Mundo
Donald Trump divulga número de telefone de adversário republicano
Há mais um capítulo no longo inventário de gaffes e declarações polémicas de Donald Trump na corrida às eleições presidenciais de 2016. Desta vez, o candidato republicano revelou na televisão o número de telefone do adversário interno Lindsey Graham, durante um evento com apoiantes na Carolina do Sul.
A revelação aconteceu depois de Graham, um dos 16 candidatos republicanos às eleições primárias, ter tratado Trump de “imbecil”. Esta troca de recriminações junta-se ao coro de críticas no seio do próprio partido pela forma como o empresário multimilionário tem conduzido a campanha.
As reprovações de todos os quadrantes políticos dos Estados Unidos fizeram-se ouvir sobretudo depois de Donald Trump ter desvalorizado a carreira do antigo candidato republicano John McCain como veterano.
“Ele não é um herói de guerra. Um herói de guerra, por ter sido capturado? Eu gosto de pessoas que não foram capturadas”, foram as polémicas declarações do republicano no passado domingo que atearam a discussão entre os aspirantes a candidatos presidenciais.
John McCain serviu o exército norte-americano como piloto nos anos 70, durante o conflito no Vietname, onde foi capturado e feito prisioneiro de guerra durante cinco anos e meio.
Em resposta às declarações incendiárias, Rick Perry, outro candidato republicano, considerou que as declarações de Trump “são o novo ponto baixo na política norte-americana”. Rick Perry diz que o candidato “deve um pedido de desculpas a todos os veteranos, em particular a John McCain”.
Jeb Bush, um dos candidatos favoritos à corrida contra Hillary Clinton em novembro de 2016, escreveu no Twitter: “Chega de ataques caluniosos. O senador John McCain e todos os nossos veteranos, particularmente os prisioneiros de guerra, merecem o nosso respeito e admiração”.
Lindsey Graham pediu a Trump que “não fosse o maior imbecil do mundo”, a quem o candidato respondeu ao divulgar o número de telefone num evento público que teve lugar na terça-feira à noite, na Carolina do Sul, depois de lhe chamar “idiota” e “de pouca relevância”.
A revelação do número levou a que apoiantes e simpatizantes de Trump enchessem a linha telefónica do adversário: “Tentem ligar-lhe. Ele não vai resolver nada, mas acho que ao menos fala convosco”.
Várias cadeias televisivas e jornais tentaram sem sucesso o contato com o candidato através do número divulgado. No Twitter, Graham reagiu em tom sarcástico: “Provavelmente vou comprar um novo telefone. iPhone ou Android?”
“Devido à campanha bombástica e ridícula de Trump, não estamos a discutir o acordo horroroso com o Irão, ou os planos de Hillary Clinton em seguir com a agenda falhada de Obama no que diz respeito à segurança nacional”, acrescenta o comunicado.
Ainda assim, apesar de toda a polémica em que tem estado envolto em pouco mais de um mês de campanha, Donald Trump surgia como candidato favorito dos republicanos numa sondagem do Washington Post e ABC News, publicada a 20 de julho.
O Washington Post refere que os resultados foram obtidos ainda antes das declarações sobre John McCain, que poderá vir a ter repercussões nos resultados. Ainda assim, o inquérito indicava que Trump consegue reunir 24 por cento das intenções de voto nas eleições primárias, uma diferença confortável sobre Scott Walker e Jeb Bush, que conseguem apenas 13 e 12 por cento, respetivamente.
Mexicanos, entre outras polémicas
Polémica atrás de polémica, a verdade é que o magnata americano, nascido em Nova Iorque em 1946, é um dos candidatos com melhor posicionamento na corrida presidencial. Mais do que qualquer outro dos 15 candidatos republicanos, o empresário tem conseguido manter-se no topo da atualidade, ofuscando as restantes campanhas no debate público.
As críticas endereçadas a John McCain e a revelação do número de telefone de Graham não são as primeiras a merecer a condenação de representantes dois principais partidos dos Estados Unidos. Ao longo de um mês de campanha, destacou-se também o comentário sobre os imigrantes mexicanos, que muitos vieram a considerar xenófobo e ofensivo.
“Quando é que derrotamos o México na fronteira? Eles riem-se de nós, da nossa estupidez. Estão a trazer drogas, trazem o crime, são violadores e, alguns deles, assumo que sejam boas pessoas”, disse o candidato, depois de defender a construção de um “grande, grande muro” na fronteira entre os EUA e o México.
Hillary Clinton, favorita entre os democratas, considerava depois das declarações sobre os mexicanos: “É vergonhoso e ninguém deve defender essas posições. Só tenho uma palavra para o Sr. Trump: basta, chega!”
Das declarações radicais resultaram decisões editoriais radicais. O exemplo mais sonante é mesmo do Huffington Post, que decidiu incluir a cobertura da campanha de Donald Trump na seção de “entretenimento (…) ao lado das Kardashian”, esclarece a publicação, numa nota divulgada na última segunda-feira.
“A campanha de Trump é um espetáculo secundário. Não vamos morder o isco”, acrescenta o jornal norte-americano.
