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Disparo de mísseis norte-coreanos antecede manobras de EUA e Coreia do Sul
Um submarino norte-coreano lançou no último domingo dois mísseis de cruzeiro, avança a agência estatal KCNA. Este lançamento por parte do regime de Kim Jong-un acontece numa altura em que Estados Unidos e Coreia do Sul se preparam para novos exercícios militares conjuntos.
A agência norte-coreana salientou esta segunda-feira a confiança nas unidades submarinas que integram o programa nuclear do regime de matriz estalinista.
Já Seul diz estar em alerta máximo, num momento em que leva a cabo, com os Estados Unidos, uma análise das especificidades do lançamento.Começam esta segunda-feira os maiores exercícios militares, desde 2017, protagonizados por norte-americanos e sul-coreanos, sob a designação Freedom Shield 23. As manobras visam fortalecer a cooperação bilateral.
A Coreia do Norte tem contestado os exercícios militares na porção meridional da Penínsul Coreana, afirmando que estes são ensaios para uma invasão. Os repetidos ensaios de mísseis constituem a resposta do regime de Kim Jong-un.
“É uma pena que a Coreia do Norte use os nossos exercícios militares como um pretexto para provocar-nos. Espero que a Coreia do Norte perceba que não há nada a ganhar em escalar tensões na Península Coreana”, disse Koo Byoung-sam, porta-voz do ministro sul-coreano da Unificação.
A KCNA indicou que o objetivo da Coreia do Norte, ao lançar dois mísseis, foi mostrar controlo numa situação em que “imperialistas dos Estados Unidos e marionetas da Coreia do Sul estão a realizar testes militares cada vez mais disfarçados”.Os mísseis foram lançados através de um submarino Yongung às primeiras horas de domingo.
Leif-Eric Easley, professor da Universidade de Ewha, em Seul, explicou que este lançamento da Coreia do Norte mostra que é uma ameaça para os Estados Unidos e seus aliados e que o acontecimento tem de ser levado a sério, lembrando, mesmo assim, que o regime de Kim Jong-un pode estar a exagerar os seus feitos.
“O regime quer mostrar que consegue igualar ou ultrapassar as capacidades que irão ser demonstradas durante os testes entre Estados Unidos e Coreia do Sul. No entanto, a realidade é que os soldados da Coreia do Norte passam fome e estão a ser mandados para os campos para ajudar com a falta de comida no país”, explicou Easley.
Hirokazu Matsuno, do Governo japonês, disse não ter tido informações de que os mísseis norte-coreanos tivessem chegado a águas japonesas. “Se o anúncio da Coreia do Norte de que os mísseis tiveram um alcance de 1.500 quilómetros for verdade, existe uma ameaça à estabilidade e paz da região”, acrescentou Matsuno.
c/ agências
Já Seul diz estar em alerta máximo, num momento em que leva a cabo, com os Estados Unidos, uma análise das especificidades do lançamento.Começam esta segunda-feira os maiores exercícios militares, desde 2017, protagonizados por norte-americanos e sul-coreanos, sob a designação Freedom Shield 23. As manobras visam fortalecer a cooperação bilateral.
A Coreia do Norte tem contestado os exercícios militares na porção meridional da Penínsul Coreana, afirmando que estes são ensaios para uma invasão. Os repetidos ensaios de mísseis constituem a resposta do regime de Kim Jong-un.
“É uma pena que a Coreia do Norte use os nossos exercícios militares como um pretexto para provocar-nos. Espero que a Coreia do Norte perceba que não há nada a ganhar em escalar tensões na Península Coreana”, disse Koo Byoung-sam, porta-voz do ministro sul-coreano da Unificação.
A KCNA indicou que o objetivo da Coreia do Norte, ao lançar dois mísseis, foi mostrar controlo numa situação em que “imperialistas dos Estados Unidos e marionetas da Coreia do Sul estão a realizar testes militares cada vez mais disfarçados”.Os mísseis foram lançados através de um submarino Yongung às primeiras horas de domingo.
Leif-Eric Easley, professor da Universidade de Ewha, em Seul, explicou que este lançamento da Coreia do Norte mostra que é uma ameaça para os Estados Unidos e seus aliados e que o acontecimento tem de ser levado a sério, lembrando, mesmo assim, que o regime de Kim Jong-un pode estar a exagerar os seus feitos.
“O regime quer mostrar que consegue igualar ou ultrapassar as capacidades que irão ser demonstradas durante os testes entre Estados Unidos e Coreia do Sul. No entanto, a realidade é que os soldados da Coreia do Norte passam fome e estão a ser mandados para os campos para ajudar com a falta de comida no país”, explicou Easley.
Hirokazu Matsuno, do Governo japonês, disse não ter tido informações de que os mísseis norte-coreanos tivessem chegado a águas japonesas. “Se o anúncio da Coreia do Norte de que os mísseis tiveram um alcance de 1.500 quilómetros for verdade, existe uma ameaça à estabilidade e paz da região”, acrescentou Matsuno.
c/ agências