Complexo petroquímico na Venezuela reinicia operações
Os trabalhadores do complexo foram aconselhados a não comparecer enquanto era realizada uma avaliação inicial dos danos, disseram anteriormente fontes do centro, acrescentando que foi detetada uma fuga num tanque de armazenamento na quarta-feira.
Ajuda à Venezuela vai exigir um "esforço coletivo massivo"
"Estamos totalmente mobilizados para apoiar o povo da Venezuela (...). Os próximos dias exigirão um esforço coletivo massivo para apoiar a resposta liderada pelo governo e para auxiliar as comunidades afetadas", disse Tom Fletcher em comunicado.
Forças Armadas portuguesas "disponíveis para assegurar meios aéreos na sequência dos sismos registados na Venezuela"
Em comunicado, o Ministério da Defesa Nacional anunciou que, "na sequência dos sismos registados na Venezuela, (...) que as Forças Armadas estão disponíveis para assegurar meios aéreos para transporte de pessoas e equipamentos, ações de repatriamento e apoio médico e logístico às populações afetadas, em coordenação com o MNE e de acordo com as solicitações efetuadas em cada momento".
Clientes da TAP com voos para Caracas até 30 julho podem alterar datas da viagem
No que diz respeito à sua operação para Caracas, a TAP informa, em comunicado publicado no site, que todos os clientes com bilhetes emitidos até 24 de junho, para voos de e para a capital venezuelana a realizar até 30 de julho, que podem alterar as datas da sua viagem para voos a realizar dentro da validade dos bilhetes de que são portadores.
Cinco portugueses desaparecidos após sismos na Venezuela
O ministro português dos Negócios Estrangeiros confirmou esta quinta-feira que há pelo menos cinco portugueses desaparecidos na sequência dos dois sismos que ocorreram na Venezuela.
Costa disponibiliza ajuda da UE em momento difícil
"As notícias que recebemos da Venezuela são profundamente devastadoras. Toda a nossa solidariedade e apoio ao povo venezuelano neste momento de enorme dor, após os terramotos que devastaram o país nas últimas horas", afirmou António Costa, numa publicação na rede social X.
"O nosso pensamento está com todos os afetados, com aqueles que perderam entes queridos e com todos os que participam nas operações de emergência e de resgate. A União Europeia está pronta para apoiar os esforços de resposta de emergência em cooperação com os nossos parceiros humanitários e acompanhar a Venezuela nestes momentos difíceis", adiantou o antigo primeiro-ministro português.Las noticias que recibimos de Venezuela son profundamente devastadoras.
— António Costa (@eucopresident) June 25, 2026
Toda nuestra solidaridad y apoyo al pueblo venezolano en estos momentos de enorme dolor, tras los terremotos que han asolado el país en las últimas horas.
Nuestro pensamiento está con todos los afectados,…
Portugal pode enviar 53 socorristas para a Venezuela
Equipas portuguesas em pré-aviso para seguirem para a Venezuela
Proteção Civil da Madeira disponível para apoiar a população venezuelana
Em comunicado, o Governo Regional indica que, através do Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC), "está pronto para cooperar com o Governo da República e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil no esforço internacional de apoio às populações afetadas por esta catástrofe".
O SRPC está disponível para "contribuir com as valências que se mostrem necessárias no âmbito da Busca e Resgate, emergência médica, apoio técnico ou assistência nas diferentes dimensões do Sistema de Proteção Civil Regional", lê-se na nota.
Presidente venezuelana confirma que equipas de socorro da ONU a caminho do país
Equipas especializadas de socorro coordenadas pela ONU estão a caminho da Venezuela para participar nas operações de busca de pessoas desaparecidas, possivelmente soterradas nos escombros, após os dois sismos que atingiram o país, anunciou hoje a presidente interina venezuelana.
"[Os socorristas] já estão a caminho do nosso país para participar nestes esforços", declarou Delcy Rodríguez numa intervenção transmitida pela televisão.
A presidente interina da Venezuela acrescentou ter falado com vários líderes estrangeiros e com um representante das Nações Unidas (ONU) na Venezuela.
Comunidade luso-venezuelana na Madeira preocupada com os familiares
Na Madeira vive uma grande comunidade venezuelana. E estão a ter dificuldade em contactar familiares que estão na Venezuela.
Venezuela. Equipas de resgate procuram sobreviventes nos escombros
As equipas de resgate estão numa corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes entre os escombros. Nas últimas horas, várias pessoas foram retiradas com vida, o que alimenta a esperança de familiares e operacionais no terreno.
Sismos na Venezuela. Não há notícia de portugueses entre as vítimas mortais
Informação avançada pelo secretário de Estado das Comunidades que revelou também à RTP que já foi possível realojar tripulações da TAP que estavam num hotel que ruiu.
Dois sismos abalaram a Venezuela
É uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes. A Venezuela foi atingida por 2 fortes Sismos, de 7.2 e 7.5 na escala de Richter. Há registo de 164 mortos e perto de mil feridos.
