Mundo
É urgente reduzir em 18% emissões poluentes para limitar aquecimento global
Falhou a meta de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5 graus em relação aos níveis pré-industriais. Agora é urgente reduzir as emissões de gases de efeito de estufa para minimizar a magnitude dessa ultrapassagem.
O relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente revela que a meta de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, em relação aos níveis pré-industriais, já foi falhada, limitando o pico de “aquecimento em meados do século a 1,7 a 1,8ºC”.
Se as políticas atuais se mantiverem, alerta a ONU, o aquecimento global poderá atingir 2,8°C ainda neste século e continuar a aumentar. E mesmo se todas as promessas e compromissos dos países para baixarem as emissões de GEE forem cumpridas o aquecimento vai até aos 2,6ºC, podendo descer para 2,1ºC num cenário muito otimista. Os resultados apresentados “são piores do que as projeções do ano passado devido à saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e à revisão das estimativas das emissões históricas”.“Sem ações urgentes, manter o pico de aquecimento abaixo de 1,7 a 1,8°C tornar-se-á rapidamente impossível. A cada cinco anos de emissões de CO₂ nos níveis atuais, o pico de aquecimento aumenta em cerca de 0,1°C”.
Para evitar novas ultrapassagens são “necessárias reduções de emissões de 18 por cento até 2030 e de 45 por cento até 2035”, para tentar regressar ao limite de “1,5°C ou menos até 2100, com cerca de 50 por cento de probabilidade”.
No relatório “Emissions Gap Report 2026” são traçados vários cenários, metas e estimativas, desde o aumento da energia renovável à redução do uso do carvão, petróleo e gás no fornecimento total de energia ou da redução das emissões de metano.
“Os avanços nas energias renováveis e nas políticas climáticas têm proporcionado reduções reais de emissões em diversos países e setores, mas é necessário um aumento massivo em escala global para atingirmos o objetivo final”, lê-se no relatório.
António Guterres afirma, num comunicado divulgado com o relatório, que “ultrapassar a meta não significa desistir” e que “ainda é possível mantê-la o mais pequena” possível, assim como voltar a reduzir as temperaturas globais para “menos de 1,5 graus até ao final do século”.
O relatório conclui que existem mais oportunidades do que nunca para acelerar a ação, visto que desde o Acordo de Paris, as energias renováveis tiveram “um crescimento exponencial, o fornecimento total de energia proveniente do carvão e do petróleo cresceu mais lentamente do que o previsto e as políticas climáticas reduziram as emissões” em muitas regiões do planeta.
Se as políticas atuais se mantiverem, alerta a ONU, o aquecimento global poderá atingir 2,8°C ainda neste século e continuar a aumentar. E mesmo se todas as promessas e compromissos dos países para baixarem as emissões de GEE forem cumpridas o aquecimento vai até aos 2,6ºC, podendo descer para 2,1ºC num cenário muito otimista. Os resultados apresentados “são piores do que as projeções do ano passado devido à saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e à revisão das estimativas das emissões históricas”.“Sem ações urgentes, manter o pico de aquecimento abaixo de 1,7 a 1,8°C tornar-se-á rapidamente impossível. A cada cinco anos de emissões de CO₂ nos níveis atuais, o pico de aquecimento aumenta em cerca de 0,1°C”.
Para evitar novas ultrapassagens são “necessárias reduções de emissões de 18 por cento até 2030 e de 45 por cento até 2035”, para tentar regressar ao limite de “1,5°C ou menos até 2100, com cerca de 50 por cento de probabilidade”.
No relatório “Emissions Gap Report 2026” são traçados vários cenários, metas e estimativas, desde o aumento da energia renovável à redução do uso do carvão, petróleo e gás no fornecimento total de energia ou da redução das emissões de metano.
“Os avanços nas energias renováveis e nas políticas climáticas têm proporcionado reduções reais de emissões em diversos países e setores, mas é necessário um aumento massivo em escala global para atingirmos o objetivo final”, lê-se no relatório.
António Guterres afirma, num comunicado divulgado com o relatório, que “ultrapassar a meta não significa desistir” e que “ainda é possível mantê-la o mais pequena” possível, assim como voltar a reduzir as temperaturas globais para “menos de 1,5 graus até ao final do século”.
O relatório conclui que existem mais oportunidades do que nunca para acelerar a ação, visto que desde o Acordo de Paris, as energias renováveis tiveram “um crescimento exponencial, o fornecimento total de energia proveniente do carvão e do petróleo cresceu mais lentamente do que o previsto e as políticas climáticas reduziram as emissões” em muitas regiões do planeta.
“Cada fração adicional de grau e cada ano adicional de aquecimento acima de 1,5°C aumentam os impactos e os riscos climáticos, como as inundações mortais, as ondas de calor e os incêndios florestais que assolaram muitas nações este ano”, explicou numa nota Inger Andersen, Diretora Executiva do PNUMA.
“Portanto, devemos fazer todos os esforços para minimizar o pico do aquecimento e regressar aos 1,5°C até o final do século. Isso é possível.”
Segundo a responsável, está nas mãos das “nações implementar urgentemente políticas que promovam reduções de emissões rápidas, profundas e sustentáveis, e que coloquem o mundo no caminho certo para um clima mais estável e para economias e sociedades mais estáveis.”