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Dilma Rousseff acusa Michel Temer de aceitar suborno
Os advogados de Dilma Rousseff, destituída do cargo de Presidente do Brasil em maio, apresentaram esta semana ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos que dizem provar que Michel Temer, ex-vice-Presidente e atual líder do país, aceitou um suborno durante a campanha eleitoral.
Registos bancários e a cópia de um cheque de 10 de julho de 2014 parecem revelar que a empresa de construção Andrade Gutierrez depositou um milhão de reais (mais de 270 mil euros) na conta da campanha do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Esse valor foi, no mesmo dia, transferido para a conta pessoal da campanha de Michel Temer.
Em setembro, Dilma Rousseff também foi acusada de ter recebido um suborno do mesmo valor por Otávio Azevedo, ex-diretor executivo da empresa Andrade Gutierrez. Agora, os advogados de Rousseff afirmam que as mais recentes provas devem levar à destituição de Temer por ter recebido fundos ilegais e que a ex-Presidente brasileira foi vítima de perjúrio.O PMDB insiste que a doação à campanha de Michel Temer foi feita legalmente e que não constitui suborno.
Caso sejam aceites, os documentos entregues ao TSE levantam a possibilidade de a campanha presidencial de 2014 ser declarada inválida por violação das leis referentes aos fundos das campanhas eleitorais.
O Tribunal Superior Eleitoral investiga há vários meses as alegadas irregularidades financeiras durante as campanhas. Michel Temer já pediu ao TSE que averiguasse os casos separadamente, mas ainda não obteve resposta.
O medo de uma possível agitação financeira trazida pelos inquéritos às acusações de corrupção contribuiu para que a moeda desvalorizasse mais de cinco por cento, o valor mais baixo desde junho. A Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo – fechou em queda de mais de três por cento na quinta-feira.
Em setembro, Dilma Rousseff também foi acusada de ter recebido um suborno do mesmo valor por Otávio Azevedo, ex-diretor executivo da empresa Andrade Gutierrez. Agora, os advogados de Rousseff afirmam que as mais recentes provas devem levar à destituição de Temer por ter recebido fundos ilegais e que a ex-Presidente brasileira foi vítima de perjúrio.O PMDB insiste que a doação à campanha de Michel Temer foi feita legalmente e que não constitui suborno.
Caso sejam aceites, os documentos entregues ao TSE levantam a possibilidade de a campanha presidencial de 2014 ser declarada inválida por violação das leis referentes aos fundos das campanhas eleitorais.
O Tribunal Superior Eleitoral investiga há vários meses as alegadas irregularidades financeiras durante as campanhas. Michel Temer já pediu ao TSE que averiguasse os casos separadamente, mas ainda não obteve resposta.
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