Rubio promete resposta "significativa, rápida e eficaz"
Sismo na Venezuela. População relatou momentos de pânico
No município de Chacao, em Caracas, dezenas de pessoas foram retiradas de um centro comercial. A população relatou os momentos de pânico.
Comunidade madeirense na Venezuela. Muitos portugueses incontactáveis ou desaparecidos
Equipas de resgate coordenadas pela ONU estão a caminho da Venezuela
Os socorristas "já estão a caminho do nosso país para participar nestes esforços", disse Delcy Rodríguez num comunicado televisivo.
A presidente interina acrescentou que falou com vários líderes estrangeiros e com um representante da ONU na Venezuela.
Equipas internacionais de resgate "têm de chegar já"
"A primeira ação, e com intervenção com possibilidade de retirar as pessoas dos edifícios que colapsaram, é feita pela própria população", explicou o especialista em Proteção Civil. "Só 15 por cento é que são retiradas pelos bombeiros. E depois à volta dos 30 por cento por equipas de Salvamento Urbano. E só 20 por cento é que vão ser retiradas por equipas de busca e salvamento internacionais".
Na primeira hora, a capacidade de sobrevivência é de 90 por cento. Nas primeiras 24 horas, a possibilidade de sobrevida é de 80 por cento. E no segundo dia, desce para 40 por cento.
Por isso, o especialista considera que é urgente priorizar as operações de busca e salvamento e devem ser feitas pelas equipas organizadas "dos países que estão mais próximo", como os Estados Unidos.
"Têm de chegar agora, não daqui a 76 horas", sublinhou.
Novo balanço aponta para 164 mortos e quase mil feridos
Cerca de trinta réplicas foram também registadas desde o segundo sismo, acrescentou a presidente. O balanço anterior apontava para 32 mortos e 700 feridos.
Governo português pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária
"A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa", escreveu Luís Montenegro, na rede social X.
A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa.
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) June 25, 2026
O Governo está a acompanhar a situação de perto e está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária.
À Venezuela e aos venezuelanos, aos…
O primeiro-ministro assegurou que "o Governo está a acompanhar a situação de perto e está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária".
"À Venezuela e aos venezuelanos, aos portugueses e aos lusodescendentes deixo uma palavra de firme apoio e de total solidariedade", refere ainda.
Comunidade internacional mobiliza-se para ajudar a Venezuela
Vários países da América Latina à Europa já vieram dar conta da sua disponibilidade para enviar ajuda para a Venezuela, abalada esta quarta-feira por dois sismos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter. Há registo de pelo menos 164 mortos e mais de 1000 feridos, mas as autoridades estimam números muito superiores.
Portugal reagiu durante a manhã de quinta-feira, exprimindo “profunda solidariedade a todo o povo venezuelano” num país com uma numerosa comunidade portuguesa e luso-descendente.
"A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa", escreveu Luís Montenegro, na rede social X.
Na rede social X, Marco Rubio acrescentou que os Estados Unidos “estão ao lado do povo venezuelano nestes tempos difíceis”.
Ainda antes, Donald Trump tinha adiantado na rede Truth Social que os Estados Unidos “estão dispostos e aptos a ajudar”.
“Os dois grandes sismos que acabaram de atingir o nobre povo da Venezuela são de uma enorme magnitude e deixaram um número devastador de mortos”, acrescentou. O presidente norte-americano adiantou por fim que instruiu “todas as agências do nosso Governo a prepararem-se e a agirem rapidamente. Estaremos lá para os nossos grandes novos amigos”.
Ajuda europeia e chinesa
A União Europeia indicou que está pronta para prestar auxílio após o forte sismo que atingiu a Venezuela. "Estamos prontos para aumentar a nossa assistência", afirmou a Comissária Europeia para as Situações de Crise, Hadja Lahbib, através da rede social X.
"A capacidade da equipa baseia-se no uso combinado de cães farejadores e de equipamento altamente especializado, como câmaras de busca e geofones", adiantou o Ministério espanhol da Defesa na rede social X.
A Alemanha já se prontificou a indicar que está disponível para enviar seis aeronaves com equipas de resgate e ajuda humanitária.
O Ministério alemão da Defesa adianta que poderá disponibilizar “o mais brevemente possível até seis aviões de transporte A400M assim que receber um pedido de assistência”. O envio destes aviões “permitiria, por exemplo, o transporte de pessoal e equipamento" da Defesa Civil alemã para a Venezuela.
Entretanto, o presidente francês Emmanuel Macron disponibilizou assistência do país, com o envio imediato de 85 socorristas.
A China, através do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, fez saber também que está pronta a prestar “toda a assistência possível".
América Latina garante apoio
Também na América Latina, vários países já se disponibilizaram para ajudar a Venezuela. A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou a sua solidariedade com o povo venezuelano e confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros já está em contacto com Caracas.
"Já instruí a preparação da ajuda necessária. Para já, solicitaram apoio junto de equipas de socorro e médicas especializadas", afirmou Sheinbaum.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a sua "profunda preocupação e consternação" com os sismos e revelou que ordenou uma "avaliação" da situação e "das medidas de assistência que o Brasil pode adotar".
