Dois mortos em ataques russos após alerta de mísseis
Ataques russos entre domingo e hoje causaram dois mortos em Kiev e nos arredores, anunciaram as autoridades locais, depois de o exército ucraniano alertar que todo o país estava sob ameaça de mísseis.
Na capital, "uma pessoa morreu no ataque", disse o chefe da administração militar, Tymour Tkatchenko, na plataforma de mensagens Telegram, enquanto as autoridades locais indicaram que um estabelecimento médico foi atingido.
Nos arredores, os bombardeamentos atingiram várias habitações e "infraestruturas críticas", matando um homem na localidade de Fastiv, de acordo com o responsável pela administração militar regional, Mykola Kalachnyk.
"Toda a Ucrânia está sob a ameaça de mísseis!", tinha alertado anteriormente a aviação ucraniana no Telegram.
Estes ataques ocorrem um dia antes de uma reunião em Paris dos países aliados de Kiev para tentar avançar com uma resolução do conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Para preparar o encontro, conselheiros de segurança de 15 países, incluindo França, Alemanha e Canadá, bem como representantes da União Europeia e da NATO, reuniram-se na capital ucraniana no sábado.
Steve Witkoff, emissário do líder norte-americano, Donald Trump, participou remotamente nas discussões, dedicadas aos detalhes da última versão do plano para o fim do conflito com a Rússia.
O esforço diplomático, impulsionado pelo Presidente norte-americano foi travado por alegações de Moscovo, que acusou Kiev de ter atacado com 91 drones, na noite de 28 para 29 de dezembro, uma residência de Vladimir Putin.
Kiev desmentiu a acusação, que disse ter como objetivo servir de pretexto para novos ataques contra a Ucrânia e minar as negociações diplomáticas. Os europeus também expressaram dúvidas quanto à veracidade do ataque.
"Não creio que este ataque tenha ocorrido", afirmou Donald Trump no domingo à noite a bordo do avião presidencial, observando que "ninguém sabia até ao momento" se as alegações russas eram verdadeiras.
O Kremlin advertiu na terça-feira que "as consequências" deste ataque se traduziriam num "endurecimento da posição negocial" da Rússia.