Dilma Rousseff deverá suceder a Lula da Silva

A votação já terminou na maioria dos estados brasileiros e apenas no Amazonas, Acre, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondónia, em virtude de terem fusos horários diferente em relação à capital federal, os eleitores continuam a votar. Se votação confirmar últimas sondagens Dilma Rousseff deverá suceder a Lula da Silva na Presidência da República Federativa do Brasil.

RTP /
Tudo aponta para que pelas 21h00 em Lisboa, os resultados da 2ª volta das presidenciais no Brasil, elejam Dilma Rousseff como sucessora de Lula da Silva. Neco Varella, EPA

As urnas nesses estados também encerram às 17h00 horas locais, (19h00 horas em Lisboa).

Em termos gerais e de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições decorreram com tranquilidade, tendo sido registadas aproximadamente 150 ocorrências, 77 das quais existiram detenções.

Registaram problemas e precisaram ser substituídas 1.195 urnas, menos de 0,29 por cento do total.

Por volta das 22h00 de Lisboa, poder-se-á saber se as urnas confirmaram as sondagens que indicavam a vitória da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, ante o adversário do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), José Serra.

Escudada nas várias sondagens conhecidas, que lhe dão uma vantagem superior a dez por cento, Dilma Rousseff afirmou, no momento em que votou em Porto Alegre, estar confiante de que esta noite será confirmada como a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil.

Pelo contrário, o seu opositor, José Serra, foi mais contido, retomando críticas sobre o que considera ter sido uma luta "desigual" na segunda volta, numa alusão ao papel do Presidente Lula da Silva, no apoio aberto à sua ex-ministra da Casa Civil.

Lula da Silva voltou aliás a entrar este domingo de cabeça na disputa eleitoral, considerando que a "campanha de ódio" movida nas últimas semanas levará a que José Serra saia "menor" destas eleições, devolvendo à ala adversária uma acusação que ele próprio sofreu, nos mesmos termos, pela sua participação na campanha.

O envolvimento de Lula da Silva foi alvo de críticas em toda a linha do PSDB, com o ex-Presidente, Fernando Henrique Cardoso, a defender que Lula "dinamita pontes" de diálogo e Aécio Neves, influente senador eleito por Minas Gerais, onde este domingo se joga boa parte da decisão eleitoral, a pedir uma atitude de "consenso" e de "pacificação" do país.

Mais de 135 milhões de brasileiros foram chamados para a segunda volta das presidenciais e também para a escolha de governadores em oito estados e no Distrito Federal, numa votação ordeira em todo o território e que tem dispensado a intervenção das tropas federais que protegem 150 cidades.

Questão que preocupa as autoridades brasileiras é a da abstenção. As indicações sobre a participação variam de estado para estado e também no exterior, onde votam mais de 200 mil brasileiros. No Porto e em Lisboa, a segunda cidade com maior número de eleitores, atrás somente de Nova Iorque, as urnas já encerraram, num processo que decorreu sem incidentes.

As urnas fecham no Brasil às 17h00 locais (19h00 em Lisboa), mas em alguns estados existem uma e duas horas de diferença em relação ao Distrito Federal (onde se situa a capital Brasília). As primeiras sondagens à boca das urnas só devem ser conhecidas depois das 19h00 locais, (21h00 de Lisboa), hora que devem começar também a ser divulgados os primeiros resultados oficiais, e se poderá começar a ter uma ideia clara de quem sucederá a Lula da Silva na Presidência do Brasil.

O voto electrónico em todo o país permite que a velocidade do escrutínio seja muito rápida.
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