"Reafirmo a nossa determinação em apoiar o Governo da Presidente Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas desta nação irmã, cujo povo demonstrou grande resiliência perante a adversidade", acrescentou.
Também o presidente do Equador, Daniel Noboa, transmitiu a sua "solidariedade" ao "povo irmão da Venezuela" e confirmou que providenciou "o envio imediato de ajuda humanitária para fazer face a esta emergência".
A Presidência da Argentina expressou a sua "mais profunda solidariedade para com o povo venezuelano" e garante que está a acompanhar de perto a evolução da situação, “independentemente de quaisquer diferenças que possam existir entre os nossos governos”.
“O presidente Javier Milei estende a sua mão de solidariedade ao povo venezuelano perante um desastre natural que exige uma resposta de toda a comunidade internacional", lê-se num comunicado assinado pelo próprio Presidente argentino.
Manifestou ainda “a sua disponibilidade para colaborar com qualquer assistência humanitária que seja necessária, em coordenação com as organizações internacionais competentes".
Há também a resposta de El Salvador, com o presidente Nayib Bukele a indicar que "300 socorristas e paramédicos, juntamente com 50 toneladas de equipamento, medicamentos e mantimentos essenciais, estão prontos para partir para Caracas".
População deve ficar longe de edifícios e atenta às recomendações das autoridades
"Tem de haver um trabalho das autoridades no terreno para tentarem identificar quais as infraestruturas terão sido afetadas e não oferecem condições", afirmou Fernando Carrilho. "As pessoas devem ficar no exterior e ficar atentas às recomendações".
Como explica o especialista, "há ainda a probabilidade de ocorrerem réplicas de magnitude mais elevada", o que pode gerar "danos ainda maiores".
Reunidas condições para um cenário terrível
"Estes dois sismos ocorrem numa fronteira entre placas, a zona não é estranha aos sismos", explicou. Segundo João Duarte Fonseca, no século XX foram registados vários sismos com "magnitude superior a seis, nesta zona".
"É uma zona de risco sísmico bastante elevado. Está numa fronteira de placas com características especiais. A placa das Caraíbas que se encontra para norte, move-se para leste e relação à placa sul americana que se encontra para sul".
ONU pede desbloqueio imediato das redes sociais e veículos noticiosos
"Nas próximas horas e dias, o acesso à informação será uma questão de vida ou de morte", declarou a Missão de Apuração de Factos da ONU sobre a Venezuela em comunicado, acrescentando estar "profundamente alarmada e entristecida".
"É essencial que um compromisso pleno com os direitos humanos oriente todos os aspetos da resposta nacional e internacional a esta imensa tragédia", afirmou a missão da ONU.
“Como primeiro passo crucial, é vital que a CONATEL (Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela), o regulador de telecomunicações do país, desbloqueie completamente o acesso às redes sociais e a todos os veículos de comunicação”, afirmou, acrescentando que “não há desculpa para não o fazer de imediato”.
Exército alemão pronto para enviar seis aeronaves para auxiliar a Venezuela
A Bundeswehr "pode disponibilizar, o mais rapidamente possível, até seis aviões de transporte A400M assim que for feito um pedido de assistência. Isto permitiria, por exemplo, o transporte de pessoal e equipamento" da Defesa Civil alemã para a Venezuela, afirmou o ministro da Defesa, Boris Pistorius, em comunicado.
Primeiras horas são importantes para encontrar sobreviventes
"É o que se está a fazer nas primeiras horas. Chegar o máximo de agentes aos locais", afirmou Jorge Silva, que adiantou que, a partir daí, deve começar-se a "retirar manualmente todos os pequenos destroços que possam estar a afetar essas possíveis vítimas e depois retira-las no máximo de segurança possível".
Há ainda operações de desobstrução das vias circulantes, para que as equipas e os meios de resgate possam chegar a todas as zonas que colapsaram.
"Temos um espaço temporal bastante curto, porque passado pouco tempo começa a haver necessidade de água e de alimentação" e ainda as oscilações térmicas a que as pessoas podem estar sujeitas.
Cenário de destruição
Presidente Regional da Madeira manda chefe de gabinete para Caracas
O presidente regional da Madeira revela preocupação com os últimos acontecimentos na Venezuela e diz fala numa situação constrangedora.
Miguel Albuquerque perante esta situação decidiu que vai enviar, segunda-feira, o chefe de gabinete para Caracas para se inteirar da situação.
Não há confirmação de vítimas portuguesas
O governante deixou ainda a garantia que Portugal está a acompanhar todos os portugueses residentes na Venezuela.
A grande prioridade neste momento são as equipas de resgate e salvamento e Portugal está pronto para enviar equipas de ajuda.
"Tem sido uma noite longa"
Ainda não há atualizações do estado la Guaira, anteriormente chamado de Vargas, sabe-se apenas que há pelo menos duas dezenas de edifícios que terão sofridos danos substanciais. Surgiu também a indicação de que terá ruído um hotel onde estavam alojadas muitas pessoas.
