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Dilma e Aécio entram na reta final da campanha com empate técnico

Dilma e Aécio entram na reta final da campanha com empate técnico

A última sondagem da Datafolha, divulgada a seis dias da segunda volta das eleições presidenciais no Brasil, aponta para um empate técnico entre os dois candidatos. A atual Presidente Dilma Rousseff recolhe 46 por cento das intenções de voto e Aécio Neves 43 por cento.

RTP /
Ricardo Moraes, Reuters

Nos votos válidos, Dilma Roussef tem 52 por cento e Aécio Neves 48 por cento. Os votos em branco e nulos somam os cinco por cento e os indecisos seis por cento. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A sondagem, divulgada na segunda-feira, mostra pela primeira vez a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à frente do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em comparação com os dados divulgados na passada semana, Dilma Rousseff sobe de 43 para 46 por cento e Aécio Neves desce dos 45 para os 43 por cento. 



A sondagem da Datafolha para a TV Globo e o jornal Folha de São Paulo revela ainda que a taxa de rejeição de Aécio Neves ultrapassou os índices de Dilma Roussef, com 40 e 39 por cento, respetivamente.

Para mais de metade dos entrevistados, Dilma Rousseff e a candidata dos pobres e Aécio Neves o dos ricos. Com 56 por cento a considerarem que o candidato do PSDB, se fosse eleito, defenderia os ricos, contra 17 por cento da candidata do PT. Já em relação à defesa dos mais pobres, 57 por cento acreditam que se Dilma Rousseff for reeleita vai defender as classes menos favorecidas, contra 26 por cento de Aécio Neves.

A sondagem mediu também a popularidade da atual Presidente do Brasil, com 42 por cento a dar um muito bom à governação de Dilma Rousseff, 37 por cento a considerar a governação suficiente e 20 por cento a dar uma nota negativa. Um por cento não respondeu.

A sondagem foi realizada com entrevistas a 4.389 eleitores em 257 municípios.
PT vê tendência de crescimento e PSDB desvaloriza
O jornal Globo, que analisou os resultados da sondagem, afirma que os números foram recebidos com entusiamo pelos petistas (apoiantes do Partido dos Trabalhadores), enquanto os tocanos (apoiantes do PSDB) minimizam o resultado.

Na campanha de Dilma Rousseff a avaliação é de que a sondagem “mostra um crescimento gradual que levará a reeleição”. Por outro lado, na campanha de Aécio Neves a opinião é que “ainda é cedo para considerar o resultado definitivo, e que os números seguem dentro da margem de erro”.
A opinião do PT
Givaldo Barbosa, líder do Partido dos Trabalhadores no Senado brasileiro, afirmou ao Globo: “Vamos continuar a crescer a partir desta sondagem porque ela demonstra uma tendência de crescimento”.

Já o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, considera que a “sondagem revela que a campanha de Dilma Rousseff para a segunda volta das eleições foi bem recebida pelos eleitores”. E que o debate que a campanha tem realizado “foi assimilado de forma positiva pela população”.

Para o coordenador da campanha de Dilma Rousseff, o deputado Eliseu Padilha, “o resultado é excelente porque reflete os acertos realizados na campanha na passada semana”.

“O que ganha a eleição não é o ontem, é o amanhã. E Dilma acenou para o amanhã de forma mais objetiva que Aécio”, sublinhou.PSDB recorda votação na primeira volta
Os apoiantes do Partido da Social Democracia Brasileira recordam que, além da margem de erro, Aécio Neves obteve na primeira volta um resultado superior ao que previam as sondagens.

“Tem uma semana de campanha pela frente e ela dura uma eternidade”, afirmou Alberto Goldman ao Globo. O coordenador da campanha de Aécio Neves em São Paulo atribui o crescimento de Dilma Rousseff nas sondagens a “uma campanha agressiva nas redes sociais baseada em calúnias”.

Para o coordenador-geral da campanha do PSDB, Agripino Maia, as “sondagens não estão a refletir o sentimento de mudança da população”.

“A dinâmica da campanha de Aécio fez com que a diferença de resultados na última sondagem da primeira volta e o resultado nas urnas chegasse aos sete por cento. A onda continua e vai surpreender”, considera o senador.

Já Walter Feldman, coordenador da campanha de Marina Silva na primeira volta e agora apoiante de Aécio Neves, aponta uma contradição: “As sondagens da primeira volta mostraram resultados diferentes do que surgiram nas urnas”.
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