Mundo
Donald Trump substitui chefe de gabinete por John Kelly
O Presidente norte-americano, Donald Trump, substituiu hoje o chefe de gabinete da Casa Branca, Reince Priebus, e nomeou para o seu lugar o secretário da Segurança Interna, general John Kelly.
“Tenho o prazer de vos informar que acabo de nomear o general John Kelly comochefe de gabinete da Casa Branca”, anunciou Donald Trump, através de uma mensagem na sua conta na rede social Twitter.
“Agradeço a Reince Priebus pelo seu serviço (…). Estou orgulhoso dele”, acrescentou Trump, em mensagem separada.
Priebus terá pedido ele prórprio para sair, depois de uma semana de inferno.
A sua saída está intimamente ligada à nomeação do novo diretor de comunicação da Casa Branca, Anthony Scaramucci - que foi feita de surpresa e nas costas do próprio chefe de gabinete e do estratega da Administração, Steve Bannon - e que provocou a demissão do delfim de Priebus, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.
Scaramucci é uma escolha de Trump instigada pela sua filha Ivanka e pelo genro, Jared Kushner. A forma como foi feita mostra que o casal tem cada vez mais importância na Administração.
A atitude de Trump afastou desde logo Priebus do poder em várias frentes. Primeiro, por não o consultar sobre a escolha, quando se esperava que fosse Priebus a indicar um novo nome para o cargo de diretor de comunicação, vago desde maio.
Depois, por anunciar a nomeação de Scaramucci de surpresa. E finalmente por, ao provocar a demissão de Spicer, subtrair a Priebus influência sobre uma área crucial da Administração.
Apesar de na semana passada a Casa Branca tentar manter uma frente unida, com Spicer e Priebus a elogiarem a escolha de Scaramucci, vários rumores davam conta de discussões acesas.
Também Steve Bannon, o estratega de Trump, se viu ultrapassado e poderá ser a próxima baixa da equipa.
A demissão do chefe de gabinete era uma questão de tempo, ainda mais depois da divulgação das declarações de Scaramucci à New Yorker, em que o classificou como “um esquizofrénico paranoico, um paranoico”.
O problema das fugas
Além do ataque a Priebus divulgado na noite de quinta-feira, Scaramucci fez outros, com recurso a linguagem grosseira.
Nomeado em 21 de julho por Trump, este financeiro de Wall Street tem-se desmultiplicado em declarações polémicas e já prometeu grandes mudanças na comunicação do executivo dos EUA.
Um dos seus grandes objetivos é parar com as fugas de informação e as revelações sobre o governo de Trump, que fazem as delícias da imprensa.
Em texto publicado na noite de quinta-feira pela New Yorker, o correspondente desta publicação em Washington relata uma conversa telefónica que teve na véspera com Scaramucci, furioso com uma mensagem deste jornalista na rede social Twitter revelando um jantar entre Trump, a sua esposa, Melania, e dirigentes da cadeia televisiva Fox News.
“Quem vos disse isso?”, perguntou Scaramucci.
Perante a recusa do jornalista em revelar a sua fonte, o novo dirigente da comunicação da Casa Branca ameaçou: “Vou eliminar toda a equipa de comunicação e começar do zero! Vou despedi-los todos”.
Bannon, a terceira vítima?
Ainda segundo este artigo, Scaramucci atacou depois, de forma particularmente grosseira, o secretário-geral da Casa Branca, Reince Priebus, um dirigente do Partido Republicano do qual suspeitava ser o organizador das fugas de informação.
Depois, com recurso a um vocabulário sexual extremamente grosseiro, Scaramucci atacou Steve Bannon, o muito polémico estratega da Casa Branca, próximo da extrema-direita, a quem acusou de ter a sua própria agenda: “Eu não sou Steve Bannon. Não procuro chupar o meu próprio pénis”.
Perante a polémica provocada por tais declarações, Scaramucci procurou emendar a mão. Na rede social Twitter colocou a mensagem “Por vezes, exprimo-me com uma linguagem colorida. Vou abster-me de o fazer, mas não vou renunciar ao meu combate apaixonado pelo programa de @realDonaldTrump”.
Nascido em Long Island, no Estado de Nova Iorque, numa família de imigrantes italianos de classe média, diplomado por Harvard, com uma passagem pelo banco Goldman Sachs, responsável por fundos de investimento para clientes riquíssimos, Scaramucci é um grande contribuinte para o partido republicano.
Em 2012, foi tesoureiro da campanha presidencial de Mitt Romney.
c/Lusa
I am pleased to inform you that I have just named General/Secretary John F Kelly as White House Chief of Staff. He is a Great American....