"Tem sido uma noite longa", afirmou Filipe Gouveia, recordando que ainda é de madrugada na Venezuela.
No bairro de San Bernardino, na capital venezuelana, onde vivem muitos portugueses, há registos de danos.
Sem grandes detalhes ainda sobre as comunidades portuguesas no país, o jornalista adiantou que há pelo menos uma cidadã portuguesa "incontactável" em La Gaira.
"Venezuela não está preparada para sismos desta violência"
Secretário de Estado das Comunidades sem informação de vítimas portuguesas, mas admite que "probabilidade é alta"
Emídio Sousa revela à RTP Antena 1 que não há, para já, relato de vítimas portuguesas, mas admite que, sendo a comunidade nacional numerosa na Venezuela, a probabilidade de haver vítimas é alta.
Hotel onde estava alojada tripulação da TAP ruiu. Um tripulante teve ferimentos ligeiros
Uma tripulação TAP estava alojada num hotel em Caracas, que teve danos durante os sismos que se registaram na Venezuela.
Dirigentes da oposição apelam à ajuda internacional
Numa mensagem difundida através das redes sociais, Corina Machado, que vive no exílio, apelou à solidariedade e à mobilização da comunidade internacional.
Na mesma mensagem, a dirigente da oposição e Prémio Nobel da Paz transmitiu "força e fé"" aos "milhares de venezuelanos que estão nas ruas de Caracas, Vargas, Aragua, Carabobo, Yaracuy e Lara", entre outros estados da Venezuela.
A los miles de venezolanos que a esta hora están en las calles de Caracas, Vargas, Aragua, Carabobo, Yaracuy, Lara y más estados de nuestro país, forzados a dejarlo todo por el colapso o los daños estructurales de sus viviendas: les mandamos toda nuestra fuerza, fe y oraciones.…
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) June 25, 2026
Corona Machado pediu ainda à população para se manter "muito atenta" às redes sociais para que a "comunidade internacional" saiba como canalizar o apoio da forma mais eficaz".
Edmundo González - andidato na eleição presidencial de 2024 -disse que, neste momento, há "pouca informação sobre as consequências dos sismos" mas que a Venezuela vai precisar de apoio internacional.
Para o dirigente da oposição, o país vai precisar de ajuda porque, disse, o próprio Estado venezuelano abandonou a população.
González criticou a falta de informação por parte das autoridades.
"O que se sabe vem graças aos jornalistas que estão no local, usando os próprios telefones e dados móveis, impulsionados pela determinação de relatar o que estão a ver", disse.
"Em 50 anos de Venezuela nunca me tinha passado algo assim"
Alvarinho Moreira, empresário português na Venezuela e presidente da casa do Futebol Clube do Porto de Caracas, diz que nestes 50 anos que vive neste território nunca tinha passado por tal situação.
Líderes latino-americanos oferecem ajuda à Venezuela
A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou a sua "solidariedade com o povo da Venezuela" e confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros já está em contacto com Caracas.
"Já instruí a preparação da ajuda necessária. Para já, solicitaram apoio junto de equipas de socorro e médicas especializadas", afirmou Sheinbaum, antes de sublinhar que "o México está sempre e estará sempre solidário".
O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a sua "profunda preocupação e consternação" com os sismos e revelou que ordenou uma "avaliação" da situação e "das medidas de assistência que o Brasil pode adotar".
"Reafirmo a nossa determinação em apoiar o Governo da Presidente Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas desta nação irmã, cujo povo demonstrou grande resiliência perante a adversidade", enfatizou Lula da Silva.
Da mesma forma, o Presidente equatoriano, Daniel Noboa, transmitiu a sua "solidariedade" ao "povo irmão da Venezuela" e confirmou que providenciou "o envio imediato de ajuda humanitária para fazer face a esta emergência".
"O Equador responderá com a rapidez e o empenho que este momento exige porque, apesar das enormes diferenças, a humanidade deve sempre orientar as ações de um líder", destacou Noboa nas redes sociais.
A Presidência da Argentina expressou a sua "mais profunda solidariedade para com o povo venezuelano" após os sismos.
"A Argentina está a acompanhar de perto a evolução da situação e manifesta a sua disponibilidade para colaborar com qualquer assistência humanitária que seja necessária, em coordenação com as organizações internacionais competentes", referiu o Governo argentino.
"Independentemente de quaisquer diferenças que possam existir entre os nossos governos, o Presidente Javier Milei estende a sua mão de solidariedade ao povo venezuelano perante um desastre natural que exige uma resposta de toda a comunidade internacional", afirmou num comunicado assinado pelo próprio Presidente argentino.
Por sua vez, o Presidente de El Salvador, Nayib Bukele, indicou que as autoridades ofereceram ajuda à Venezuela e sublinhou que "300 socorristas e paramédicos, juntamente com 50 toneladas de equipamento, medicamentos e mantimentos essenciais, estão prontos para partir para Caracas".
O Presidente do Chile, José Antonio Kast, também se juntou ao grupo, manifestando o seu apoio e demonstrando a sua solidariedade para com o povo venezuelano.
