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Duterte no Japão. "Eu era gay antes de curar-me"
O Presidente das Filipinas afirmou perante uma multidão em Tóquio que tinha sido “um bocadinho gay”, mas que se tinha curado quando começou uma relação com a sua anterior esposa, Elizabeth Zimmerman.
"Mulheres bonitas curaram-me. Passei a odiar homens bonitos depois. Agora, prefiro mulheres lindas", disse recentemente Rodrigo Duterte num discurso para a comunidade filipina em Tóquio.
Estes comentários terão constituído uma provocação ao seu maior oponente político, Antonio Trillanes, implicando que este era homossexual: "Ainda bem que eu e Trillanes somos parecidos. Mas eu curei-me. Quando comecei a relação com Zimmerman, eu disse, é isto. Tornei-me um homem outra vez".
Casado agora com Honeylet Avanceña, o Presidente filipino terminou o discurso convidando quatro mulheres a subirem ao palco para beijá-lo.
Comentários sobre a comunidade LGBT
O Presidente filipino é conhecido pelos seus comentários controversos, sobretudo no que concerne à comunidade LGBT.
Em 2016, disse que o embaixador norte-americano era "um gay filho da mãe" e, em 2017, disse que era contra o casamento entre casais do mesmo sexo.
Porém, no mesmo ano disse à comunidade LGBT no país que não haveria "opressão", prometendo reconhecer a sua "importância na sociedade".
As declarações mais controversas de Duterte
- Em 2015, o Papa visitou a capital, Manila, originando muito trânsito. Embora a população seja maioritariamente católica, Duterte disse: "Demorámos cinco horas a ir do hotel para o aeroporto. Eu perguntei quem vinha. Disseram que era o Papa. Eu quis dizer-lhe: “Papa, filho de uma prostituta, vai para casa. Não nos visites mais";
- Quando comparado a Hitler em 2016, Duterte disse: "Hitler massacrou três milhões de Judeus. Agora, há três milhões, três milhões de toxicodependentes. Há mesmo. Eu ficaria feliz por assassiná-los";
- Numa campanha, o Presidente falou acerca da uma rixa numa prisão em Davao em 1989, que tinha resultado na violação e assassinato de uma missionária australiana. Disse: "Eu vi a cara dela e pensei, "Que pena… eles violaram-na, eles fizeram todos fila. Eu estava chateado por ela ter sido violada, mas ela era tão bonita. Eu pensei, o presidente da câmara devia ter ido em primeiro. Que desperdício". Mais tarde, desculpou-se, dizendo que era só "a forma como os homens falam";
- Num encontro em Laos com o anterior Presidente dos EUA, Barack Obama, Duterte descreve-o como "filho de uma prostituta", quando interrogado sobre a possibilidade de Obama questionar os problemas de Direitos Humanos no país;
- Sobre a morte de um jornalista em 2016, em Manila, Duterte disse: "Só porque és um jornalista, não estás isento de assassinato, se fores um filho da mãe".