Mundo
Diretor da CIA em Cuba para reuniões com altos funcionários do governo de Havana
O Governo cubano confirmou esta quinta-feira que uma delegação norte-americana liderada pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu com o homólogo cubano deste, no Ministério do Interior, em Havana.
A presença de um avião do governo norte-americano, no aeroporto internacional da capital cubana, após apelo de Trump para negociações, deu azo a várias especulações, levando depois ao comunicado do governo cubano, divulgado pela emissora estatal Cuba Debate.
"Ambos os lados sublinharam o seu interesse em desenvolver a cooperação bilateral entre as agências de informações, visando a segurança de ambos os países, bem como a segurança regional e internacional", referiu o comunicado. O governo afirmou ainda ter dito à delegação norte-americana que Cuba não representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
"Ambos os lados sublinharam o seu interesse em desenvolver a cooperação bilateral entre as agências de informações, visando a segurança de ambos os países, bem como a segurança regional e internacional", referiu o comunicado. O governo afirmou ainda ter dito à delegação norte-americana que Cuba não representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
A visita de Ratcliffe foi breve e o seu avião foi visto a deixar Cuba durante a tarde.
Há uns dias, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciara que os dois adversários de longa data "iriam conversar".
A recente aproximação entre Washington e Havana coincide com protestos
no país devido à constante quebra de fornecimento de eletricidade, causada em grande parte pelo bloqueio petrolífero norte-americano a Cuba e após Havana ter perdido o apoio da Venezuela de Nicolás Maduro.
"Pronto" a aceitar ajuda dos EUA
O fornecimento de eletricidade, precário, tem vindo a agravar-se na ilha, devido ao esgotamento das reservas de gasóleo e fuelóleo que alimentam os geradores, complementares à produção de electricidade das sete
centrais termoeléctricas do país.
Sem opções perante a crescente revolta popular, o governo cubano afirmou, esta quinta-feira, estar
"pronto" a considerar uma proposta de ajuda dos EUA no valor de 100
milhões de dólares. Washington renovou quarta-feira a sua oferta de 100 milhões de dólares de ajuda dos Estados Unidos, sob a condição de que a distribuição seja feita pela Igreja Católica, sem passar pelo Governo comunista.
Acreditando que tal ajuda, se cumprir os padrões humanitários internacionais, não encontraria obstáculos por parte do governo cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel não deixou de apontar a responsabilidade de Washintong na crise,.
O fim do bloqueio imposto pelos EUA seria uma forma mais simples de ajudar a ilha, considerou.
"Seria possível mitigar os danos mais facilmente e rapidamente suspendendo ou flexibilizando o bloqueio, uma vez que é do conhecimento geral que a situação humanitária na ilha é friamente calculada e provocada" por Washington, declarou Díaz-Canel na rede X.
"Acendam as luzes"
Os repetidos cortes de energia causaram na noite de quarta-feira uma rara agitação política expontânea em Havana. Os residentes manifestaram o seu desesperam com os apagões que podem durar 20 horas, ou até mais.
Moradores de vários bairros da capital bateram em panelas e frigideiras para expressar a sua frustração, segundo relatos recolhidos pela AFP. "Acendam as luzes!", gritavam os moradores de Playa, um bairro na zona oeste da capital. Na quarta-feira, o Ministro da Energia e Minas afirmou que a ilha não tinha "absolutamente nenhum fuelóleo e absolutamente nenhum gasóleo" para os geradores. Indicou ainda que as 100 mil toneladas de crude do petroleiro russo, autorizado a atracar no final de março, já tinham sido "esgotadas".
"Seria possível mitigar os danos mais facilmente e rapidamente suspendendo ou flexibilizando o bloqueio, uma vez que é do conhecimento geral que a situação humanitária na ilha é friamente calculada e provocada" por Washington, declarou Díaz-Canel na rede X.
"Acendam as luzes"
Os repetidos cortes de energia causaram na noite de quarta-feira uma rara agitação política expontânea em Havana. Os residentes manifestaram o seu desesperam com os apagões que podem durar 20 horas, ou até mais.
Moradores de vários bairros da capital bateram em panelas e frigideiras para expressar a sua frustração, segundo relatos recolhidos pela AFP. "Acendam as luzes!", gritavam os moradores de Playa, um bairro na zona oeste da capital. Na quarta-feira, o Ministro da Energia e Minas afirmou que a ilha não tinha "absolutamente nenhum fuelóleo e absolutamente nenhum gasóleo" para os geradores. Indicou ainda que as 100 mil toneladas de crude do petroleiro russo, autorizado a atracar no final de março, já tinham sido "esgotadas".
A situação, já crítica nos últimos dias, agravou-se ainda mais na manhã
de quinta-feira, com sete das 15 províncias a sofrerem com apagões.
Ao
meio-dia, porém, quatro províncias já tinham sido novamente ligadas à
rede elétrica nacional, segundo as autoridades.
A empresa de energia anunciou ainda na quinta-feira que a central termoelétrica de Antonio Guiteras, localizada a cerca de 100 km de Havana e responsável pela maior parte do fornecimento de eletricidade do país, tinha sido desligada da rede devido a uma "fuga na caldeira".
As reparações poderão demorar vários dias, de acordo com as autoridades.
A empresa de energia anunciou ainda na quinta-feira que a central termoelétrica de Antonio Guiteras, localizada a cerca de 100 km de Havana e responsável pela maior parte do fornecimento de eletricidade do país, tinha sido desligada da rede devido a uma "fuga na caldeira".
As reparações poderão demorar vários dias, de acordo com as autoridades.