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Dinamarca deixa "lembrete amigável" aos EUA após provocação sobre Gronelândia
Bastou uma imagem publicada em tom de provocação para reacender as tensões com a Gronelândia e a Dinamarca reagir com um "lembrete amigável" aos Estados Unidos a apelar ao "respeito total" pela integridade do território.
Horas depois de os Estados Unidos terem confirmado que tinham atacado a Venezuela e capturado Nicolás Maduro, a esposa do chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicou nas redes sociais uma imagem da Gronelândia com as cores da bandeira norte-americana, acompanhada pela legenda “soon” (“em breve”, em português).
Em plena ofensiva norte-americana em território venezuelano, a publicação de Katie Miller foi interpretada como uma provocação, principalmente considerando o histórico recente de declarações de Donald Trump sobre as intenções de anexar o território insular ártico.
A Gronelândia é um território autónomo que pertence ao Reino da Dinamarca e tem sido cobiçada por pelo presidente norte-americano. As tensões entre os dois países foram reativadas após o anúncio, no final de dezembro, de Trump sobre a nomeação de um enviado especial para este vasto território autónomo dinamarquês e pela insistência de que os Estados Unidos “precisam” da Gronelândia por questões de segurança.
O embaixador da Dinamarca em Washington reagiu à publicação, respostando a polémica imagem de Katie Miller, lembrando os laços diplomáticos e de defesa entre os dois países e apelando ao “respeito total pela integridade” do território.
“Apenas um lembrete amigável sobre os EUA e o Reino da Dinamarca: somos aliados próximos e devemos continuar a trabalhar juntos como tal”, escreveu Jesper Moller Sorensen, acrescentando que “a segurança dos EUA também é a segurança da Gronelândia e da Dinamarca” e que o território “já faz parte da NATO”.
“O Reino da Dinamarca e os Estados Unidos trabalham juntos para garantir a segurança no Ártico”, continuou. “Levamos a nossa segurança conjunta a sério. E sim, esperamos total respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca”.
Katie Miller foi durante algum tempo conselheira e porta-voz da comissão para a eficiência governamental Doge, na altura dirigida por Elon Musk, antes de ser empregada pelo bilionário no sector privado. A publicação que fez nas redes sociais acionou os temores de uma futura anexação da Gronelândia.
Em plena ofensiva norte-americana em território venezuelano, a publicação de Katie Miller foi interpretada como uma provocação, principalmente considerando o histórico recente de declarações de Donald Trump sobre as intenções de anexar o território insular ártico.
SOON pic.twitter.com/XU6VmZxph3
— Katie Miller (@KatieMiller) January 3, 2026
A Gronelândia é um território autónomo que pertence ao Reino da Dinamarca e tem sido cobiçada por pelo presidente norte-americano. As tensões entre os dois países foram reativadas após o anúncio, no final de dezembro, de Trump sobre a nomeação de um enviado especial para este vasto território autónomo dinamarquês e pela insistência de que os Estados Unidos “precisam” da Gronelândia por questões de segurança.
O embaixador da Dinamarca em Washington reagiu à publicação, respostando a polémica imagem de Katie Miller, lembrando os laços diplomáticos e de defesa entre os dois países e apelando ao “respeito total pela integridade” do território.
“Apenas um lembrete amigável sobre os EUA e o Reino da Dinamarca: somos aliados próximos e devemos continuar a trabalhar juntos como tal”, escreveu Jesper Moller Sorensen, acrescentando que “a segurança dos EUA também é a segurança da Gronelândia e da Dinamarca” e que o território “já faz parte da NATO”.
“O Reino da Dinamarca e os Estados Unidos trabalham juntos para garantir a segurança no Ártico”, continuou. “Levamos a nossa segurança conjunta a sério. E sim, esperamos total respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca”.
Katie Miller foi durante algum tempo conselheira e porta-voz da comissão para a eficiência governamental Doge, na altura dirigida por Elon Musk, antes de ser empregada pelo bilionário no sector privado. A publicação que fez nas redes sociais acionou os temores de uma futura anexação da Gronelândia.
Especialistas consideram que a operação norte-americana na Venezuela, no sábado, funciona como um aviso aos aliados dos Estados Unidos preocupados com as ameaças de Trump de apoderar-se de recursos estratégicos, começando pela sua declarada intenção de anexar a Gronelândia.
Aliás, numa entrevista este domingo à revista The Atlantic, Trump reafirmou que a Venezuela pode não ser o último país sujeito à intervenção norte-americana.
"Precisamos da Gronelândia, com certeza", disse à publicação, após a operação militar de sábado, alegando que o território autónomo está "cercado por navios russos e chineses".
"Precisamos da Gronelândia, com certeza", disse à publicação, após a operação militar de sábado, alegando que o território autónomo está "cercado por navios russos e chineses".