"Estamos à disposição do vosso governo para coordenar a entrega de ajuda humanitária e colaborar com as equipas de resgate para lidar com a emergência do sismo. O Chile e a Venezuela estão unidos no enfrentamento desta tragédia", enfatizou Kast.
Da mesma forma, o Presidente da República Dominicana, Luis Abinader, confirmou ter conversado com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para expressar a sua "mais profunda solidariedade face à tragédia provocada pelo devastador terramoto".
"(...) Equipas especializadas de busca, salvamento e resposta a emergências das nossas Forças Armadas partirão para a Venezuela para apoiar os esforços que estão a ser realizados pelas autoridades venezuelanas", disse. "Os nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e todo o povo venezuelano nestes momentos difíceis", acrescentou Abinader.
Já o Presidente do Panamá, José Raúl Mulino, transmitiu a sua "maior solidariedade e apoio" à Venezuela "pelo terramoto e pelas suas consequências".
"O Panamá, mais uma vez, oferece a sua ajuda humanitária às nossas nações irmãs", afirmou numa breve mensagem nas redes sociais.
A Presidente da Costa Rica, Laura Fernández, realçou que o país centro-americano "abraça o povo venezuelano de todo o coração nestas horas de luto após os sismos que abalaram o país".
"A nossa solidariedade está com todas as famílias afetadas e com aqueles que estão hoje a trabalhar para salvar vidas e reconstruir a esperança. Não estão sozinhos", concluiu Fernández.
Consulados portugueses disponibilizam números telefónicos para emergências
Os contactos para comunicar situações urgentes são o número +58 414-466.53.50 e o e-mail cgcaracas@mnet.pt para a região de Caracas e o número +58 412-040.55.65 e o correio eletrónico valencia@mne.pt para a área de Valência.
Maduro envia mensagem de solidariedade ao povo venezuelano
Ante el poderoso terremoto que ha golpeado a nuestra Patria, nuestras oraciones por las familias venezolanas afectadas. En esta hora difícil el llamado es a la unión nacional, a la serenidad y al amor. ¡Nuestro corazón con toda Venezuela! pic.twitter.com/oWN8m09HoR
— Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) June 25, 2026
"Amado povo da Venezuela: Perante o poderoso terramoto que atingiu a nossa pátria, Cilia (Flores) e eu elevamos as nossas orações por cada família afetada, pelos feridos, por aqueles que estão a sofrer e por todo o nosso povo", disse Maduro, referindo-se à sua mulher, que também está presa nos Estados Unidos.
"Hoje, só há uma palavra: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide das suas crianças, dos seus avós, dos seus doentes, e que todos apoiemos o trabalho das equipas de socorro", afirmou Maduro, que esteve à frente da Venezuela de 2013 até 2026, quando foi levado do país por tropas especiais norte-americanas.
"A Venezuela enfrentou grandes provações e sairemos desta também mais fortes, com fé, disciplina e solidariedade. Os nossos corações e as nossas orações estão convosco. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela!", concluiu o Presidente venezuelano.
Situação é de "angústia e desespero"
Serviço Geológico dos EUA estima milhares de vítimas
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes na sequência dos sismos ocorridos na quarta-feira na Venezuela.
Os dois sismos que atingiram quarta-feira a Venezuela registaram magnitudes de 7,2 e de 7,5, respetivamente.
O USGS, que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo, calculou uma probabilidade de 42% de que o número de mortos se situe entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais; a possibilidade de 33% de entre mil e 10 mil mortes e uma hipótese que indica 17% de mais de 100 mil mortes.
A contagem oficial de vítimas é até ao momento de 32 mortos e mais de 700 feridos, segundo a presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Para realizar as estimativas, o USGS tem em conta variáveis como a densidade populacional local e as características dos edifícios.
"Em geral, a população desta região vive em edifícios vulneráveis a sismos, embora também existam estruturas resistentes a sismos. Os tipos mais comuns de edifícios vulneráveis são estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e de blocos de adobe", destacou a agência.
O USGS estimou ainda as perdas económicas resultantes dos sismos, calculando --- com base nos dados atuais --- que podem variar entre 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela.
Segundo Delcy Rodríguez, a zona costeira de La Guaira, localizada no norte do país, vizinho de Caracas, foi a mais atingida, com dezenas de edifícios afetados.
"Podemos dizer que o estado de La Guaira enfrenta uma verdadeira tragédia e tornou-se uma zona de catástrofe", enfatizou a Presidente em exercício da Venezuela.
Von der Leyen manifesta solidariedade da UE
"Manifestamos a nossa solidariedade para com todos os venezuelanos na sequência dos devastadores terramotos da noite passada", escreveu a líder do executivo comunitário, numa publicação na rede social X.
"Os meus pensamentos vão especialmente para as vítimas e os seus familiares. Estamos convosco", adiantou Ursula von der Leyen.Expresamos nuestra solidaridad con todos los venezolanos tras los devastadores terremotos de anoche.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) June 25, 2026
Pienso de manera especial en las víctimas y sus familiares.