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 28 de julho de 2017
O Presidente acrescentou que Kelly é "um Grande Líder", uma "verdadeira estrela da minha Administração"....and a Great Leader. John has also done a spectacular job at Homeland Security. He has been a true star of my Administration
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 28 de julho de 2017
“Agradeço a Reince Priebus pelo seu serviço (…). Estou orgulhoso dele”, acrescentou Trump, em mensagem separada.
Vitória de Ivanka e de JaredI would like to thank Reince Priebus for his service and dedication to his country. We accomplished a lot together and I am proud of him!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 28 de julho de 2017
Priebus terá pedido ele prórprio para sair, depois de uma semana de inferno.
A sua saída está intimamente ligada à nomeação do novo diretor de comunicação da Casa Branca, Anthony Scaramucci - que foi feita de surpresa e nas costas do próprio chefe de gabinete e do estratega da Administração, Steve Bannon - e que provocou a demissão do delfim de Priebus, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.
Scaramucci é uma escolha de Trump instigada pela sua filha Ivanka e pelo genro, Jared Kushner. A forma como foi feita mostra que o casal tem cada vez mais importância na Administração.
A atitude de Trump afastou desde logo Priebus do poder em várias frentes. Primeiro, por não o consultar sobre a escolha, quando se esperava que fosse Priebus a indicar um novo nome para o cargo de diretor de comunicação, vago desde maio.
Depois, por anunciar a nomeação de Scaramucci de surpresa. E finalmente por, ao provocar a demissão de Spicer, subtrair a Priebus influência sobre uma área crucial da Administração.
Apesar de na semana passada a Casa Branca tentar manter uma frente unida, com Spicer e Priebus a elogiarem a escolha de Scaramucci, vários rumores davam conta de discussões acesas.
Também Steve Bannon, o estratega de Trump, se viu ultrapassado e poderá ser a próxima baixa da equipa.
A demissão do chefe de gabinete era uma questão de tempo, ainda mais depois da divulgação das declarações de Scaramucci à New Yorker, em que o classificou como “um esquizofrénico paranoico, um paranoico”.
O problema das fugas
Além do ataque a Priebus divulgado na noite de quinta-feira, Scaramucci fez outros, com recurso a linguagem grosseira.
Nomeado em 21 de julho por Trump, este financeiro de Wall Street tem-se desmultiplicado em declarações polémicas e já prometeu grandes mudanças na comunicação do executivo dos EUA.
Um dos seus grandes objetivos é parar com as fugas de informação e as revelações sobre o governo de Trump, que fazem as delícias da imprensa.
Em texto publicado na noite de quinta-feira pela New Yorker, o correspondente desta publicação em Washington relata uma conversa telefónica que teve na véspera com Scaramucci, furioso com uma mensagem deste jornalista na rede social Twitter revelando um jantar entre Trump, a sua esposa, Melania, e dirigentes da cadeia televisiva Fox News.
“Quem vos disse isso?”, perguntou Scaramucci.
Perante a recusa do jornalista em revelar a sua fonte, o novo dirigente da comunicação da Casa Branca ameaçou: “Vou eliminar toda a equipa de comunicação e começar do zero! Vou despedi-los todos”.
Bannon, a terceira vítima?
Ainda segundo este artigo, Scaramucci atacou depois, de forma particularmente grosseira, o secretário-geral da Casa Branca, Reince Priebus, um dirigente do Partido Republicano do qual suspeitava ser o organizador das fugas de informação.
Depois, com recurso a um vocabulário sexual extremamente grosseiro, Scaramucci atacou Steve Bannon, o muito polémico estratega da Casa Branca, próximo da extrema-direita, a quem acusou de ter a sua própria agenda: “Eu não sou Steve Bannon. Não procuro chupar o meu próprio pénis”.
Perante a polémica provocada por tais declarações, Scaramucci procurou emendar a mão. Na rede social Twitter colocou a mensagem “Por vezes, exprimo-me com uma linguagem colorida. Vou abster-me de o fazer, mas não vou renunciar ao meu combate apaixonado pelo programa de @realDonaldTrump”.
Nascido em Long Island, no Estado de Nova Iorque, numa família de imigrantes italianos de classe média, diplomado por Harvard, com uma passagem pelo banco Goldman Sachs, responsável por fundos de investimento para clientes riquíssimos, Scaramucci é um grande contribuinte para o partido republicano.
Em 2012, foi tesoureiro da campanha presidencial de Mitt Romney.
c/Lusa