Donald Trump. Prazo de terça-feira para Irão fechar acordo é final

Donald Trump. Prazo de terça-feira para Irão fechar acordo é final

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que o prazo de terça-feira que estabeleceu para o Irão fechar um acordo é definitivo, acrescentando que "a proposta do Irão é significativa, mas não o suficiente".

Graça Andrade Ramos - RTP /
Evan Vucci - Reuters

Repetindo argumentos já avançados, Trump referiu que "a guerra poderia terminar muito rapidamente se fizessem o que têm de fazer". "Podíamos sair agora mesmo, mas quero terminar isto. Espero que acabe depressa", acrescentou. Respondendo aos jornalistas ao lado de um enorme Coelho da Páscoa, durante a Caça aos Ovos com que a Casa Branca assinala tradicionalmente as celebrações pascais, o presidente norte-americano repetiu que "a guerra resume-se a uma coisa: o Irão não pode ter armas nucleares". "São lunáticos e não se pode colocar armas nucleares nas mãos de um lunático".

O presidente norte-americano ameaçou atacar infraestruturas do Irão, como pontes e centrais elétricas, se Teerão não aceitar o acordo, proposto por Washington, até terça-feira.

O líder dos EUA recomendou a rendição aos clérigos xiitas que detêm o poder no Irão. "Se não o fizerem, não terão pontes. Não terão centrais elétricas. Não terão nada."

Acrescentou que "não irá mais longe, porque há outras coisas piores do que estas duas".

Esta estratégia "não me inquieta", afirmou, questionado sobre críticas que consideram a tática como crime de guerra.

Permitir que o Irão adquirisse armas nucleares é que seria um "crime de guerra", afirmou e ofereceu outra justificação referindo-se à repressão dos protestos por parte das autoridades iranianas: "matam manifestantes. São animais."

"Se pudesse escolher, o que gostaria de fazer? Levar o petróleo", reconheceu. "Porque está ali, à disposição. Não há nada que possam fazer quanto a isso".

"Infelizmente, o povo americano quer ver-nos regressar a casa", adiantou ainda, reconhecendo a pressão interna para acabar com o conflito.

"As pessoas com quem os EUA estão a negociar são razoáveis ​​e não tão radicalizadas", referiu também, apesar da rejeição da proposta norte-americana, momentos antes, por parte de Teerão.

Ao lado da primeira-dama, Melania Trump, o presidente norte-americano disse estar "muito chateado" com as respostas de Teerão. "Vão pagar um preço alto por isso" ameaçou. 
"Tiveram sorte"

Trump falou também sobre o resgate, ontem, de um aviador ferido que ficou isolado numa região montanhosa remota do Irão, depois de o seu avião ter sido abatido.

"É algo que raramente se vê", diz Trump sobre o resgate, classificando-o como difícil e de alto risco. "Não creio que exista um lugar mais hostil do que o Irão".

Afirmou ser difícil conduzir uma operação deste tipo em território de um inimigo "forte", mas acrescentou que o Irão não é tão forte como há um mês.

Desdenhando a capacidade ofensiva do Irão, o presidente dos EUA disse que os iranianos "têm ainda alguns mísseis e drones". "Tiveram sorte" com o ataque que abateu o caça, considerou.

Admitiu contudo que, "provavelmente, temos alguns helicópteros com muitos buracos de bala neste momento".

Trump insistiu ainda, no meio da intensa campanha de bombardeamentos entre os EUA e Israel, que "o povo iraniano ficará muito infeliz... quando estas bombas pararem".
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