Estamos con vosotros.
Portuguesa residente em Caracas fala num "susto muito grande"
Maria da Luz Maciela, uma portuguesa a viver em Caracas, descreve o momento do tremor de terra como "um susto muito grande".
Estados Unidos já estão a enviar equipas de busca e salvamento
Os Estados Unidos voltaram a reforçar que estão do lado do povo venezuelano.The United States extends our deepest condolences to the people of Venezuela following the devastating earthquakes.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) June 25, 2026
Our hearts are with all those who have lost loved ones, those injured, and the courageous rescue workers working tirelessly in the aftermath.
America stands…
Situação está crítica
Secretário-geral do PS expressa solidariedade com as vítimas
"Manifesto o meu profundo pesar pelas vítimas dos sismos que se fizeram sentir na Venezuela e expressamos a nossa solidariedade para com todas as pessoas afetadas por esta tragédia", disse o líder socialista numa mensagem enviada à agência Lusa.
O secretário-geral do PS dirigiu uma "palavra especial de solidariedade à comunidade portuguesa residente no país, a quem deve ser garantida todo o apoio necessário".
José Luís Carneiro, que já foi secretário de Estado das Comunidades e esteve recentemente no país, transmitiu também as condolências às famílias das vítimas, desejando uma rápida recuperação aos feridos.
Presidente francês revela solidariedade com o povo venezuelano
Pensées et soutien au peuple vénézuélien après le séisme qui a frappé le pays. J’adresse toute ma solidarité aux victimes, à leurs proches et à celles et ceux mobilisés sur le terrain.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) June 25, 2026
Testemunhas falam em momentos de pânico
Itália vai pedir à UE ativação de mecanismo de ajuda à Venezuela
O Governo de Itália anunciou que que vai pedir à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil para coordenar e financiar os esforços de resposta a emergências na Venezuela, após dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5.
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, disse através de uma mensagem nas redes sociais que está a acompanhar de perto a situação após os violentos terramotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira.
O chefe da diplomacia do Governo de Roma frisou que, embora a avaliação dos danos e das vítimas causados pelo sismo ainda esteja em curso, a Itália está pronta para prestar apoio e que vai pedir à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil.
A presidente interina da Venezuela informou que pelo menos 32 pessoas perderam a vida e mais de 700 ficaram feridas na sequência de dois sismos --- de magnitudes 7,2 e 7,5 --- que atingiram a região das Caraíbas do país, causando danos materiais que ainda não foram quantificados.
Portugueses na Venezuela temem novas réplicas
A Polícia deu a indicação para que as pessoas fiquem dentro de casa, já que pode haver mais réplicas, depois do país ter sofrido dois fortes sismos, os mais fortes dos últimos 100 anos.
Presidente da República está a acompanhar a situação na Venezuela
Conselheiro das comunidades portuguesas em Caracas descreve momentos de pânico
Houve dois grandes terramotos na Venezuela. Os maiores no país nos últimos 100 anos e poderá haver milhares de mortos.
Ministro do Interior da Venezuela relata situação alarmante
O ministro fala de prédios destruídos e garante que as autoridades estão a colocar no terreno todos os meios de salvamento.
Não há indicação de portugueses entre as vítimas
EUA prometem enviar equipas de busca e ajuda médica e humanitária para Venezuela
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá "enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela", onde dois sismos já causaram 32 mortos.
Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que "os Estados Unidos estão ao lado do povo venezuelano nestes tempos difíceis".
A garantia de Marco Rubio surgiu horas depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o país estava pronto para enviar ajuda à Venezuela, acrescentando que os primeiros relatos sobre as consequências "não são bons".
"Os dois grandes sismos que acabaram de atingir o nobre povo da Venezuela são de uma enorme magnitude e deixaram um número devastador de mortos. Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar!", disse Trump, numa mensagem na rede social que detém, a Truth Social.
"Instruí todas as agências do nosso Governo a prepararem-se e a agirem rapidamente. Estaremos lá para os nossos grandes novos amigos. Os primeiros relatos não são bons!", concluiu Trump.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.
"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.
A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".
Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.
A presidente expressou gratidão aos Brasil, Estados Unidos, Panamá, Qatar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Curaçau, Colômbia, Reino Unido e México, que "contactaram a Venezuela para oferecer solidariedade e apoio".
Rodríguez agradeceu ainda à ONU e a organizações financeiras multilaterais, sem especificar quais, que "já contactaram o Governo venezuelano através de vários canais para expressar a sua solidariedade".
Nas últimas horas, a Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram a solidariedade.
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou "preocupação e consternação" com os efeitos dos sismos e garantiu que está a avaliar medidas para apoiar a nação caribeana.
Lula disse que instruiu o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com a embaixada brasileira em Caracas, para avaliar a situação na Venezuela.
Lula oferece apoio à Venezuela após sismos e avalia medidas de assistência
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva manifestou "preocupação e consternação" com os efeitos dos sismos que atingiram a Venezuela e garantiu que está a avaliar medidas para apoiar a nação caribeana.