As reprovações de todos os quadrantes políticos dos Estados Unidos fizeram-se ouvir sobretudo depois de Donald Trump ter desvalorizado a carreira do antigo candidato republicano John McCain como veterano.
“Ele não é um herói de guerra. Um herói de guerra, por ter sido capturado? Eu gosto de pessoas que não foram capturadas”, foram as polémicas declarações do republicano no passado domingo que atearam a discussão entre os aspirantes a candidatos presidenciais.
John McCain serviu o exército norte-americano como piloto nos anos 70, durante o conflito no Vietname, onde foi capturado e feito prisioneiro de guerra durante cinco anos e meio.
Em resposta às declarações incendiárias, Rick Perry, outro candidato republicano, considerou que as declarações de Trump “são o novo ponto baixo na política norte-americana”. Rick Perry diz que o candidato “deve um pedido de desculpas a todos os veteranos, em particular a John McCain”.
Jeb Bush, um dos candidatos favoritos à corrida contra Hillary Clinton em novembro de 2016, escreveu no Twitter: “Chega de ataques caluniosos. O senador John McCain e todos os nossos veteranos, particularmente os prisioneiros de guerra, merecem o nosso respeito e admiração”.
Enough with the slanderous attacks. @SenJohnMcCain and all our veterans - particularly POWs have earned our respect and admiration.
— Jeb Bush (@JebBush) July 18, 2015
À frente nas sondagens
Lindsey Graham pediu a Trump que “não fosse o maior imbecil do mundo”, a quem o candidato respondeu ao divulgar o número de telefone num evento público que teve lugar na terça-feira à noite, na Carolina do Sul, depois de lhe chamar “idiota” e “de pouca relevância”.
A revelação do número levou a que apoiantes e simpatizantes de Trump enchessem a linha telefónica do adversário: “Tentem ligar-lhe. Ele não vai resolver nada, mas acho que ao menos fala convosco”.
Várias cadeias televisivas e jornais tentaram sem sucesso o contato com o candidato através do número divulgado. No Twitter, Graham reagiu em tom sarcástico: “Provavelmente vou comprar um novo telefone. iPhone ou Android?”
Probably getting a new phone. iPhone or Android?
— Lindsey Graham (@LindseyGrahamSC) July 21, 2015
Christian Ferry, diretor de campanha de Graham, referia em reação que Trump está “mal preparado” para ser presidente, e que as duas pessoas “mais entusiasmadas” com a sua candidatura são os democratas Barack Obama e Hillary Clinton.“Devido à campanha bombástica e ridícula de Trump, não estamos a discutir o acordo horroroso com o Irão, ou os planos de Hillary Clinton em seguir com a agenda falhada de Obama no que diz respeito à segurança nacional”, acrescenta o comunicado.
Ainda assim, apesar de toda a polémica em que tem estado envolto em pouco mais de um mês de campanha, Donald Trump surgia como candidato favorito dos republicanos numa sondagem do Washington Post e ABC News, publicada a 20 de julho.
O Washington Post refere que os resultados foram obtidos ainda antes das declarações sobre John McCain, que poderá vir a ter repercussões nos resultados. Ainda assim, o inquérito indicava que Trump consegue reunir 24 por cento das intenções de voto nas eleições primárias, uma diferença confortável sobre Scott Walker e Jeb Bush, que conseguem apenas 13 e 12 por cento, respetivamente.
Mexicanos, entre outras polémicas
Polémica atrás de polémica, a verdade é que o magnata americano, nascido em Nova Iorque em 1946, é um dos candidatos com melhor posicionamento na corrida presidencial. Mais do que qualquer outro dos 15 candidatos republicanos, o empresário tem conseguido manter-se no topo da atualidade, ofuscando as restantes campanhas no debate público.
As críticas endereçadas a John McCain e a revelação do número de telefone de Graham não são as primeiras a merecer a condenação de representantes dois principais partidos dos Estados Unidos. Ao longo de um mês de campanha, destacou-se também o comentário sobre os imigrantes mexicanos, que muitos vieram a considerar xenófobo e ofensivo.
“Quando é que derrotamos o México na fronteira? Eles riem-se de nós, da nossa estupidez. Estão a trazer drogas, trazem o crime, são violadores e, alguns deles, assumo que sejam boas pessoas”, disse o candidato, depois de defender a construção de um “grande, grande muro” na fronteira entre os EUA e o México.
Hillary Clinton, favorita entre os democratas, considerava depois das declarações sobre os mexicanos: “É vergonhoso e ninguém deve defender essas posições. Só tenho uma palavra para o Sr. Trump: basta, chega!”
Das declarações radicais resultaram decisões editoriais radicais. O exemplo mais sonante é mesmo do Huffington Post, que decidiu incluir a cobertura da campanha de Donald Trump na seção de “entretenimento (…) ao lado das Kardashian”, esclarece a publicação, numa nota divulgada na última segunda-feira.
“A campanha de Trump é um espetáculo secundário. Não vamos morder o isco”, acrescenta o jornal norte-americano.