Donald Trump quer aumentar armamento nuclear. O que diz Putin?

Em resposta ao desejo de Putin para que os mísseis nucleares russos penetrem no escudo defensivo do ocidente, Trump quer aumentar a capacidade nuclear dos Estados Unidos.

Jorge Almeida - RTP /
Lucas Jackson - Reuters

Foi novamente através do Twitter que Donald Trump deu a conhecer as suas ideias. O presidente eleito norte-americano escreveu que “os Estados Unidos devem fortalecer e expandir sua capacidade nuclear até ao momento em que o mundo chegue a acordo sobre as armas nucleares".

É uma resposta clara às últimas instruções de Vladimir Putin. Numa reunião com altos responsáveis das Forças Armadas russas, o presidente russo ordenou o reforço do "potencial militar das forças nucleares estratégicas, principalmente com sistemas de mísseis capazes de furar quaisquer escudos, já existentes ou futuros”.

Já esta sexta-feira na habitual conferência de imprensa de fim de ano, Valdimir Putin declarou que as intenções dos Estados Unidos são perfeitamente normais.

A preocupação do Kremlin deve-se à instalação na Polónia e na Roménia de uma parte da rede do sistema antimísseis do Pentágono. As garantias dadas por Washington que os meios de defesa são uma precaução contra um eventual ataque do Irão, parecem não ter convencido Moscovo.

O presidente russo Vladimir Putin. Foto: Reuters

As declarações dos líderes das duas superpotências fazem crer que voltou a corrida ao armamento nuclear depois da revisão em 2010 do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares sob a égide das Nações Unidas.

Estima-se que os Estados Unidos e a Rússia tenham 14.000 ogivas nucleares.

Os dias da guerra fria nunca estiveram tão perto. A cada semana que passa, as relações entre as duas grandes potências nucleares continuam a degradar-se.
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