre as 17h30 e as 18h30 desta segunda-feira.
Só então se saberá se tudo correu como planeado. O primeiro sinal de vida da Rosetta deverá ser captado no radiotelescópio de Goldstone, na Califórnia, pertencente à NASA.
Se o sinal não chegar na hora prevista, os especialistas vão aguardar até terça-feira de manhã, após o que tentarão enviar para a sonda uma série de comandos que forçarão a Rosetta a despertar. No entanto a preferência é a de deixar tempo suficiente à nave para que esta leve a cabo as suas tarefas automaticamente.
Se tudo correr bem, nas próximas semanas, os 21 instrumentos científicos que seguem a bordo da sonda serão ativados e verificados. O destino final é o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que nesta altura se encontra ainda a dois milhões de quilómetros de distância.
A missão
Só no próximo mês de agosto é que a Rosetta deve concluir a aproximação àquele corpo celeste. Em novembro está previsto o lançamento de um veículo robótico, o qual deve aterrar ainda nesse mesmo mês na superfície gelada do cometa.
Uma vez na superfície, o veículo robótico começara a sua missão científica, que consiste em determinar as a características do núcleo do cometa e os elementos químicos que o constituem, bem como o estudo das atividades deste corpo celeste e a sua evolução ao longo do tempo.
A missão é inédita e difere substancialmente de uma anterior missão da Agencia Espacial dos Estados Unidos (NASA) que consistiu em disparar um projétil contra um cometa em 2005, para que os cientistas pudessem analisar o pó e gases resultantes do impacto.
A Rosetta foi lançada em 2004 a bordo de um foguetão Ariane 5 eu partiu de Kouruou, na Guiana Francesa.
A sonda foi colocada em hibernação em junho de 2011 a fim de poupar energia, por se considerar que a trajetória prevista a levaria para tão longe do Sol que os painéis solares apenas poderiam produzir um mínimo de eletricidade.
De facto, a rota seguida pela sonda foi tudo menos linear, já que envolveu várias aproximações à Terra e a Marte a fim de ganhar impulso com a força gravitacional destes planetas.
Antes de ser posta em hibernação a sonda completou com êxito duas missões secundárias, que envolveram o sobrevoo de asteroides. Só logo à tarde se saberá se está pronta para iniciar a sua derradeira e mais importante missão.