Diálogo e tolerância foram instrumentos de união

Lisboa, 06 dez (Lusa) - O Presidente de São Tomé e Príncipe prestou hoje homenagem ao herói da luta anti-"apartheid" Nelson Mandela, que morreu na quinta-feira, para quem "diálogo e tolerância" foram "instrumentos decisivos de união".

Lusa /

Em comunicado, Manuel Pinto da Costa afirmou que "Mandela ensinou a todos que o diálogo e a tolerância são instrumentos decisivos de união, em qualquer circunstância e sejam quais forem as diferenças".

"Mandela foi um homem sábio que sabiamente conduziu, o processo de transição pacífico para a democracia e a reconciliação nacional sul-africana, página de ouro na história pela libertação do continente africano", sublinhou.

Manuel Pinto da Costa lembrou que Mandela foi "um combatente pela liberdade, pela democracia e pelos direitos humanos", cuja "dedicação aos valores e causas que abraçou e os seus ideais fundados da dignidade da pessoa humana tocaram o coração de todos".

"África e o mundo estão de luto ao perder um dos seus filhos mais ilustres e São Tomé e Príncipe associa-se a esse luto, numa singela homenagem do povo são-tomense simbolizando, dessa forma, o seu respeito e admiração por um irmão que partiu mas nunca será esquecido", acrescentou.

Pinto da Costa disse ter sido "com grande consternação" que tomou conhecimento da morte de Nelson Mandela.

"Não é fácil falar, sem emoção, de um líder político e, sobretudo, de uma pessoa com a dimensão de Nelson Mandela (...) uma fonte inspiradora para todos aqueles que acreditam e lutam por um mundo melhor", considerou.

"A sua vida dedicada à luta contra o `apartheid`, contra o racismo e qualquer forma de discriminação da pessoa humana é um poderoso exemplo para o futuro e que ficará para sempre na memória colectiva mundial", destacou o Presidente são-tomense.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na quinta-feira à noite pelo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, motivando de imediato uma série de reações de pesar provenientes de diversas personalidades e instituições de vários setores de todo o mundo.

"A nossa nação perdeu o maior dos seus filhos", disse o Presidente sul-africano, anunciando que a bandeira sul-africana vai estar a meia-haste a partir de sexta-feira e até ao funeral, que será de Estado, e cuja data ainda não é conhecida.

O Comité Nobel norueguês considerou já Nelson Mandela, que esteve preso quase trinta anos pela luta contra o regime de "apartheid" da África do Sul, "um dos maiores nomes da longa história dos prémios Nobel da Paz".

Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.

Tópicos
PUB