Numa mensagem publicada nas redes sociais na quarta-feira, Lula informou que instruiu o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com a embaixada brasileira em Caracas, para avaliar a situação na Venezuela e as possíveis ações de ajuda que o Brasil poderia tomar.
O chefe de Estado reafirmou ainda a disponibilidade do país para apoiar o governo da presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas.
A reação do presidente brasileiro surgiu depois de Delcy Rodríguez ter declarado o estado de emergência, após dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.
Rodríguez anunciou, na quarta-feira, o encerramento do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que serve Caracas, e cancelou as aulas em todo o país durante vários dias.
Num discurso televisivo, Rodríguez disse que o aeroporto, que tem ligações a Portugal, operadas pela companhia de bandeira portuguesa TAP, tinha sofrido "graves danos nas infraestruturas" e acrescentou que os serviços de metro e de comboio também foram suspensos.
A presidente cancelou ainda todas as atividades que não sejam "serviços essenciais" e indicou que houve interrupções nos serviços de eletricidade e água e, nos edifícios danificados, o fornecimento de gás natural foi cortado.
"Pedimos à nossa população que mantenha a calma", disse a chefe de Estado. "Pedimos à união", acrescentou.
A presidente expressou gratidão aos Brasil, Estados Unidos, Panamá, Qatar, Cuba, Nicarágua, Turquia, Jordânia, Barbados, Curaçau, Colômbia, Reino Unido e México, que "contactaram a Venezuela para oferecer solidariedade e apoio".
Rodríguez agradeceu ainda à ONU e a organizações financeiras multilaterais, sem especificar quais, que "já contactaram o Governo venezuelano através de vários canais para expressar a sua solidariedade".
Nas últimas horas, a Bolívia, El Salvador, Peru e Chile também manifestaram a solidariedade.
Até ao momento, não há registo oficial de feridos ou mortos, apesar da Venezuela já ter registado 20 réplicas.
No estado de Falcón (noroeste), o governador Victor Clark disse que 32 pessoas foram hospitalizadas e, mais de quatro horas após o terramoto, ainda havia 15 pessoas presas nos escombros.
O autarca de Chacao, na região metropolitana de Caracas, Gustavo Duque, reportou possíveis mortes no município.
Edifícios em Manaus, Belém e Macapá, na Amazónia brasileira, foram evacuadas, segundo informações da emissora TV Globo.
Os tremores foram também sentidos nas regiões das Caraíbas e do nordeste da Colômbia, mas não houve registo de danos ou feridos.
Venezuela. Sismos causaram 32 mortos e 700 feridos
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.
"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.
A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".
Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.
Corrida contra o tempo para salvar pessoas afetadas por duplo sismo na Venezuela
Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.
Segundo as autoridades locais os sismos de quarta-feira provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.
Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que "quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas" nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo.
"Temos mais de 500 funcionários a realizar os trabalhos de resgate nas quatro estruturas que ruíram neste município", disse Iván Duque precisando que ruíram os edifícios Petúnia, Don Pepe, Altamira Village Hotel & Suite e um outro localizado em Bello Campo.
Segundo Iván Duque, "de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas".
Em vários setores do município, por questões de segurança foi restringido o acesso aos jornalistas e a residentes, em particular nas proximidades de edifícios com danos nas estruturas.
Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.
Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.
Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas registaram dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora de telefonia celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.
Sem avançar com dados sobre vítimas dos sismos, numa mensagem televisiva ao país a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência nacional e pediu aos médicos, enfermeiras e trabalhadores da área de saúde que acudam aos seus sítios de trabalho para atender emergências.
Por outro lado, anunciou o encerramento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, o principal do país, que serve a capital, devido a "graves danos na sua infraestrutura" e suspendeu as aulas nas escolas do país.
Os sismos que foram sentidos em todos os estados da Venezuela, em particular no Distrito Capital, La Guaira, Miranda, Falcón, Arágua, Carabobo, Mérida e Nova Esparta.
Entretanto, várias regiões de Caracas, já recuperaram o abastecimento elétrico, o serviço de Internet e as comunicações telefónicas, sendo visível nas ruas um inusitado número de viaturas que a população tirou dos estacionamentos.
Presidente da Venezuela declara estado de emergência após sismos
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, depois de dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.
Delcy Rodríguez anunciou, também na quarta-feira, o encerramento do Aeroporto Internacional de Maiquetía, que serve Caracas, e cancelou as aulas em todo o país durante vários dias.
Num discurso televisivo, Rodríguez disse que o aeroporto, que tem ligações a Portugal, operadas pela companhia de bandeira portuguesa TAP, tinha sofrido "graves danos nas infraestruturas" e acrescentou que os serviços de metro e de comboio também foram suspensos.
A presidente cancelou ainda todas as atividades que não sejam "serviços essenciais" e indicou que houve interrupções nos serviços de eletricidade e água e, nos edifícios danificados, o fornecimento de gás natural foi cortado.
"Pedimos à nossa população que mantenha a calma", disse a chefe de Estado. "Pedimos à união", acrescentou.
