Mundo
Ébola. Ensaio clínico com dois novos tratamentos começa na próxima semana
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde anunciou esta quarta-feira que está previsto na próxima semana o arranque de um ensaio clínico com dois tratamentos para a estirpe do Ébola, conhecida como Bundibugyo, contra a qual ainda não existe qualquer vacina ou tratamento específico.
Em conferência de imprensa, Tedros Adhanom Ghebreyesus adiantou que estão concluídos os “preparativos para um ensaio clínico com dois tratamentos”, e que este “deverá começar na RDC [República Democrática do Congo] na próxima semana”.
Os tratamentos são o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir. Vasee Moorthy, do Departamento de Ciências da Saúde da OMS, acrescentou que o ensaio deverá envolver aproximadamente 1.000 pessoas.
O ensaio clínico vai avaliar se os dois tratamentos "podem ajudar a reduzir a mortalidade em doentes com a doença provocada pelo vírus Bundibugyo, quando administrados isoladamente ou combinados", adiantou o diretor-geral da OMS.
A RD Congo enfrenta pela 17.ª vez um surto de febre hemorrágica, declarado a 15 de maio. Registaram-se até ao momento 1.074 casos e pelo menos 277 mortos. O vírus também já foi detetado também no Uganda e envolve uma estirpe rara do vírus, conhecida como Bundibugyo, para a qual não há ainda cura ou tratamento específico.
Entretanto, esta quarta-feira foi identificado em França o primeiro caso de Ébola fora do continente africano desde o início da epidemia. Trata-se de um médico que participou numa missão humanitária na República Democrática do Congo e que chegou a Paris na última terça-feira, num voo da Air France proveniente de Kinshasa.
A companhia aérea já facultou a lista completa de passageiros do voo em causa e o Ministério francês da Saúde já está a instruir estes contactos a cumprirem 21 dias de isolamento domiciliário.
Os tratamentos são o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir. Vasee Moorthy, do Departamento de Ciências da Saúde da OMS, acrescentou que o ensaio deverá envolver aproximadamente 1.000 pessoas.
O ensaio clínico vai avaliar se os dois tratamentos "podem ajudar a reduzir a mortalidade em doentes com a doença provocada pelo vírus Bundibugyo, quando administrados isoladamente ou combinados", adiantou o diretor-geral da OMS.
A RD Congo enfrenta pela 17.ª vez um surto de febre hemorrágica, declarado a 15 de maio. Registaram-se até ao momento 1.074 casos e pelo menos 277 mortos. O vírus também já foi detetado também no Uganda e envolve uma estirpe rara do vírus, conhecida como Bundibugyo, para a qual não há ainda cura ou tratamento específico.
Entretanto, esta quarta-feira foi identificado em França o primeiro caso de Ébola fora do continente africano desde o início da epidemia. Trata-se de um médico que participou numa missão humanitária na República Democrática do Congo e que chegou a Paris na última terça-feira, num voo da Air France proveniente de Kinshasa.
A companhia aérea já facultou a lista completa de passageiros do voo em causa e o Ministério francês da Saúde já está a instruir estes contactos a cumprirem 21 dias de isolamento domiciliário.