Rodríguez pediu ainda a todos os profissionais de saúde do país que se apresentassem nos hospitais para assistir qualquer pessoa ferida.
Até ao momento, não há registo oficial de feridos ou mortos, apesar da Venezuela já ter registado 20 réplicas.
No estado de Falcón (noroeste), o governador Victor Clark disse que 32 pessoas foram hospitalizadas e, mais de quatro horas após o terramoto, ainda havia 15 pessoas presas nos escombros.
O autarca de Chacao, na região metropolitana de Caracas, Gustavo Duque, reportou possíveis mortes no município.
"Infelizmente, até à data, sim, mas estamos focados em tentar resgatar o máximo de moradores possível com vida", disse o autarca aos jornalistas. no meio dos esforços de resgate dos moradores de dois prédios que ruíram em frente à Praça Altamira.
Duque, que descreveu a situação como "muito difícil" no município, considerado uma zona sísmica, explicou que estão a concentrar esforços nas "operações de busca e salvamento" na zona, onde confirmou o resgate de 16 pessoas.
"Como podem ver, existem ambulâncias em tempo real no local. Atualmente, temos mais de 150 funcionários municipais. Estamos a solicitar o apoio de outras agências nacionais, como já foi feito, porque a situação aqui continua a ser crítica", afirmou.
O responsável pediu aos moradores da zona, sobretudo aos do bairro de Los Palos Grandes, que se dirigissem às praças da cidade para aguardar o fim do desabamento, se hidratarem ou utilizarem as casas de banho.
Duque confirmou que, além das duas estruturas que ruíram por completo, várias outras sofreram danos graves.
A falta de sinal de telemóvel em partes da Venezuela agravou o sofrimento de muitas famílias, sobretudo entre os mais de 7,7 milhões de pessoas que emigraram.
Edifícios em Manaus, Belém e Macapá, na Amazónia brasileira, foram evacuadas, segundo informações da emissora TV Globo.
Os tremores foram também sentidos nas regiões das Caraíbas e do nordeste da Colômbia, mas não houve registo de danos ou feridos.
EUA cancelam alerta de tsunami para Caraíbas após duplo sismo na Venezuela
O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos cancelou o alerta para Porto Rico e as Ilhas Virgens, após um duplo sismo, um dos quais de magnitude 7,5, que atingiu a Venezuela.
O alerta de tsunami para o mar das Caraíbas tinha sido emitido às 18:40 de quarta-feira (23:40 em Lisboa), após a Venezuela ter sido atingido por dois abalos com apenas 39 segundos de intervalo.
Os sismo causaram danos significativos em Caracas, onde edifícios ruíram e outros sofreram vários tipos de danos materiais.
De acordo com o meio de comunicação social `eldiario`, informações preliminares indicam múltiplos feridos em Guatire, no Estado de Miranda.
As autoridades especificaram que o primeiro tremor, inicialmente reportado com magnitude 7,2, foi reclassificado como um precursor do sismo de magnitude 7,5, após análise dos registos sísmicos.
O Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos EUA explicou que formaram um "duplo sísmico", um fenómeno em que ocorrem dois grandes abalos com poucos segundos de diferença na mesma área.
O relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos detalha que o primeiro tremor ocorreu a aproximadamente 24 quilómetros da cidade de San Felipe, no estado de Yaracuy, a uma profundidade de 21,9 quilómetros.
Foi ainda reportado um segundo tremor de magnitude 7,5, que ocorreu perto da cidade de Yumare, também em Yaracuy.
Também começaram a ser divulgados vídeos dos estragos que começaram a circular nas redes sociais.
Na Praça Altamira, na zona leste da capital, dois edifícios ruíram. Agentes da Proteção Civil e da polícia municipal, juntamente com moradores locais, estavam a vasculhar os escombros em busca de possíveis vítimas.
Altamira apresentava "situações alarmantes", com casas e edifícios desabados, afirmou o ministro do Interior venezuelano, sugerindo que pessoas ficaram feridas no sismo e pedindo aos condutores que dessem passagem a ambulâncias e outros veículos de emergência.
Diosdado Cabello disse que o sismo pôde ser sentido em vários estados.
"Entendemos que algumas pessoas podem estar desesperadas, mas estamos a agir de acordo com os protocolos para ativar os esforços de ajuda e resgate para auxiliar aqueles que mais precisam", disse Cabello, na televisão estatal.
"Tenham muito cuidado com as crianças e os idosos; telefonem uns aos outros e verifiquem se ninguém ficou ferido", acrescentou.
O ministro pediu também às pessoas que permanecessem fora de casa, pois novos tremores poderiam danificar ainda mais algumas estruturas.
A magnitude do sismo foi sentida na Colômbia, na capital Bogotá, a cerca de mil quilómetros de distância em linha reta.
O último sismo semelhante a atingir a Venezuela foi em 2018, um tremor de magnitude 7,3 no estado de Sucre que afetou pelo menos dez países da região, incluindo o Brasil, a Guiana e várias ilhas das Caraíbas.